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Um paciente com quatro meses de vida e antecedente de...

Um paciente com quatro meses de vida e antecedente de prematuridade (32 semanas) ficou internado vinte dias na unidade neonatal para ganho de peso, recebendo alta após esse período. Estava em casa, em aleitamento materno exclusivo, e, há três dias, evoluiu com quadro de tosse, coriza hialina e “cansaço” há um dia, com piora hoje. Sua mãe o levou ao serviço de emergência, referindo que sua irmã de três anos também estava “gripadinha”. Ao exame, encontrava-se em regular estado geral, corado, hidratado, taquidispneico, acianótico, afebril, anictérico, com fontanela anterior plana e normotensa, MV presente bilateralmente, estertores subcrepitantes difusos e expiração pouco prolongada, FR de 56 ipm, presença de tiragem sub e intercostal, BRNF em dois tempos, sem sopros, FC de 152 bpm, abdome sem alterações e boa perfusão periférica, sem edema e sem cianose.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.


A
O paciente não tem fatores de risco para bronquiolite grave, visto que já tem mais de 42 semanas de vida corrigida e não tem cardiopatia ou pneumopatia.

B
A inalação hipertônica, segundo a Academia Americana de Pediatria, não deve ser administrada no pronto-socorro infantil, mas pode beneficiar pacientes internados com essa doença.

C
O teste terapêutico com beta-2 agonista deve ser usado rotineiramente para os pacientes que apresentem expiração prolongada na ausculta pulmonar.

D
Para afastar suspeita de coinfecção bacteriana, raio-X de tórax, hemograma, hemocultura e proteína c-reativa são exames que devem ser realizados de rotina nos pacientes com bronquiolite.

E
Nessa faixa etária, é importante considerar o diagnóstico diferencial de coqueluche, pois a evolução clínica semelhante pode determinar um desfecho desfavorável caso não seja instituído o tratamento correto.