Questões de Concurso sobre Endoscopia Digestiva

 
 
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Uma criança de 6 anos apresenta disfagia progressiva. A endoscopia mostra esôfago dilatado e ausência de peristalse. A alteração fisiológica que explica CORRETAMENTE esse quadro é:


A

Hipersecreção de ácido gástrico.


B

Hipertrofia da musculatura esofágica distal.


C

Deficiência congênita de enzimas digestivas.


D

Degeneração do plexo mioentérico de Auerbach.


E

Aumento da secreção pancreática exócrina.

Adolescente de 15 anos apresenta dor epigástrica recorrente sem alterações endoscópicas. Nesse contexto, a característica que define CORRETAMENTE a dispepsia funcional é:


A

Presença de erosões gástricas.


B

Hemorragia digestiva recorrente.


C

Associação obrigatória com refluxo gastroesofágico.


D

Melhora imediata com IBP.


E

Sintomas persistentes sem lesão orgânica identificada.

Criança de 7 anos apresenta ingestão acidental de corpo estranho com obstrução esofágica. O hospital local não dispõe de endoscopia pediátrica imediata.


Assinale a alternativa que indica a conduta CORRETA em relação ao caso:


A

Observação clínica até eliminação espontânea.


B

Tentativa de retirada manual sem sedação.


C

Administração de laxantes para acelerar trânsito intestinal.


D

Solicitação apenas exames radiológicos seriados sem intervenção.


E

Transferência imediata para centro de referência, com suporte de telessaúde para orientação da equipe local.

Um gestor precisa avaliar qualidade do serviço de endoscopia pediátrica. Assinale o indicador CORRETAMENTE adequado para monitorar segurança e qualidade:


A

Taxa de complicações pós-endoscopia, como perfuração ou sangramento.


B

Número absoluto de exames realizados por mês.


C

Percentual de pacientes que solicitaram segunda opinião.


D

Tempo médio de espera para agendamento.


E

Custo médio por exame realizado.

Paciente internado no pronto-socorro com quadro de hemorragia digestiva alta. Após estabilização hemodinâmica, foi submetido à endoscopia digestiva alta, cujo diagnóstico foi de úlcera duodenal, Forrest II A.


Neste caso, marque a alternativa CORRETA com o achado endoscópico e a conduta a ser instituída.


A

Sangramento ativo no momento da endoscopia; deve-se indicar o tratamento cirúrgico pelo risco de choque hipovolêmico.


B

Ausência de sangramento ativo no momento da endoscopia; pode-se indicar alta hospitalar, pois não há risco de novo sangramento.


C

Presença de estigma de sangramento recente; deve-se indicar a permanência do paciente internado, pois apresenta risco de novo sangramento.


D

Presença de estigma de sangramento recente; pode-se indicar alta hospitalar, pois o paciente não tem risco de novo sangramento.

Paciente chagásico crônico apresenta disfagia progressiva, regurgitação frequente e dilatação esofágica evidenciada em exame contrastado, compatível com megaesôfago chagásico. A fisiopatologia responsável por esse quadro clínico está relacionada à:


A

Destruição dos plexos nervosos do sistema nervoso entérico.


B

Obstrução mecânica causada por massas parasitárias.


C

Inflamação aguda da mucosa esofágica por parasitemia elevada.


D

Produção de toxinas pelo parasita, as quais causam necrose muscular direta.

A consequência histológica mais grave da DRGE (doença do refluxo gastroesofágico) é a metaplasia de Barrett, que está associada ao risco aumentado de Acalásia.


C

Certo


E

Errado

Sobre a aplicação da endoscopia digestiva na vigilância e no controle do esôfago de Barrett (EB), assinale a alternativa correta.


A

Em pacientes com EB em rotina de vigilância, recomenda-se realização de endomicroscopia confocal anual.


B

Não se recomenda a realização de ecoendoscopia de rotina para diferenciação de invasão submucosa em nódulos ou displasia de alto grau associados ao EB.


C

Recomenda-se a avaliação endoscópica com luz branca seguida de aplicação do protocolo de Seattle, como sendo o melhor método para a vigilância de pacientes com EB.


D

Existem evidências significativas da eficácia da rotina de vigilância para o EB devendo ser aplicada a todos os pacientes com confirmação histopatológica de EB em pelo menos dois exames consecutivos.


E

São considerados fatores de risco para adenocarcinoma em pacientes com EB o histórico de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), sexo feminino e afrodescendentes.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente um exemplo de corante absorptivo (também chamado “vital”) utilizado na cromoendoscopia digestiva.


A

Vermelho de Fenol (phenol red).


B

Ácido acético.


C

Verde de indocianina.


D

Azul de metileno.


E

Índigo carmim.

Durante uma colonoscopia de vigilância em paciente com colite ulcerativa pancolônica, é identificada uma lesão levemente elevada, sem pedículo, com 1,5 mm de altura, localizada em área de mucosa cólica cicatricial.


Segundo a Classificação de Paris, qual é a morfologia correta dessa lesão?


A

IIb – lesão não polipoide plana.


B

Ip – lesão polipoide pediculada.


C

IIa – lesão não polipoide, levemente elevada.


D

Is – lesão polipoide séssil.


E

IIc – lesão deprimida.

Paciente do sexo masculino, 66 anos, tabagista, é submetido a endoscopia digestiva alta por perda ponderal e epigastralgia. O exame mostra uma úlcera gástrica com bordas elevadas e centro fibrinoso.


Qual das seguintes condutas é a mais adequada para investigação de adenocarcinoma gástrico?


A

Proceder diretamente à ressecção endoscópica, pois o achado é sugestivo de lesão precoce.


B

Realizar sete biópsias da borda e da base da úlcera para avaliação histológica.


C

Realizar escovado das bordas da úlcera, com escova citológica, para confirmação diagnóstica.


D

Indicar EUS antes da biópsia para avaliação de invasão da parede gástrica.


E

Repetir a endoscopia em oito semanas, apenas se os sintomas persistirem após IBP.

Com relação às recomendações para otimizar o preparo intestinal antes da colonoscopia, assinale a alternativa correta.


A

O regime em dose única na véspera da colonoscopia está associado a melhores taxas de detecção de adenomas em comparação ao fracionamento da dose.


B

Preparações baseadas em fosfato de sódio são recomendadas como primeira escolha em pacientes idosos, desde que hidratados adequadamente.


C

O uso de dieta exclusivamente líquida no dia anterior ao exame é superior à dieta pobre em resíduos quanto à qualidade do preparo.


D

A orientação escrita associada à orientação verbal, preferencialmente no idioma do paciente, é uma medida efetiva para melhorar a adesão e a qualidade do preparo.


E

A adição rotineira de bisacodil ao preparo com polietilenoglicol melhora significativamente a tolerância e a qualidade da limpeza intestinal.

Sobre os tumores estromais gastrointestinais (GISTs), assinale a alternativa correta.


A

A presença de margens tumorais irregulares e o tamanho superior a 3 cm à ultrassonografia endoscópica (EUS) são achados associados a menor risco de agressividade.


B

GISTs da região gástrica possuem comportamento mais agressivo que aqueles localizados no intestino delgado.


C

A maioria dos GISTs expressa positividade para CD117, e a proteína DOG1 pode ser útil em casos negativos para CD117.


D

GISTs são tumores epiteliais originados principalmente da camada mucosa, e sua principal característica histológica é a positividade para desmina.


E

GISTs costumam surgir da muscularis mucosa, com predileção pela região cólica e esofágica.

Durante a desinfecção de alto nível dos endoscópios flexíveis, qual princípio químico define a ação dos agentes oxidantes como o ácido peracético?


A

Inibição da síntese proteica microbiana.


B

Lesão oxidativa de proteínas, lipídios e DNA microbianos.


C

Bloqueio da transcrição gênica viral.


D

Inibição da replicação bacteriana por alteração enzimática.


E

Desorganização da parede celular bacteriana por acidose intracelular.

Qual das seguintes complicações da CPRE pode ser minimizada com o uso profilático de AINEs retal no perioperatório?


A

Pancreatite pós-CPRE.


B

Sangramento precoce.


C

Peritonite biliar.


D

Infecção de via biliar.


E

Perfuração duodenal.

Considerando as condutas indicadas durante a colonoscopia de urgência na hematoquezia, assinale a alternativa correta.


A

Não há necessidade de preparo intestinal prévio.


B

Deve-se iniciar preparo acelerado com soluções de polietilenoglicol.


C

Realiza-se apenas retossigmoidoscopia sem preparo.


D

A arteriografia deve ser sempre o primeiro exame.


E

A cintilografia com hemácias marcadas precede a colonoscopia.

Durante a polipectomia de pólipo pediculado colônico de 20 mm, qual técnica reduz o risco de sangramento imediato?


A

Ressecção fria sem laço.


B

Ressecção hot snare direta.


C

Injeção submucosa com solução hipertônica pura.


D

Clipagem prévia do pedículo.


E

Laqueadura com alça de ressecção submucosa antes do corte.

No contexto da vigilância pós-polipectomia colônica, qual conduta está correta de acordo com os guidelines atuais?


A

Paciente com pólipo adenomatoso de 5 mm deve repetir a colonoscopia em 1 ano.


B

A presença de um pólipo serrilhado séssil de 12 mm com displasia indica vigilância em 3 anos.


C

A presença de um pólipo hiperplásico de 3 mm exige nova colonoscopia em 1 ano.


D

Três adenomas tubulares de 3 mm indicam vigilância em 10 anos.


E

Todo pólipo ressecado exige vigilância em 1 ano.

Em relação à sedação em endoscopia digestiva alta, assinale a alternativa correta.


A

O propofol só pode ser administrado por anestesiologista.


B

A sedação consciente impede o paciente de responder a comandos verbais.


C

O uso de oxímetro de pulso é opcional em pacientes saudáveis.


D

O capnógrafo é o padrão-ouro na monitorização da ventilação durante a sedação profunda.


E

A reversão do midazolam é feita com naloxona.

Assinale a alternativa correta quanto às indicações de endoscopia no paciente submetido à cirurgia bariátrica.


A

A endoscopia está indicada na investigação de sintomas como náusea, vômito ou dor epigástrica persistente após cirurgia bariátrica, especialmente se não houver resposta a medidas comportamentais.


B

A endoscopia deve ser evitada nos primeiros seis meses após a cirurgia bariátrica, mesmo diante de sintomas, devido ao risco de deiscência da anastomose.


C

A endoscopia está contraindicada em pacientes com refluxo após sleeve gastrectomy, devendo-se optar por tratamento exclusivamente clínico.


D

Pacientes com náuseas, vômitos e dor abdominal persistentes após cirurgia bariátrica devem ser avaliados prioritariamente por tomografia antes de qualquer abordagem endoscópica.


E

O exame de escolha inicial para avaliar sintomas dispépticos em pacientes pós-bypass gástrico é a radiografia contrastada com bário.

 
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