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Uma criança de 6 anos apresenta disfagia progressiva. A endoscopia mostra esôfago dilatado e ausência de peristalse. A alteração fisiológica que explica CORRETAMENTE esse quadro é:
Hipersecreção de ácido gástrico.
Hipertrofia da musculatura esofágica distal.
Deficiência congênita de enzimas digestivas.
Degeneração do plexo mioentérico de Auerbach.
Aumento da secreção pancreática exócrina.
Adolescente de 15 anos apresenta dor epigástrica recorrente sem alterações endoscópicas. Nesse contexto, a característica que define CORRETAMENTE a dispepsia funcional é:
Presença de erosões gástricas.
Hemorragia digestiva recorrente.
Associação obrigatória com refluxo gastroesofágico.
Melhora imediata com IBP.
Sintomas persistentes sem lesão orgânica identificada.
Criança de 7 anos apresenta ingestão acidental de corpo estranho com obstrução esofágica. O hospital local não dispõe de endoscopia pediátrica imediata.
Assinale a alternativa que indica a conduta CORRETA em relação ao caso:
Observação clínica até eliminação espontânea.
Tentativa de retirada manual sem sedação.
Administração de laxantes para acelerar trânsito intestinal.
Solicitação apenas exames radiológicos seriados sem intervenção.
Transferência imediata para centro de referência, com suporte de telessaúde para orientação da equipe local.
Um gestor precisa avaliar qualidade do serviço de endoscopia pediátrica. Assinale o indicador CORRETAMENTE adequado para monitorar segurança e qualidade:
Taxa de complicações pós-endoscopia, como perfuração ou sangramento.
Número absoluto de exames realizados por mês.
Percentual de pacientes que solicitaram segunda opinião.
Tempo médio de espera para agendamento.
Custo médio por exame realizado.
Paciente internado no pronto-socorro com quadro de hemorragia digestiva alta. Após estabilização hemodinâmica, foi submetido à endoscopia digestiva alta, cujo diagnóstico foi de úlcera duodenal, Forrest II A.
Neste caso, marque a alternativa CORRETA com o achado endoscópico e a conduta a ser instituída.
Sangramento ativo no momento da endoscopia; deve-se indicar o tratamento cirúrgico pelo risco de choque hipovolêmico.
Ausência de sangramento ativo no momento da endoscopia; pode-se indicar alta hospitalar, pois não há risco de novo sangramento.
Presença de estigma de sangramento recente; deve-se indicar a permanência do paciente internado, pois apresenta risco de novo sangramento.
Presença de estigma de sangramento recente; pode-se indicar alta hospitalar, pois o paciente não tem risco de novo sangramento.


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Paciente chagásico crônico apresenta disfagia progressiva, regurgitação frequente e dilatação esofágica evidenciada em exame contrastado, compatível com megaesôfago chagásico. A fisiopatologia responsável por esse quadro clínico está relacionada à:
Destruição dos plexos nervosos do sistema nervoso entérico.
Obstrução mecânica causada por massas parasitárias.
Inflamação aguda da mucosa esofágica por parasitemia elevada.
Produção de toxinas pelo parasita, as quais causam necrose muscular direta.
A consequência histológica mais grave da DRGE (doença do refluxo gastroesofágico) é a metaplasia de Barrett, que está associada ao risco aumentado de Acalásia.
Certo
Errado
Sobre a aplicação da endoscopia digestiva na vigilância e no controle do esôfago de Barrett (EB), assinale a alternativa correta.
Em pacientes com EB em rotina de vigilância, recomenda-se realização de endomicroscopia confocal anual.
Não se recomenda a realização de ecoendoscopia de rotina para diferenciação de invasão submucosa em nódulos ou displasia de alto grau associados ao EB.
Recomenda-se a avaliação endoscópica com luz branca seguida de aplicação do protocolo de Seattle, como sendo o melhor método para a vigilância de pacientes com EB.
Existem evidências significativas da eficácia da rotina de vigilância para o EB devendo ser aplicada a todos os pacientes com confirmação histopatológica de EB em pelo menos dois exames consecutivos.
São considerados fatores de risco para adenocarcinoma em pacientes com EB o histórico de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), sexo feminino e afrodescendentes.
Durante a desinfecção de alto nível dos endoscópios flexíveis, qual princípio químico define a ação dos agentes oxidantes como o ácido peracético?
Inibição da síntese proteica microbiana.
Lesão oxidativa de proteínas, lipídios e DNA microbianos.
Bloqueio da transcrição gênica viral.
Inibição da replicação bacteriana por alteração enzimática.
Desorganização da parede celular bacteriana por acidose intracelular.
Qual das seguintes complicações da CPRE pode ser minimizada com o uso profilático de AINEs retal no perioperatório?
Pancreatite pós-CPRE.
Sangramento precoce.
Peritonite biliar.
Infecção de via biliar.
Perfuração duodenal.


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Considerando as condutas indicadas durante a colonoscopia de urgência na hematoquezia, assinale a alternativa correta.
Não há necessidade de preparo intestinal prévio.
Deve-se iniciar preparo acelerado com soluções de polietilenoglicol.
Realiza-se apenas retossigmoidoscopia sem preparo.
A arteriografia deve ser sempre o primeiro exame.
A cintilografia com hemácias marcadas precede a colonoscopia.
Durante a polipectomia de pólipo pediculado colônico de 20 mm, qual técnica reduz o risco de sangramento imediato?
Ressecção fria sem laço.
Ressecção hot snare direta.
Injeção submucosa com solução hipertônica pura.
Clipagem prévia do pedículo.
Laqueadura com alça de ressecção submucosa antes do corte.
No contexto da vigilância pós-polipectomia colônica, qual conduta está correta de acordo com os guidelines atuais?
Paciente com pólipo adenomatoso de 5 mm deve repetir a colonoscopia em 1 ano.
A presença de um pólipo serrilhado séssil de 12 mm com displasia indica vigilância em 3 anos.
A presença de um pólipo hiperplásico de 3 mm exige nova colonoscopia em 1 ano.
Três adenomas tubulares de 3 mm indicam vigilância em 10 anos.
Todo pólipo ressecado exige vigilância em 1 ano.
Em relação à sedação em endoscopia digestiva alta, assinale a alternativa correta.
O propofol só pode ser administrado por anestesiologista.
A sedação consciente impede o paciente de responder a comandos verbais.
O uso de oxímetro de pulso é opcional em pacientes saudáveis.
O capnógrafo é o padrão-ouro na monitorização da ventilação durante a sedação profunda.
A reversão do midazolam é feita com naloxona.
Assinale a alternativa correta quanto às indicações de endoscopia no paciente submetido à cirurgia bariátrica.
A endoscopia está indicada na investigação de sintomas como náusea, vômito ou dor epigástrica persistente após cirurgia bariátrica, especialmente se não houver resposta a medidas comportamentais.
A endoscopia deve ser evitada nos primeiros seis meses após a cirurgia bariátrica, mesmo diante de sintomas, devido ao risco de deiscência da anastomose.
A endoscopia está contraindicada em pacientes com refluxo após sleeve gastrectomy, devendo-se optar por tratamento exclusivamente clínico.
Pacientes com náuseas, vômitos e dor abdominal persistentes após cirurgia bariátrica devem ser avaliados prioritariamente por tomografia antes de qualquer abordagem endoscópica.
O exame de escolha inicial para avaliar sintomas dispépticos em pacientes pós-bypass gástrico é a radiografia contrastada com bário.


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Homem de 63 anos, assintomático, foi submetido a colonoscopia de rastreamento com preparo adequado. O exame identificou três adenomas tubulares menores que 10 mm, todos completamente ressecados.
Qual é a recomendação mais apropriada para o seguimento colonoscópico?
Não há indicação de nova colonoscopia, apenas rastreamento com teste fecal a cada três anos.
Repetir colonoscopia em três anos, pois a presença de mais de dois adenomas indica risco elevado.
Repetir a colonoscopia em um ano, pois múltiplos adenomas demandam vigilância intensiva.
Nova colonoscopia em sete a dez anos, seguindo a conduta para adenomas tubulares menores que 10 mm.
Nova colonoscopia em dez anos, por se tratar de adenomas pequenos e sem displasia.
Qual a classificação de Haggitt desse pólipo e qual a conduta?
Haggitt 1, considerado cura endoscópica
Haggitt 2, considerado cura endoscópica
Haggitt 3, considerado cura endoscópica
Haggitt 4, com indicação cirúrgica complementar
Mulher de 44 anos com colite ulcerativa há 20 anos está em terapia com um 4º imunobiológico após não ter respondido aos agentes anteriores devido à formação de anticorpos. Ela tem tido de 6 a 8 evacuações sem sangue, diariamente, há 6 meses. Colonoscopia de vigilância recente: inflamação grave caracterizada por erosões, eritema, friabilidade, granularidade e perda de vascularização em todo o cólon examinado. As biópsias de vigilância do ceco e das áreas ascendente, transversa, descendente e retossigmoide mostram colite crônica moderada a ativa, com ulcerações e sem granulomas. Displasia de baixo grau é identificada em amostras de biópsia aleatórias do ceco e das áreas ascendente e retossigmoide, e displasia de alto grau é identificada em amostras de biópsia aleatórias do cólon transverso.
Nesse contexto, a conduta indicada é
mudar a terapia para um biológico diferente.
realizar colonoscopia de acompanhamento em 6 meses.
solicitar cromoendoscopia.
solicitar uma ressonância de abdome e pelve com contraste.
encaminhar a paciente para o cirurgião colorretal.
Para definição de conduta de um paciente com dois preditores fortes para coledocolitiase, de acordo com o último guideline da Sociedade Americana de Endoscopia Gastrointestinal, deve-se realizar a:
ultrassonografia intraoperatória
colecistectomia videolaparoscópica
colangiopancreatografia retrógrada endoscópica
colangiopancreatografia por ressonância magnética
A papilotomia pode ser realizada na colangiopancreatografia retrógrada endoscópica de um paciente com coledocolitiase, com o objetivo de:
facilitar o acesso à via biliar
remover cálculos que causam impactação
corrigir a falha de extração de todos os cálculos
retirar cálculos gigantes que não foram removidos


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