Questões de Concurso sobre Endoscopia Digestiva

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
679 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

No manuseio endoscópico de corpos estranhos esofágicos, qual das situações apresentadas a seguir exige intervenção imediata?


A

Fragmento de carne há 48h, paciente estável.


B

Moeda retida há 24h, sem sintomas.


C

Bateria botão no esôfago há 2 horas.


D

Prótese dentária no estômago há 24h.


E

Corpo estranho plástico no estômago há 72h.

Sobre a conduta endoscópica frente a lesões neoplásicas colorretais identificadas durante a colonoscopia, assinale a alternativa correta.


A

A ressecção cirúrgica complementar deve ser considerada na presença de malignidade em lesão séssil, removida por mucosectomia fatiada.


B

A mucosectomia endoscópica (EMR) está indicada mesmo quando se antecipa impossibilidade de ressecção completa da lesão.


C

A polipectomia de pólipos malignos sésseis ou planos é curativa na maioria dos casos, mesmo com invasão submucosa.


D

Lesões planas ou sésseis malignas ressecadas em monobloco por EMR não requerem nova abordagem, independentemente dos achados histológicos.


E

A ressecção cirúrgica complementar é indicada nos pólipos pediculados com câncer confinado à submucosa do pólipo ou pedículo, mesmo quando a histologia é favorável e as margens são livres.

Diante de uma perfuração gastrointestinal, a terapia endoscópica que age diminuindo a presença de fluidos na área do defeito, o que leva à menor proliferação bacteriana e gera ambiente favorável à cicatrização, é a:


A

septotomia


B

inserção de próteses


C

terapia endoscópica a vácuo


D

drenagem com cateteres tipo pigtail

Paciente masculino, de 61 anos, sem comorbidades relevantes, procurou atendimento queixando-se de episódios recorrentes de melena nos últimos 3 meses. Encontrava-se hemodinamicamente estável, sem queda significativa de hemoglobina. Negou uso de anti-inflamatórios não esteroidais ou anticoagulantes. Endoscopia digestiva alta e colonoscopia, ambas completas e com preparo adequado, não evidenciaram a fonte do sangramento. Pesquisa de sangue oculto nas fezes foi positiva, e dosagem de hemoglobina revelou anemia ferropriva leve (hemoglobina de 10,1 g/dl). Com base nas Diretrizes da ASGE (2017) e da ACG (2023), qual das condutas endoscópicas abaixo é a mais apropriada no momento?


A

Solicitar cápsula endoscópica, idealmente dentro de 14 dias do último episódio de melena, como método inicial para avaliação do intestino delgado.


B

Indicar enteroscopia assistida por balão por via anterógrada, uma vez que sua acurácia diagnóstica é superior à da cápsula endoscópica em pacientes com sangramento obscuro crônico.


C

Repetir colonoscopia com técnica retrógrada e magnificação cromoscópica, uma vez que angiodisplasias colônicas podem ser subestimadas em exames convencionais.


D

Realizar arteriografia seletiva de artéria mesentérica superior com injeção de vasoconstritores, mesmo na ausência de sangramento ativo, para diagnóstico e profilaxia de novo sangramento.

Assinale a assertiva incorreta sobre métodos endoscópicos utilizados na avaliação do intestino delgado (intestino médio).


A

Cápsula endoscópica é um método de triagem útil para pacientes com sangramento obscuro, mas apresenta sensibilidade limitada para pacientes com lesões subepiteliais ou extrínsecas.


B

Enteroscopia por balão duplo permite não apenas a visualização da mucosa, mas também a realização de intervenções terapêuticas, como polipectomia, dilatação e hemostasia.


C

A escolha entre a via oral ou a anal na enteroscopia assistida por balão deve considerar o tempo estimado de trânsito da cápsula endoscópica até a lesão suspeita.


D

Enteroscopia por balão está contraindicada para pacientes com anastomoses intestinais prévias, devido ao risco elevado de perfuração.

Associe os achados esofágicos de endoscopia digestiva alta – EDA (coluna da esquerda) às assertivas referentes a doenças do esôfago (coluna da direita).


1 - Estenose péptica

2 - Áreas iodo-negativas no esôfago médio à aplicação de solução de Lugol

3 - Esôfago normal à endoscopia

4 - Traquealização, estrias longitudinais e exsudatos (pontilhado fino) no esôfago

5 - Esofagite grau D de Los Angeles


( ) Apresenta achados sugestivos de esofagite eosinofílica.

( ) Apresenta achados sugestivos de displasia ou carcinoma escamoso do esôfago.

( ) Confirma o diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

( ) É o achado mais comum de EDA em pacientes com sintomas de DRGE.

( ) É complicação de DRGE que pode gerar disfagia e, por vezes, requer dilatações endoscópicas.


A sequência numérica correta, de cima para baixo, da coluna da direita, é


A

3 – 1 – 2 – 5 – 4


B

3 – 1 – 5 – 2 – 4


C

4 – 2 – 3 – 5 – 1


D

4 – 2 – 5 – 3 – 1

Assinale a alternativa que contempla uma condição com alta probabilidade de malignização de uma neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN malignizada).


A

Cisto > 3 cm de diâmetro


B

Diâmetro do ducto pancreático principal entre 5-9 mm


C

Pancreatite associada


D

Nódulo mural > 10 mm de diâmetro com realce do contraste

Durante uma endoscopia de urgência, de um paciente de 7 anos que procurou atendimento devido a dor torácica aguda intensa após ingerir carne em uma churrascaria, não se identifica impactação alimentar, mas observa- -se uma estenose no terço inferior do esôfago que não é transponível pelo endoscópio de 6 mm. Diante dessa situação, qual é a melhor conduta?


A

Realizar dilatação esofágica.


B

Iniciar com corticosteróide sistêmico por 4 semanas.


C

Iniciar com budesonida deglutida.


D

Iniciar com inibidor de bomba de próton.


E

Modificar para o endoscópio de 4 mm.

Com base no manejo endoscópico de suspeita de sangramento do intestino delgado (manifesta ou oculta), assinale a alternativa correta.


A

Todos os pacientes com suspeita de sangramento do intestino delgado devem ser imediatamente submetidos à enteroscopia intraoperatória.


B

A cápsula endoscópica é indicada como uma das primeiras etapas na avaliação de pacientes estáveis com sangramento do intestino delgado.


C

A angiografia deve ser realizada rotineiramente em pacientes estáveis antes da cápsula endoscópica.


D

Pacientes com sangramento oculto e avaliação negativa por cápsula endoscópica e tomografia computadorizada devem ser tratados diretamente com transfusão de glóbulos vermelhos.


E

A repetição de EDA ou colonoscopia é desnecessária após resultados negativos iniciais em pacientes com sangramento recorrente.

Sobre o manejo endoscópico de corpos estranhos e impactações no trato gastrointestinal superior, assinale a alternativa correta.


A

O risco de perfuração é maior no intestino delgado do que no esôfago durante o manejo endoscópico.


B

Lacerações e perfurações atribuídas ao corpo estranho ingerido são menos comuns do que as complicações relacionadas ao procedimento endoscópico.


C

A utilização de instrumentos endoscópicos durante a retirada de corpos estranhos está associada a uma diminuição no risco de complicações, como sangramento.


D

A realização de endoscopia para tratar impactações esofágicas deve ser realizada dentro das primeiras 24 horas de admissão.


E

O uso de um overtube elimina o risco de perfuração em regiões como o esôfago e o cricofaríngeo.

Em relação à terapia endoscópica com intenção curativa para câncer precoce, assinale a alternativa correta.


A

A mucosectomia endoscópica (EMR) é preferida à dissecção endoscópica da submucosa (ESD) em lesões planas maiores que 2 cm.


B

A EMR está indicada apenas em casos de displasia de alto grau em esôfago de Barrett sem nódulos.


C

A sobrevida livre de doença é inferior com terapia endoscópica em comparação com esofagectomia nos cânceres T1a.


D

A ESD permite ressecção em bloco com maiores taxas de cura, mas está associada a maior risco de perfuração.


E

Técnicas ablativas, como APC e RFA, são indicadas como monoterapia em carcinomas T1b restritos à submucosa.

Em relação às escleroses de varizes esofágicas, assinale a alternativa correta.


A

O agente esclerosante absoluto mais utilizado é o álcool a 100%.


B

A escleroterapia de varizes é superior à ligadura elástica como primeira linha.


C

O polidocanol deve ser sempre diluído em soro fisiológico antes da injeção.


D

A esclerose não apresenta risco de bacteremia pós-procedimento.


E

A escleroterapia pode causar estenose esofágica como complicação tardia.

Paciente masculino, de 55 anos, foi submetido a endoscopia digestiva alta para investigação de dispepsia. Durante o procedimento, foi detectada lesão elevada, recoberta por mucosa íntegra, medindo cerca de 15 mm, localizada no antro gástrico. Assinale a assertiva correta sobre lesões subepiteliais.


A

O sinal do travesseiro possui baixa especificidade para lipoma.


B

A ecoendoscopia deve ser realizada em todas as lesões subepiteliais, independentemente do tamanho.


C

A técnica do destelhamento (biópsia assistida por incisão mucosa) possui baixa acurácia diagnóstica, não devendo ser realizada em nenhuma lesão subepitelial.


D

O lipoma é caracterizado por lesão hiperecogênica inserida na camada submucosa.

Paciente feminina, de 72 anos, recebeu um diagnóstico incidental de lesão cística na cauda pancreática, medindo 3 cm no maior diâmetro. Durante a investigação, realizou ecoendoscopia com punção com agulha fina. Que resultado da análise do líquido cístico, dentre os abaixo, favorece o diagnóstico de cistoadenoma seroso?


A

Glicose baixa


B

CEA > 200 ng/ml


C

CEA < 5 ng/ml e glicose alta


D

Amilase > 2.500 U/l

Paciente de 62 anos, com hepatite C crônica, procurou a Emergência devido a confusão mental, aumento de volume abdominal e melena. Ao exame físico, apresentava pressão arterial de 90/50 mmHg, frequência cardíaca de 102 bpm, flapping, escleras ictéricas e abdômen globoso com piparote presente. Exames iniciais indicaram hemoglobina de 9,1 g/dl, leucócitos de 4.200/mm3, plaquetas de 42.000/mm3, creatinina de 2,1 mg/dl, sódio de 128 mEq/l, bilirrubina total de 3,2 mg/dl, albumina de 2,8 g/dl, tempo de protrombina de 16,8 s 49% e INR de 1,9. Ultrassonografia abdominal mostrou fígado irregular, esplenomegalia e ascite volumosa. Paracentese diagnóstica detectou GASA > 1,1, proteínas totais de 1,2 g/dl e 620 células/mm3 (90% polimorfonucleares). Endoscopia digestiva alta identificou varizes esofágicas com ponto de ruptura. Com base no quadro, assinale a assertiva correta.


A

TIPS precoce (24-48 horas após a admissão) deve ser considerado no manejo de sangramento varicoso em pacientes de alto risco, porém está contraindicado para pacientes com Child-Pugh C ou com encefalopatia hepática.


B

O manejo de encefalopatia hepática deve identificar e tratar fatores precipitantes (infecções, alteração de função renal, sangramento digestivo); lactulose é a primeira linha de tratamento com o objetivo de reduzir a produção de amônia intestinal.


C

Peritonite bacteriana espontânea é estabelecida com celularidade > 150 polimorfonucleares/mm3 na ascite e ocorre por translocação bacteriana.


D

Ascite é uma causa comum de descompensação da cirrose e pode estar associada a outras complicações, como hiponatremia e síndrome hepatorrenal (SHR); tratamento específico para SHR consiste de vasodilatadores e albumina.

Homem de 60 anos apresenta quadro de dezoito meses de diarreia não sanguinolenta com piora progressiva, consistindo de várias evacuações por dia de volume variável. Refere perda de peso de 16 kg desde o início da diarreia e episódios pouco frequentes de incontinência fecal de urgência. O histórico é relevante para fibrilação atrial com início aos 40 anos e cirurgia bilateral para síndrome do túnel do carpo. Ao exame físico, nota-se que ele é um paciente magro, com abdome normal; a inspeção anorretal mostra sensibilidade perianal intacta e tônus adequado do esfíncter anal em repouso e à contração. O painel de patógenos fecais é negativo. O resultado da coleta quantitativa de fezes em 72 horas é de 55 g de gordura fecal/24 horas.


Dado o histórico do paciente e a presença de diarreia gordurosa crônica, constitui a indicação correta para a investigação da diarreia desse paciente:


A

aspiração e cultura do intestino delgado proximal.


B

colonoscopia com biópsias aleatórias.


C

endoscopia digestiva alta com biópsia duodenal.


D

enteroscopia (cápsula endoscópica).


E

ressonância magnética de abdome.

Como é conhecida a condição clínica caracterizada por abdome agudo oclusivo (náusea, vômito, dor e distensão abdominais, parada da eliminação de gases e fezes) em que a radiografia simples do abdome mostra pneumobilia, alças intestinais distendidas, com padrão obstrutivo, e ausência de ar na ampola retal?


A

Íleo biliar.


B

Pneumatose intestinal aguda.


C

Colangiobilia oclusiva.


D

Coledocolitiase.


E

Síndrome de Mirizzi.

Sobre a técnica de mucosectomia endoscópica convencional (EMR) para lesões de cólon, assinale a alternativa correta.


A

A injeção submucosa não é necessária para lesões menores que 10 mm.


B

A solução de adrenalina pura é preferida na injeção submucosa.


C

A solução salina simples proporciona maior elevação sustentada da lesão.


D

Lesões planas do tipo IIa de Paris podem ser ressecadas por EMR com bons resultados.


E

A EMR está indicada para lesões com sinais de invasão profunda.

Estenoses gástricas pós-esofagectomia apresentam o maior risco de sangramento clinicamente significativo relacionado a dilatação endoscópica.


A

A perfuração esofágica durante dilatação endoscópica é rara, mas ocorre com maior frequência em pacientes com estenoses malignas em comparação com as benignas.


B

A presença de um segmento com sinais de isquemia é fator protetor contra perfuração durante a dilatação de estenoses pós-operatórias.


C

A técnica de dilatação pneumática para acalasia está associada a risco de perfuração inferior a 1%, quando utilizado o balão de 35 mm.


D

Em pacientes com estenoses esofágicas por esofagite eosinofílica, sem comprovação histológica de controle inflamatório, as taxas de perfuração superam 5%, sendo uma contraindicação relativa à dilatação.


E

A aplicação da “regra de 3” reduz comprovadamente o risco de perfuração durante dilatações com velas de Savary, sendo uma prática amplamente respaldada pela literatura.

Com base nos dados sobre o tratamento da acalasia com toxina botulínica e dilatação pneumática, assinale a alternativa correta.


A

A definição de sucesso clínico após qualquer intervenção para acalasia é ausência de dor torácica após seis meses de seguimento.


B

A resposta clínica à toxina botulínica é geralmente transitória, com duração limitada a alguns meses.


C

A dilatação pneumática deve ser realizada em sessão única, utilizando balão de 40 mm como primeira escolha.


D

A injeção endoscópica de toxina botulínica apresenta eficácia clínica sustentada em mais de 80% dos pacientes após dois anos.


E

A perfuração esofágica é uma complicação frequente relacionada à dilatação pneumática (até 10%).

   
Gerar simulado