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A respeito do papel da endoscopia no tratamento de doenças pré-malignas e malignas do estômago, é correto afirmar:
é indicado polipectomia de pólipos de glândulas fúndicas de 1 cm ou maiores, pólipos hiperplásicos de 0,5 cm ou maiores e pólipos adenomatosos de qualquer tamanho, quando possível.
nos casos de múltiplos pólipos, são recomendadas ressecção ou biópsias apenas dos maiores que 1 cm.
pacientes com metaplasia intestinal gástrica com história familiar de câncer gástrico, metaplasia gástrica extensa ou de etnia asiática devem realizar endoscopia digestiva alta de vigilância de 6 a 12 meses.
pólipos gástricos devem ser ressecados, independentemente do tamanho e do achado anatomopatológico das biópsias.
a ressecção cirúrgica deve ser indicada para pacientes com metaplasia intestinal gástrica com displasia de alto grau.
Estima-se que o esôfago de Barrett seja encontrado em cerca de 5 a 15% dos pacientes submetidos à endoscopia por sintomas de DRGE. Acerca dessa patologia, assinale a alternativa INCORRETA.
É uma metaplasia no revestimento do esôfago tubular distal, no qual o epitélio escamoso normal é substituído por um epitélio colunar.
Os fatores de risco incluem episódios de refluxo frequentes e prolongados, tabagismo, sexo masculino, idade avançada e obesidade de padrão masculino central.
Pacientes com diagnóstico de esôfago de Barrett precisam de endoscopia de vigilância em intervalos regulares.
Para pacientes com displasia de alto grau confirmada, terapia de ablação endoscópica com ablação por radiofrequência, ressecção endoscópica da mucosa ou uma combinação destas é atualmente recomendada em vez de cirurgia ou vigilância contínua.
O diagnóstico de esôfago de Barrett pode ser realizado com imagens endoscópicas quando a junção escamocolunar for deslocada 1 cm ou mais proximal à junção gastroesofágica, não havendo, nesse caso, necessidade de realizar biópsia.
Os pacientes acometidos com DRGE apresentam maior probabilidade para o desenvolvimento do esôfago de Barrett, haja vista a agressão contínua à mucosa do órgão que leva à consequente substituição do seu epitélio estratificado escamoso por colunar intestinal. Acerca das características apresentadas pelo esôfago de Barrett, é correto o que se afirma em:
o esôfago de Barrett não é considerado precursor para o desenvolvimento de adenocarcinoma
a cromoscopia não apresenta utilidade comprovada no diagnóstico endoscópico do esôfago de Barrett
o esôfago de Barrett pode ser considerado curto se a lesão for menor que 3 cm
a esofagectomia é uma alternativa cirúrgica considerada diante de um esôfago de Barrett sem displasia
o tratamento endoscópico por ablação da mucosa do esôfago de Barrett não deve ser feito por terapia fotodinâmica
O uso de corantes vem sendo muito bem empregado na realização de endoscopias, evidenciando alterações na mucosa durante o exame, favorecendo diagnósticos. Com relação à cromoscopia, pode-se afirmar que a utilização:
da solução de lugol pode ser indicada a pacientes com alergia a iodo
da solução de lugol cora a região da displasia do esôfago de Barrett de preto
do azul de metileno pode delimitar áreas de displasia, que se coram de azul, tal como no Barrett
do azul de toluidina não ajuda na diferenciação de úlceras malignas e benignas
do vermelho do congo tem como finalidade a identificação do pH, detectando o pH básico pela mudança de coloração do vermelho para o azul
Para garantir a qualidade e a segurança dos procedimentos em um serviço de endoscopia digestiva, é fundamental seguir diretrizes específicas para a estrutura física do local. Considerando as normas e recomendações atuais, qual das seguintes afirmativas está correta em relação à estrutura física de um serviço de endoscopia digestiva?
É obrigatória a presença de um sistema de ventilação com pressão positiva na sala de procedimentos para prevenir infecções associadas aos cuidados de saúde.
A descontaminação dos endoscópios pode ser realizada na mesma sala onde ocorrem os procedimentos, utilizando uma área separada por uma cortina para prevenir contaminação cruzada.
A sala de preparo e armazenamento de endoscópios deve possuir uma pia com água corrente e um sistema de lavagem automática dos endoscópios, separados fisicamente da área de esterilização.
A área de recuperação pós-anestésica deve ser equipada com, no mínimo, um monitor multiparamétrico para cada dois pacientes, incluindo medição contínua de ECG, oximetria de pulso e pressão arterial não invasiva.
Sobre as neoplasias do trato gastrointestinal, assinale a alternativa INCORRETA.
O tratamento endoscópico do carcinoma superficial do esôfago está indicado quando o mesmo se apresenta sem ou com o mínimo risco de metástase linfonodal.
As lesões classificadas com grau de invasão m1 e m2 apresentam risco aumentado de comprometimento linfonodal nos carcinomas superficiais do esôfago.
O câncer colorretal representa a segunda neoplasia maligna do mundo, com fatores de risco: gênero masculino, idade avançada, hábitos alimentares, ingestão de carne vermelha.
As neoplasias colorretais denominadas Tis e T1 são passíveis de tratamento endoscópico.
Para a avaliação das lesões colorretais e classificação dos padrões de cripta de Kudo, deve-se utilizar cromoscopia com índigo-carmim.
O Esôfago de Barrett (EB) constitui importante patologia esofágica com potencial maligno. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Ocorre a transformação do epitélio escamoso estratificado do esôfago em epitélio colunar metaplásico do tipo especializado intestinal.
O risco para desenvolvimento de adenocarcinoma é de 0,43% ao ano, e confirmada displasia, 7–19% ao ano.
A cromoscopia com ácido acético causa desnaturação reversível das proteínas citoplasmáticas, evidenciando em cores as áreas sem atipias (vermelha) e com displasia ou adenocarcinoma esofágico (branco).
O seguimento deve ser realizado com endoscópio de alta resolução quando possível.
A ressecção endoscópica, associada à ablação por radiofrequência, é um método seguro e eficaz no tratamento da displasia de alto grau e do carcinoma intramucoso.
Os fármacos psicotrópicos apresentam segurança e efetividade para a realização de sedação na endoscopia. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
O tempo de início de ação do Midazolam depende da dosagem administrada.
O principal efeito adverso do Diazepam é a depressão respiratória.
O Flumazenil deve ser usado como antagonista dos benzodiazepínicos.
O Propofol é um alquifenol que apresenta como principal efeito a hipnose, com início de ação em 40s e não apresenta medicação antagonista.
A dosagem do Fentanil é 0,5-2 mcg/kg, com meia-vida de 2 a 4 horas.
Sobre a acalasia, assinale a alternativa INCORRETA.
Não tem cura, evolui com acometimento e lesão dos plexos motores intramurais (Auerbach e Meissner).
A aperistalse do corpo esofágico e falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior apresenta-se clinicamente com disfagia progressiva, dor e perda ponderal.
Os bloqueadores de canal de cálcio e nitratos são opções farmacológicas para o tratamento, aumentando a hipertonia do esfíncter inferior do esôfago.
Os tratamentos endoscópicos são injeção de toxina botulínica, dilatação balonada da cárdia e miotomia endoscópica peroral (POEM).
A cardiomiotomia cirúrgica à Heller é superior à dilatação pneumática da cárdia em relação à melhora dos sintomas no segmento de médio e longo prazo.
Leia o caso clínico a seguir.
O médico ao atender um paciente, com história clínica de hábitos de ingestão de carne bovina ou tecido do fígado de porco crua ou malcozida, suspeita de teníase. Ao fazer solicitação de exame parasitológico de fezes descreve na sua hipótese diagnóstica “Teníase?”.
No laboratório de Análises Clínicas o método diagnóstico parasitológico para identificar teníase é:
Baermann-Moraes.
Faust.
Kato.
Tamisação.
Mulher de 40 anos de idade deu entrada na emergência com icterícia e dor no hipocôndrio direito. Nega febre. Relata colecistectomia videolaparoscópica por cálculos em vesícula biliar há 4 anos. Exame físico: icterícia e dor a palpação em hipocôndrio direito, com descompressão brusca dolorosa abdominal negativa. Exames laboratoriais: hemograma e PCR normais., bilirrubina = 4,2mg/dL(as custas de bilirrubina direta). Foi solicitada uma ultrassonografia de abdome: dilatação das vias biliares extra-hepáticas (colédoco de cerca de 1,2 cm), sem determinar o ponto obstrutivo e vesícula biliar não identificada.
Qual o próximo exame a ser solicitado para elucidar a causa da icterícia?
Colangiopancreatografia endoscópica retrógrada.
Ecoendoscopia das vias biliares.
Cintilografia de vias biliares.
Tomografia computadorizada de abdome com contraste endovenoso.
Colangioressonância magnética.
São previstas complicações diante da realização de endoscopias, por isso, o médico endoscopista deverá ter a capacidade de diagnosticá-las, bem como conduzir tais intercorrências associadas ao procedimento realizado.
Sobre as complicações relacionadas aos exames endoscópicos, pode-se afirmar que a/uma:
bacteremia é uma complicação considerada frequente aos exames endoscópicos, e sua incidência tende a aumentar em alguns procedimentos, como na dilatação endoscópica do esôfago
perfuração é uma complicação possível da colonoscopia, e, somente pela presença do pneumoperitônio, já está indicada a cirurgia, não sendo opção o tratamento endoscópico
complicação prevista dos exames endoscópicos são os sangramentos após as biópsias, que geralmente se apresentam intensos e requerem abordagem invasiva
dor em orofaringe, após a realização de uma endoscopia digestiva alta, não é uma complicação descrita
complicação mais frequentemente associada posteriormente à realização da CPRE é a pancreatite aguda
Ana, 60 anos, apresenta dor em hipocôndrio direito de início há 12 horas. Ao exame físico, apresenta-se ictérica. Aos exames de entrada, apresentou elevação de gama GT e fosfatase alcalina, além de uma hiperbilirrubinemia às custas de aumento da bilirrubina direta. Foi realizado o USG de abdome que revelou dilatação das vias biliares extra-hepáticas, bem como se observou a impactação de um cálculo na porção distal do ducto colédoco. A melhor conduta a ser tomada no momento é:
CPRE
colecistectomia
colecistostomia
colangiografia intraoperatória
colangiorresonância magnética
Considerado a anormalidade congênita mais comum no trato gastrointestinal, o divertículo de Meckel está associado à hemorragia digestiva baixa e obstrução, principalmente no período da infância. Às vezes, também pode ser completamente assintomático e, além disso:
seu local mais comum de ocorrência é na borda antimesentérica do íleo proximal, cerca de 45-60cm da válvula ileocecal
o divertículo de Meckel é considerado um divertículo falso, uma vez que é formado apenas por mucosa e submucosa
a endoscopia tem um papel indispensável no diagnóstico e acompanhamento do divertículo de Meckel
o divertículo de Meckel está relacionado a 2 principais tipo de mucosa ectópica – a gástrica e a duodenal
o melhor método para o diagnóstico do divertículo de Meckel em crianças é o mapeamento com Tc99
Para fazer a colonoscopia, é importante realizar um preparo para que o intestino esteja limpo e livre de resíduos fecais, possibilitando a boa e adequada visualização da mucosa intestinal.
Com relação ao preparo para colonoscopia, é correto afirmar:
os preparos intestinais devem ser padronizados com base no custo e na tolerabilidade.
é necessário fazer uso de metoclopramida como parte da preparação intestinal para diminuir os efeitos colaterais.
o aconselhamento verbal deve ser evitado para não confundir o paciente e os responsáveis legais em relação à administração dos produtos para o preparo. As orientações devem ser fornecidas por instruções completas e escritas para evitar erros.
preparações com fosfato de sódio e o citrato de magnésio não devem ser usadas em idosos ou pacientes com doença renal.
os pacientes com preparo inadequado devem seguir com repetição do preparo para realização adequada do exame no dia seguinte.
Um homem de 35 anos com retardo mental está sendo levado ao pronto-socorro após cuidador ter visto o paciente ingerir dois ímãs da porta de um armário de cozinha há cerca de 24 horas. Os ímãs eram redondos e lisos de aproximadamente 1,5 cm de diâmetro. Realizada radiografia abdominal que mostrou dois objetos próximos no quadrante superior esquerdo do abdômen.
Qual é a conduta mais adequada para esse paciente?
Solução de polietilenoglicol administrada para induzir efeito catártico e aguardar a eliminação rápida dos corpos estranhos.
Endoscopia digestiva alta para retirada dos corpos estranhos.
Indicar procedimento cirúrgico para retirada dos corpos estranhos.
Nenhuma investigação ou intervenção adicional é necessária, dada a alta probabilidade de passagem espontânea.
Internar o paciente para observação com RX de abdômen a cada 12 horas.
Durante uma colonoscopia, a identificação precisa das estruturas anatômicas é crucial para um diagnóstico e tratamento adequados. Assinale a afirmativa que está correta em relação à anatomia endoscópica do cólon.
O apêndice cecal é visível como uma protrusão na parede medial do ceco, próximo à válvula ileocecal.
O ângulo esplênico do cólon é frequentemente o ponto mais difícil de intubação durante a colonoscopia devido à sua posição fixa e sua angulação acentuada.
As haustrações, ou saculações, são mais proeminentes no cólon ascendente e tendem a desaparecer na medida em que se aproximam do cólon descendente.
O ângulo hepático do cólon é identificado como uma curvatura acentuada na junção do cólon ascendente com o cólon transverso, geralmente marcando a transição de epitélio colunar para epitélio escamoso.
Dentre as causas, métodos e consequências que caracterizam as dilatações endoscópicas do esôfago, está o fato de que:
a estenose simples apresenta um diâmetro menor que 12 cm
a estenose complexa apresenta um diâmetro maior que 12 cm
a síndrome de Plummer-Vinson não cursa com estenose esofágica
o refluxo gastroesofágico pode ser uma complicação da dilatação endoscópica
atualmente, os dilatadores termoplásticos estão contraindicados ao procedimento
Foi solicitada para paciente dispéptico a realização de uma endoscopia digestiva alta. No resultado do exame, não foi apresentada nenhuma alteração importante digna de nota, exceto por um teste da urease positivo. Diante do diagnóstico de infecção pelo H. pylori, o atual esquema terapêutico padrão-ouro de primeira linha no Brasil que deve ser prescrito para a erradicação da bactéria, considerando que o paciente não apresenta nenhuma alergia medicamentosa, inclui IBP dose plena 12/12h, além de:
Claritromicina 500mg 12/12h + Amoxicilina 1g 12/12h por 7 dias
Claritromicina 500mg 12/12h + Amoxicilina 1g 12/12h por 14 dias
Levofloxacino 500mg 1x ao dia + Amoxicilina 1g 12/12h por 14 dias
Claritromicina 500mg 12/12h + Levofloxacino 500mg 1x ao dia por 14 dias
Claritromicina 500mg 12/12h + Amoxicilina 1g 12/12h + Metronidazol 500mg 12/12h por 14 dias
A colonoscopia é um exame muito empregado no cenário das hemorragias digestivas baixas. Sobre esse exame e o seu contexto de atuação, pode-se afirmar que:
a colonoscopia apresenta a vantagem de possibilitar a avaliação do trato intestinal até o ângulo de Treitz
a colonoscopia apresenta a vantagem de permitir a localização precisa do sangramento, bem como o seu tratamento
a colonoscopia sempre irá identificar o local exato do sangramento colônico, não sendo necessários outros métodos para tal
de maneira geral, a retossigmoidoscopia é melhor na investigação da hemorragia digestiva baixa quando comparada à colonoscopia
não é possível a realização da colonoscopia antes de 2 horas de preparo do cólon no contexto das hemorragias digestivas baixas, uma vez que se torna inviável a visualização