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Sobre o sangramento agudo por varizes esofágicas, o Consenso de Baveno VII determina que, EXCETO:
A intubação orotraqueal é recomendada antes da endoscopia em pacientes com queda do nível de consciência e vômitos de sangue ativo.
Vasoconstritores esplâncnicos devem ser iniciados o quanto antes e continuados por 2 a 5 dias.
Deve-se administrar Ceftriaxona 1 g/24h de forma profilática.
Todo paciente com hemorragia digestiva alta varicosa deve se submeter a exames de imagem para excluir trombose de veia esplênica e colaterais portossistêmicas.
No sangramento agudo, pacientes hepatopatas com coagulopatias devem ser compensados (transfusões de plasma, etc.) antes de submeterem-se à terapêutica endoscópica.
Sobre a infecção pelo Helicobacter pylori, assinale a alternativa INCORRETA.
Bactéria Gram-negativa espiralada, com prevalência estimada em 50% da população mundial, foi descrita no início da década de 1980 por Warren e Marshal.
No Brasil, os fatores de risco para infecção pelo H. pylori são condições de vida inadequadas, status sanitário e socioeconômico baixos.
O teste respiratório com Ureia 13C é o padrão-ouro para diagnóstico não invasivo da infecção por H. pylori.
A pesquisa de H. pylori após terapia de erradicação deve ser realizada em 2 a 3 semanas após o fim do tratamento.
A erradicação do H. pylori associa-se à diminuição das taxas de câncer gástrico.
Paciente de 55 anos de idade realizou endoscopia digestiva alta com achado de numerosos pólipos em primeiro, segunda e terceira porção duodenal. Realizado biopsia, com achados de diferentes graus de displasia.
A conduta apropriada é:
Apenas seguimento clínico dado ao baixo risco de malignização.
Realização de endoscopias mensais para biópsias seriadas.
Tratamento com inibidor de bomba de próton em alta dose.
Realização de gastroduodenopancreatectomia.
Mucosectomia total duodenal com preservação de papila.
Uma mãe chega ao pronto socorro, aflita, com relato de que o filho, lactente de 3 anos, estava brincando sozinho quando foi surpreendida com um choro incontrolável, seguido de cianose labial e engasgo há 20 minutos. A criança, segundo a mãe, “apontava para a garganta”. No primeiro atendimento, o menino não apresentava sinais de insuficiência respiratória, o choro já havia cessado e seus sinais vitais estavam dentro dos preconizados para a sua idade. O médico, então, solicita a realização de uma radiografia de tórax, que evidencia a presença de um corpo estranho impactado na região do esôfago distal, apresentando o sinal do duplo halo em incidência AP e um aspecto “em degrau” na incidência perfil. Diante do provável corpo estranho alojado, a principal conduta a ser adotada na condução do caso é realizar:
broncoscopia
conduta expectante
radiografias seriadas
endoscopia digestiva alta
passagem de sonda nasogástrica aberta
A gastrostomia endoscópica percutânea é um procedimento importante no contexto dos pacientes graves para o aporte nutricional adequado. Acerca do tema, é correto afirmar que a gastrostomia endoscópica percutânea:
deve ser realizada, impreterivelmente, em centro cirúrgico
geralmente está indicada para fornecer alimento enteral por curtos períodos
é um procedimento utilizado com a finalidade de fornecer alimentação parenteral ao paciente
não inclui a transiluminação do estômago quando a técnica de tração de Gauderer-Ponsky é utilizada
tem como técnicas mais utilizadas: tração de Gauderer-Ponsky, pulsão de Sachs-Vine e punção de Russel
A cápsula endoscópica é um método diagnóstico de grande valia para patologias intestinais, sendo cada vez mais empregada no contexto médico. Sobre o uso da cápsula endoscópica, pode-se afirmar que:
quando aspirada para a árvore brônquica, não consiste em uma complicação descrita
quando utilizada em uma enteroendoscopia, faz-se necessário o uso de sedativos
está bem indicada caso o paciente apresente um quadro de obstrução intestinal
não é considerada na avaliação do intestino delgado atualmente
tem como contraindicação absoluta formal a gestação
O uso de corantes na prática clínica em endoscopia é muito útil. Eles são de fácil acesso, baixo custo e aumentam significativamente a qualidade do exame endoscópico do ponto de vista diagnóstico e terapêutico.
Com relação aos corantes em endoscopia digestiva, assinale a alternativa correta.
O índigo-carmim é um corante de contraste usado na prática clínica em esôfago de Barrett, metaplasia intestinal gástrica e metaplasia gástrica no duodeno.
O lugol é um corante de absorção ou vital, usado na prática clínica em pacientes com tumor de cabeça e pescoço, megaesôfago, estenose cáustica, tabagistas e etilista.
O azul de metileno é um corante de absorção, usado na prática clínica em diagnóstico do câncer precoce e avaliação na doença celíaca.
O vermelho congo é um corante de absorção, usado na prática clínica em tumor de cabeça e pescoço, megaesôfago, estenose cáustica, tabagistas e etilista.
O ácido acético é um corante de absorção ou vital usado na prática clínica em câncer precoce e avaliação na doença celíaca.
Homem de 60 anos apresentou quadro de hemorragia digestiva com enterorragia. Realizou investigação com duas endoscopias digestivas alta sem anormalidades. Na colonoscopia, observou-se saída de sangue vivo pela válvula ileocecal.
Com relação ao quadro de sangramento do intestino delgado, assinale a alternativa correta.
É recomendada a push enteroscopia em pacientes que apresentam quadro hemodinamicamente instável.
A angiografia é o teste mais sensível para sangramento ativo do intestino delgado.
Enterografia por ressonância magnética ou enterografia por tomografia computadorizada é a conduta mais adequada em pacientes com sangramento obscuro sem instabilidade, com suspeita de neoplasia de delgado.
A cintilografia com hemácia marcadas é o método mais adequado na suspeita de angiodisplasia.
A cápsula endoscópica é o método de escolha na suspeita de sangramento por divertículo de Meckel.
Sobre as indicações de endoscopia digestiva alta, assinale a alternativa correta.
A endoscopia digestiva alta está indicada em todos os casos de dor abdominal aguda para avaliar possíveis causas.
A presença de disfagia é uma indicação comum para endoscopia digestiva alta, especialmente para avaliar possíveis estenoses esofágicas.
O refluxo gastroesofágico leve a moderado sem alarmes não é uma indicação para endoscopia digestiva alta.
A presença de anemia ferropriva isolada é uma indicação forte para endoscopia digestiva alta sem a necessidade de outros exames prévios.
A investigação de diarreia crônica sem outros sintomas gastrointestinais associados é uma indicação típica para endoscopia digestiva alta.
Durante uma endoscopia digestiva alta, a identificação precisa das estruturas anatômicas é essencial para um diagnóstico correto e seguro. Assinale a afirmativa que está correta em relação à anatomia endoscópica do trato gastrointestinal superior.
A incisura angularis é uma proeminência localizada na curvatura maior do estômago, perto da junção com o duodeno.
O fundo gástrico é a primeira porção do estômago visualizada ao passar o endoscópio pelo esfíncter esofágico inferior.
As pregas longitudinais do esôfago são contínuas e uniformes ao longo de todo o comprimento do esôfago, terminando abruptamente na junção esofagogástrica.
A visão endoscópica da segunda porção do duodeno deve incluir a identificação da ampola de Vater, que se localiza na parede medial da segunda porção duodenal.
João, 54 anos, apresenta um quadro de diarreia crônica e dor abdominal há 3 meses. Além disso, refere nunca ter realizado exame colonoscópico. O médico, então, solicita uma colonoscopia para o paciente, que revelou uma mucosa eritematosa e edemaciada, estendendo-se de forma bem delimitada desde o reto até o meio do cólon transverso. Feita biópsia da mucosa, foi constatada “criptite”. Diante da principal hipótese levantada e, dente os marcadores sorológicos a seguir, aquele que melhor se adequa à suspeita do diagnóstico clínico, anatomopatológico e colonoscópico de João é:
ASCA (+) e p-ANCA (-)
ASCA (-) e p-ANCA (-)
ASCA (+) e p-ANCA (+)
ASCA (-) e p-ANCA (+)
c-ANCA (+) e p-ANCA (-)
A pancreatite crônica está relacionada a uma lesão contínua do parênquima pancreático, levando a um déficit irreversível na sua função glandular. Essa condição apresenta várias etiologias e complicações e, por conseguinte, diferentes formas de ser abordada. Com relação aos aspectos gerais e métodos terapêuticos empregados na pancreatite crônica, é correto afirmar que:
o procedimento de Partington-Rochelle é uma opção aos casos refratários às terapias endoscópicas
a causa mais comum de pancreatite crônica é a de origem litiásica
as calcificações pancreáticas sempre estarão presentes na pancreatite crônica
na pancreatite crônica necessariamente amilase e lípase estarão acima de 3 vezes o limite superior da normalidade
hipocalcemia e hipolipidemia são causas descritas de pancreatite crônica
Um paciente masculino, 72 anos, chega ao consultório com quadro de halitose recorrente, disfagia, regurgitação e massa palpável ao lado esquerdo do pescoço que alivia com a compressão digital. O médico assistente solicitou uma esofagografia baritada, que evidenciou e confirmou sua principal hipótese diagnóstica. Os limites anatômicos do triangulo de Killian, local onde frequentemente se desenvolve essa patologia, são:
músculo constrictor da laringe e cartilagem cricoide
esfíncter esofagiano inferior e fibras do corpo do esôfago
cartilagem cricoide e fibras oblíquas do músculo tireofaríngeo
fibras horizontais do músculo cricofaríngeo e cartilagem cricoide
fibras oblíquas do músculo tireofaríngeo e fibras horizontais do músculo cricofaríngeo
José, 27 anos, proveniente do interior da Bahia, relata “dor para engolir alimentos líquidos e sólidos”. Além disso, apresenta recorrentes regurgitações e refere que perdeu peso nos últimos 11 meses. Realizou uma esofagografia baritada que revelou presença do sinal do bico de pássaro em esôfago distal. Diante da principal hipótese diagnóstica para o quadro relatado, o exame complementar considerado padrão-ouro para a provável doença de José é a:
tomografia computadorizada de tórax
endoscopia digestiva alta
esofagografia baritada
esofagomanometria
pHmetria de 24hrs
Pólipos colorretais são estruturas teciduais que se projetam acima da superfície da mucosa do trato digestivo. Nesse sentido, é correto afirmar que os pólipos colorretais:
na maioria dos casos, causam sintomas, tais como diarreia e sangramento
menores que 5 mm podem ser removidos utilizando pinças de biópsia a frio
considerados neoplásicos têm como exemplo os hiperplásicos e os hamartomatosos
devem ser tratados de maneira endoscópica, independentemente do seu tamanho
quando identificados na região do sigmoide, não é necessário prosseguir com a colonoscopia até o ceco
Paciente do sexo masculino com histórico de disfagia e perda ponderal realizou endoscopia digestiva alta com biópsias, sendo confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma do esôfago distal por exame anatomopatológico. Foi submetido à ecoendoscopia alta para estadiamento locorregional que evidenciou invasão até a terceira camada ecográfica (submucosa). Qual o estadiamento (TNM) dessa neoplasia?
usT3.
usT4a.
usT1a.
usT1b.
usT2.
Nas úlceras duodenais da parede posterior sangrantes, a artéria geralmente acometida e a sua respectiva origem são a artéria
gastroduodenal, que é ramo da artéria gástrica direita.
gastroduodenal, que é ramo da artéria hepática comum.
hepática comum, que é ramo do tronco celíaco.
pancreatoduodenal superior, que é ramo da artéria gastroduodenal após sua bifurcação.
pancreatoduodenal superior, que é ramo da artéria hepática comum.
São contraindicações da gastrostomia endoscópica percutânea, EXCETO:
Ascite grave.
Interposição de órgãos.
Gastroparesia grave.
Expectativa curta de sobrevida.
Dosagem de plaquetas igual a 60.000.
Qual dos seguintes métodos é considerado o melhor exame diagnóstico para a coledocolitíase?
Tomografia computadorizada de abdome superior.
Colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM).
Ultrassonografia de abdome.
Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE).
Radiografia simples de abdome.
A principal vantagem da ligadura elástica sobre a escleroterapia no tratamento de varizes esofágicas é o(a):
Menor custo.
Menor risco de ressangramento.
Menor necessidade de sedação.
Maior eficácia no controle da hipertensão portal.
Menor número de sessões.