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A doença de Behçet é uma vasculite sistêmica autoimune que cursa com úlceras orogenitais, artrite, uveíte e manifestações cutâneas, podendo acometer o trato gastrointestinal em até 25% dos casos. O principal diagnóstico diferencial é com a doença de Crohn, principalmente quando esta se associa a sintomas extra intestinais. Assinale a alternativa correta.
O início dos sintomas nos pacientes com doença de Crohn é mais tardio (39 ± 11 anos), enquanto na doença de Behçet inicia-se ainda na juventude (28 ± 12,2 anos).
Na doença de Crohn a distribuição das úlceras intestinais costuma ser focal (úlceras únicas), por outro lado, na doença de Behçet, observamos distribuição segmentar e difusa na maioria dos casos.
O estreitamento luminal (estenose ou subestenoses) é mais comumente observado na doença de Behçet, sendo achado raro na doença de Crohn.
Os segmentos mais acometidos na doença de Crohn são o ânus e reto, enquanto na doença de Behçet observamos acometimento do íleo terminal em cerca de 90% dos casos.
Endoscopicamente o formato das úlceras na doença de Behçet é circular, enquanto na doença de Crohn observa-se úlceras geográficas, coalescentes e longitudinais.
Durante a inspeção endoscópica de lesões neoplásicas colorretais observa-se que algumas alterações guardam correlação com a probabilidade de invasão submucosa. Seu reconhecimento é útil para o diagnóstico de lesões invasivas. Qual característica representa o maior risco para a presença de invasão submucosa (Sm3 ou mais profunda)?
Rigidez.
Área deprimida.
Convergência de pregas.
Pontilhado branco (Chicken skin).
Elevação central.
Homem, 23 anos, apresenta queixa de disfagia com início recente. Refere ser portador de asma desde a infância e atualmente não realiza tratamento específico devido à ausência de crises. A endoscopia alta revelou mucosa esofágica com diminuição difusa de sua vascularização associada à friabilidade mucosa, diminuição do calibre esofágico no terço médio (intransponível ao aparelho de calibre adulto) e presença de anéis transversais fixos associado a sulcos longitudinais lineares. Qual a melhor conduta a ser tomada imediatamente?
Biópsias da região da estenose.
Biópsias seriadas esofágicas, gástricas e duodenais com aparelho pediátrico (6 mm).
Dilatação hidrostática.
Dilatação com velas de Savary-Gillard.
Cromoscopia esofágica (lugol).
De acordo com o consenso do American College of Gastroenterology (protocolo de Seattle) assinale a alternativa correta no manejo do esôfago de Barrett.
No adenocarcinoma esofágico precoce (T1a) é indicada radioterapia neoadjuvante seguida de re-estadiamento ecoendoscópico.
Nos casos de biópsias indefinidas para displasia deve-se indicar ablação endoscópica por radiofrequência ou ressecção em bloco.
No esôfago de Barrett sem displasia é indicado controle endoscópico a cada 6 meses com coleta de biopsias seriadas.
Recomenda-se terapêutica endoscópica no esôfago de Barrett com displasia de baixo grau.
O uso de inibidor da bomba de prótons deve ser descontinuado nos casos de biópsias consideradas como indefinidas para displasia.
A magnificação de imagem, associada à cromoscopia, possibilita a avaliação do padrão de abertura das criptas colorretais. O adenoma séssil serrilhado comumente exibe qual tipo de padrão de cripta de acordo com a classificação de Kimura?
Tipos mistos.
Tipo I.
Tipo VI.
Tipo II-O.
Tipo IV-S.
Assinale a alternativa correta em relação às recomendações do uso da endoscopia digestiva na nutrição enteral.
A gastrojejunostomia endoscópica somente deve ser considerada após a falha do manejo clínico do refluxo gastroesofágico e da gastroparesia em pacientes usuários de gastrostomia.
Recomenda-se a confecção de gastrostomia endoscópica nos pacientes com previsão de manutenção de dieta enteral por mais de 15 dias.
Não está indicada profilaxia com antibióticos de rotina previamente à confecção de gastrostomias ou gastrojejunostomias por via endoscópica.
Obstruções da orofaringe ou do esôfago e coagulopatias constituem contraindicações relativas à confecção de gastrostomia por via endoscópica.
Nas gastrostomias por via endoscópica a dieta enteral pode ser iniciada com segurança após 4 horas de jejum e observação.
Quanto às lesões de estômago, assinale a alternativa correta.
Lesões gástricas deprimidas de coloração pálida sugerem adenocarcinoma indiferenciado
A cromoscopia convencional, principalmente com índigo carmim, exerce importante papel na avaliação de neoplasias gástricas precoces
O teste da urease é indicado na suspeita de atrofia para pesquisa de H. pylori
O câncer gástrico precoce é definido como uma lesão confinada à mucosa e submucosa e sem acometimento linfonodal
Metaplasia intestinal não guarda relação com atrofia
A doença de Ménétrier pode ter seu diagnóstico auxiliado pela endoscópica digestiva alta com realização de biópsias. Sobre as características dessa doença, assinale a alternativa incorreta.
Redução da secreção ácida
Pregas gigantes no corpo e fundo gástrico
Hiperglobuminemia de característica compensatória
Hiperplasia foveolar com perda do componente glandular profundo
Mais comum em homens entre 40 e 60 anos e tem potencial de malignidade
Assinale a alternativa que apresenta um dos objetivos diretos da estratificação de risco e a avaliação de vulnerabilidades.
Aumentar a produtividade de uma unidade de saúde.
Comprovar a importância do profissional de saúde não médico.
Otimizar o tempo de atendimento de cada profissional de saúde.
Abreviar o tempo de sofrimento de uma pessoa.
Comprovar a importância de uma UBS.
Paciente do sexo feminino, 48 anos, com diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico, em uso de inibidor de bomba de prótons (IBP) há cerca de 10 anos.
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Dentre as opções a seguir, o achado em estômago associado ao uso de IBP é
pólipo adenomatoso.
pólipo inflamatório.
pólipo de glândula fúndica.
papiloma escamoso gástrico.
pólipo hiperplásico.
O mecanismo fisiopatológico mais frequente que causa os episódios de refluxo gastroesofágico patológico é
hérnia de hiato.
relaxamento do esfíncter esofágico inferior induzido pela deglutição.
relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior.
pressão do esfíncter esofágico inferior basal diminuída.
hipersecreção ácida.
Pacientes com infecção por H. pylori, predominantemente antral, tem predisposição para qual condição?
Doença úlcera péptica gástrica.
Esôfago de Barrett.
Pangastrite.
Adenocarcinoma gástrico.
Doença ulcerosa péptica duodenal.
Mulher de 60 anos vai em seu gastroenterologista com dor epigástrica e náusea pós-prandial. Refere ser asmática. Realizou EDA que revelou úlcera de base limpa com 1 cm de diâmetro no corpo gástrico. O teste da urease para H. pylori foi positivo. Foi prescrito claritromicina 500 mg, amoxicilina 1 g e esomeprazol 20 mg, duas vezes ao dia por 14 dias. Continuou em uso do IBP. Após 2 semanas, realizou teste não invasivo de antígeno do H. pylori nas fezes que foi negativo. Persistiu com os sintomas. Repetiu EDA que revelou uma úlcera de base limpa de 6 mm no mesmo local, com apenas uma ligeira melhora.
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Dos seguintes fatores, qual pode contribuir para úlcera refratária nessa paciente?
Tamanho da úlcera.
Duração inadequada do tratamento.
Infecção por H. pylori.
Ingestão de xantinas.
Colite ulcerativa.
Mulher, 45 anos, com história de diarreia crônica há 1 ano, deu entrada no PS com desidratação, hipotensão (90 x 50 mmHg) e insuficiência renal (ureia 120, creatinina de 3 mg/dL). Exames laboratoriais demonstraram hipocalemia, hiponatremia, hipocloremia e acidose metabólica. Após estabilização hemodinâmica e correção de seus distúrbios metabólicos, foi realizada colonoscopia que mostrou uma grande lesão polipoide em retossigmoide. Anatomopatológico diagnosticou adenoma viloso. Durante o acompanhamento após a ressecção completa do tumor, a paciente permaneceu assintomática. Trata-se de
polipose familiar.
Zollinger-Ellison.
McKittrick-Wheelock.
carcinoide.
vipoma.
Assinale a opção correta relativa à endoscopia digestiva alta.
O flumazenil é um antagonista dos efeitos dos benzodiazepínicos.
Os exames endoscópicos só devem ser feitos sob sedação.
Nas sedações feitas com benzodiazepínicos não há necessidade de monitorização durante o exame.
Mesmo quando seguidos todos os procedimentos de reprocessamento do endoscópio, a transmissão de infecções é relativamente comum, sendo um efeito adverso esperado.
A associação de benzodiazepínico com opioide deve ser evitada.
Com relação ao adenocarcinoma do esôfago, é correto afirmar:
a ressecção endoscópica deve ser realizada em todos os casos, pois o estadiamento histológico é obrigatório.
a tomografia de tórax e de abdome é suficiente para o estadiamento pré-operatório.
a ecoendoscopia é mais acurada para estadiamento locorregional do que a tomografia de tórax.
obesidade, fumo, etnia negra e sexo feminino são fatores de risco para adenocarcinoma.
80 a 90% dos pacientes apresentam doença localmente avançada ou metastática no momento do diagnóstico.
Assinale a opção que apresenta o(s) achado(s) clínico(s) evidenciado(s) no exame de endoscopia digestiva alta nos pacientes com sífilis em trato digestivo.
Espiroquetas identificadas na sífilis secundária
Úlceras serpenginosas na sífilis terciária
Lesões que simulam Bormann III em sífilis terciária
Histopatologia positiva para pesquisa de treponema na sífilis terciária
Infiltração gástrica difusa ou formação de massas na sífilis terciária
Quanto ao manejo de anticoagulantes e antiagregantes plaquetários em endoscopia, assinale a alternativa correta.
Todos os pacientes que realizarão endoscopia digestiva alta com biópsias, devem suspender o ácido acetil salicílico (AAS) 7 dias antes do procedimento
Pacientes com risco cardiovascular alto em uso de anticoagulantes orais de ação direta (ex: rivaroxabana), podem manter o uso da medicação ao realizar colonoscopia com polipectomia
Clopidogrel sempre deverá ser suspenso 3-7 dias antes da realização de colonoscopia com biópsias
Colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE) é sempre considerada procedimento de alto risco de sangramento
Pacientes em uso de varfarina com INR dentro da faixa terapêutica, não necessitam suspender a medicação antes da realização de colonoscopia com biópsias
Paciente de 57 anos foi submetido a uma colonoscopia para rastreio de câncer colorretal, após pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva. Durante o exame, evidenciou-se um pólipo pediculado, medindo cerca de 15mm, em cólon descendente, sendo realizada a polipectomia com alça diatérmica, sem intercorrências. No dia seguinte, o paciente é admitido no pronto-socorro com queixa de dor, distensão abdominal, febre e taquicardia. Coletados exames laboratoriais, que mostram aumento de proteína c reativa (PCR) e leucocitose.
Na tomografia de abdome, evidenciou-se espessamento em cólon descendente, associada a borramento da gordura parietal, não há sinais de pneumoperitônio. Sobre o caso, assinale a alternativa correta.
A conduta imediata é a cirúrgica, devido ao quadro compatível com perfuração intestinal
Deve-se inciar antibioticoterapia com cobertura para gram-positivos
Pode se afirmar que o quadro não está relacionado com o procedimento endoscópico, devendo-se investigar outras etiologias
O tratamento inicial consiste em jejum, hidratação e antibioticoterapia de amplo espectro
A conduta imediata deve ser a realização de nova colonoscopia para investigar possível perfuração
Sobre os tumores carcinoides gástricos, assinale a alternativa incorreta.
Carcinóides do tipo I frequentemente estão associados a gastrite crônica atrófica
Carcinóides do tipo II podem estar associados a síndrome de Zollinger-Ellison
Carcinóides do tipo III tem bom prognóstico
Carcinides dos tipos I e II podem cursar com gastrinemia sérica
Carcinóides tipo I são mais frequentes