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Com relação aos procedimentos para desinfecção dos tubos de endoscopia, assinale a opção correta.
O duodenoscópio merece especial atenção, pois está relacionado à maior dificuldade de limpeza pela presença de óptica em sua lateral.
O adequado reprocessamento do tubo não dispensa nova limpeza antes do primeiro uso no dia seguinte ao do armazenamento do aparelho.
A limpeza mecânica é capaz de retirar mais de 90% de microrganismos.
As reprocessadoras devem ser exclusivas para endoscopia alta, não sendo permitido o uso da mesma reprocessadora para colonoscópios.
O enxague do tubo de endoscopia após o reprocessamento deve ser realizado somente com água destilada.
No que se refere à classificação endoscópica da esofagite de refluxo, assinale a opção correta.
A classificação de Los Angeles, a mais antiga classificação da doença, baseia-se na presença de quebra de mucosa e na extensão circunferencial das lesões.
A classificação de Los Angeles categoriza as esofagites erosivas em quatro graus, de A a D, e não contempla as complicações locais do refluxo gastroesofágico, que devem ser descritas à parte.
Nas esofagites erosivas grau B segundo a classificação de Los Angeles, podem estar presentes erosões longitudinais confluentes.
A classificação MUSE, de 1991, aplica-se melhor à descrição da esofagite erosiva péptica sem complicações.
A classificação de Savary-Miller, assim como a de Los Angeles modificada, não contempla as complicações da doença do refluxo gastroesofágico
Mulher de 35 anos, com queixa de disfagia alta, fez endoscopia digestiva alta (EDA) que diagnosticou anel Schatzki. Foi realizada dilatação com balão pneumático.
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Dentre as opções a seguir, qual a conduta está indicada para evitar a recorrência do anel?
Terapia com inibidor da bomba de prótons (IBP).
Antagonistas do receptor H2.
Seguimento sem intervenções.
Sucralfato.
Repetir endoscopia anualmente.
Mulher de 20 anos procurou assistência médica por queixa de 1 mês de diarreia aquosa, não sanguinolenta, episódios de febres intermitentes de baixo grau e leve cólica abdominal inferior. Faz uso de ibuprofeno por dores osteomusculares. Realizou colonoscopia que revelou úlceras com crateras no íleo terminal. As biópsias mostram evidência de ileíte com inflamação ativa crônica com ulcerações e granulomas não caseosos.
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O diagnóstico mais provável é
lesões gastrointestinais relacionadas a anti-inflamatórios.
doença de Crohn.
colite ulcerativa.
doença de Behçet.
tuberculose.
Homem de 40 anos chega ao hospital com dor, náusea, plenitude pós-prandial e vômitos. Exame físico é normal. EDA foi realizado: protuberância logo após a ampola de 4 x 4,5 cm. Ecoendoscopia mostra uma lesão anecoica compatível com cisto. O diagnóstico é de cisto de duplicação de duodeno.
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Das seguintes opções, aquela que é correta sobre esse diagnóstico é:
cistos duodenais em adultos têm alto potencial maligno.
pancreatite é frequente em associação com cistos de duplicação duodenal.
os cistos duodenais sempre se comunicam com o lúmen duodenal.
os critérios histológicos incluem mucosa gastrointestinal, ausência de camada de músculo liso na parede do cisto e uma associação com a parede duodenal.
a localização mais frequente do cisto de duplicação é no intestino delgado.
Mulher de 50 anos, com dor abdominal e discreta elevação de enzimas hepáticas, realizou colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) por suspeita de disfunção do esfíncter de Oddi. Canulação difícil e a paciente evoluiu com dor e elevação da lpase (2000 UI/L).
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Qual das seguintes medidas profiláticas poderia ter sido empregada para prevenir essa complicação?
Injeção de toxina botulínica.
Esfincterotomia pancreática.
Indometacina via retal.
Stent biliar
Trinitrato de glicerina transdérmico.
Homem, 32 anos, com episódios de dores em hipocôndrio direto, realizou ultrassonografia do quadrante superior direito que mostrou colelitíase, sem sinais de colicistite. O colédoco mede 4 mm.
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Qual a conduta correta dentre as opções a seguir?
Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.
Colecistectomia laparoscópica sem colangiografia.
Ultrassonografia endoscópica.
Colangiopancreatografia por ressonância magnética.
Colecistectomia laparoscópica com ultrassom intraoperatório.
Mulher de 43 anos inicia acompanhamento após ser diagnosticada com acalasia. Ela continuou com os sintomas e está perguntando sobre as opções de tratamento.
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Em relação às opções terapêuticas para acalasia, assinale a alternativa.
Sildenafil reduz a pressão do EEI estimulando fosfodiesterase tipo 5.
Dois terços dos pacientes que recebem injeções endoscópicas de toxina botulínica terão melhora em seus sintomas por 6 meses.
O dinitrato de isossorbida é eficaz na redução da pressão do esfíncter esofágico (EEI) por, aproximadamente, 30 minutos.
A resposta a miotomia cirúrgica é boa, mesmo com múltiplas tentativas fracassadas de dilatação endoscópica pneumática.
A dilatação terapêutica requer distensão do EEI para 45 milímetros.
Com relação a varizes esofágicas em cirróticos, é correto afirmar:
carvedilol é o betabloqueador preferido em doença hepática crônica parenquimatosa compensada por ser mais efetivo em reduzir o Gradiente de Pressão da Veia Hepática (GPVH), ser melhor tolerado e possivelmente impactar na sobrevida.
rifaximina é indicada para a profilaxia de peritonite bacteriana espontânea na HDA varicosa.
tratamento com betabloqueadores não seletivos são indicados para prevenir surgimento de varizes gastroesofágicas em pacientes com hipertensão portal clinicamente significante (profilaxia primária).
na HDA varicosa, a terapia endoscópica é mais eficaz em parar o sangramento do que a terlipressina.
complexo protrombínico e ácido tranexâmico são recomendados no sangramento agudo de varizes por melhorar a coagulação.
Em relação à manobra de retrovisão no cólon direito, assinale a alternativa correta.
Contraindica-se para o cólon direito.
Tem alto risco de perfuração.
Pode aumentar a taxa de detecção de adenomas.
Não deve ser realizada em pacientes que estejam usando anticoagulantes.
Essa manobra não é viável tecnicamente.
Mulher, 65 anos de idade, chega no serviço de emergência com hematoquezia e instabilidade hemodinâmica. Depois de instituídas medidas de suporte e afastadas as patologias do trato digestório superior por endoscopia digestiva alta, o próximo exame a ser solicitado é:
Cintilografia com hemácias marcadas.
Enteroscopia por cápsula endoscópica.
Colonoscopia.
Enteroscopia de duplo-balão.
Angiografia.
Sobre a hemorragia digestiva baixa (HDB), assinale a alternativa correta:
A endoscopia digestiva alta (EDA) tem importante papel em pacientes com HDB aguda intensa com instabilidade hemodinâmica
Todos os pacientes com HDB e hemoglobina menor que 10g/dl devem receber transfusão de concentrado de hemácias
Paciente admitido no setor de emergência com HDB e instabilidade hemodinâmica, a primeira conduta deve ser a realização imediata da colonoscopia
Sangramento diverticular, neoplasia colorretal e doença inflamatória intestinal são causas raras de HDB
Pacientes em uso de ácido acetil salicílico (AAS) para profilaxia primária, que apresentem HDB com instabilidade hemodinâmica, devem manter o uso da medicação
Sobre os pré-requisitos para o tratamento endoscópico/ecoendoscópico do pseudocisto pancreático, assinale a alternativa incorreta.
Cisto deve estar a menos de 2 cm da parede gástrica ou duodenal
A cápsula deve estar bem definida e ”madura”
Excluir distúrbios de coagulação
Avaliar presença de hipertensão porta
Ter certeza de que se trata de pseudocisto, e não, de cisto neoplásico
Assinale a alternativa que apresenta qual a melhor terapia indicada no tratamento “ponte” até o tratamento definitivo no sangramento varicoso massivo agudo.
Tamponamento com balão esofageano de Sengstaken- Blackmore
Uso de próteses expansivas metálicas recobertas
Uso de TransjugularIntrahepaticPortosystemic Shunt (TIPS)
Uso de Hemospray
Repetir nova endoscopia com ligadura elástica de varizes (LEVE) ou escleroterapia (ES)
O mês de março é conhecido como o mês Azul-Marinho, marcado pela conscientização sobre o Câncer Colorretal (CCR) que, segundo o INCA, constitui o terceiro tipo mais comum de câncer no Brasil. Sobre o CCR, assinale a afirmativa correta.
O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) é um bom exame para rastreamento.
O rastreamento é feito com colonoscopia em indivíduos sintomáticos acima de 50 anos.
Paciente com pai diagnosticado com CCR aos 35 anos deve realizar colonoscopia aos 25 anos.
Pacientes com Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF) positivo devem repetir o exame, devido à sua especificidade baixa, e, só após dois resultados positivos, está indicada a colonoscopia.
O exame de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF) é empregado em pacientes com história familiar de CCR, a partir dos 40 anos ou 10 anos antes da idade de diagnóstico do familiar acometido.
Sobre o volvo colônico, que constitui uma causa de abdômen agudo em que o intestino sofre uma torção sobre o seu eixo mesentérico, que resulta em obstrução intestinal parcial ou completa com grau variável de comprometimento do seu suprimento sanguíneo, apresentando necessidade de tratamento de urgência, analise as afirmativas a seguir.
I. O volvo de sigmoide é a principal forma de apresentação de volvo colônico.
II. Até mesmo em casos em que há sofrimento de segmento intestinal, a descompressão colonoscópica é realizada, a fim de protelar o tratamento cirúrgico para momento oportuno.
III. A recorrência pós-descompressão não cirúrgica bem-sucedida pode chegar a 90% em casos de volvo de sigmoide.
IV. O vólvulo do cólon transverso e da flexura esplênica são raramente descritos. A maioria dos pacientes são mais jovens, muitas vezes, na segunda ou terceira décadas de vida, sendo mais prevalente no sexo feminino.
Está correto o que se afirma em
I, II, III e IV.
I, II e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
Um paciente de 63 anos de idade refere tosse de início há três meses, refratária às medidas prescritas pelo pneumologista, sendo solicitada por ele uma endoscopia digestiva alta para avaliar sinais endoscópicos compatíveis com a doença do refluxo. Levou consigo os resultados dos exames, esôfago: forma, calibre e trajeto preservados; mucosa íntegra; e transição esofagogástrica que coincide com o pinçamento diafragmático, estômago: forma, volume e expansibilidade preservados; lago mucoso claro; pregueado mucoso de fundo e corpo preservados; e, em região pré-pilórica, presença de lesão elevada com 1,8 cm de diâmetro (realizadas múltiplas biópsias), duodeno: forma e expansibilidade preservadas, sem alterações, e biópsias: compatíveis com adenocarcinoma bem diferenciado. Foi, então, explicado ao paciente o diagnóstico de um câncer gástrico e que mais exames seriam necessários. Foram solicitadas uma tomografia de tórax sem contraste, uma tomografia de abdome com contraste, CEA, CA19.9 e uma ecoendoscopia (ultrassonografia endoscópica). Resultados: CEA 2,5 ng/Ml; CA 19.9 15 U/Ml; tomografia de tórax sem alterações; tomografia de abdome sem alterações; e ecoendoscopia mostrando tumor não ulcerado de limites bem definidos, de 1,7 cm de diâmetro, sem linfonodomegalias concomitantes, invadindo até a camada muscular da mucosa.
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.
gastrectomia total com linfadenectomia a D2
gastrectomia em cunha
ressecção com alça diatérmica
mucosectomia em piecemeal
dissecção submucosa endoscópica (ESD)
A antibioticoprofilaxia, em procedimentos endoscópicos, está indicada em qual das seguintes alternativas?
Ecoendoscopia com punção com agulha fina de lesão sólida no pâncreas.
Colocação de gastrostomia endoscópica percutânea para alimentação.
Colonoscopia com polipectomia em pacientes com próteses vasculares sintéticas.
Dilatação esofágica em pacientes com próteses articulares.
Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica com drenagem completa em um paciente com obstrução biliaar na ausência de colangite.
Qual é a conduta correta no que se refere às síndromes de polipose adenomatosa familiar (PAF)?
Retossigmoidoscopia deve ser o primeiro exame a ser realizado aos 16 anos de idade.
Colonoscopia deve ser realizada a partir dos 25 anos de idade em pacientes com retossigmoidoscopia sem adenomas.
Colonoscopia de vigilância deve ser realizada em intervalos de 1 a 2 anos.
Ressecção endoscópica de pólipos do estômago e duodeno com mais de 5 mm de diâmetro, dado o risco de desenvolver displasia.
Realização de colonoscopia em pacientes a partir dos 16 anos de idade.
Mulher de 32 anos procura assistência médica com queixa de episódios de disfagia cervical para sólidos há cerca de 1 ano. Realizou uma endoscopia digestiva alta que evidenciou membrana esofágica a cerca de 25 cm da arcada dentária superior. Ao exame físico, a paciente apresentava-se hipocorada, com glossite e queilite angular. Os exames laboratoriais demonstraram anemia com VCM diminuído.
Qual é o diagnóstico dessa paciente?
Estenose por doença do refluxo gastroesofágico.
Anel de Schatzki.
Divertículo de Zenker.
Síndrome de Plummer-Vinson.
Esofagite eosinofílica.