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Segundo as recomendações mais recentes de seguimento pós-polipectomia de cólon, é correto afirmar que
pacientes com 3 ou 4 adenomas tubulares menores do que 10 mm: colonoscopia em 2 anos.
pacientes com 5 a 10 adenomas tubulares menores do que 10 mm: colonoscopia em 3 anos.
pacientes com 1 ou 2 adenomas tubulares menores do que 10 mm: colonoscopia em 5 anos.
pacientes com mais de 10 adenomas no mesmo exame: colonoscopia em 6 meses.
pacientes com adenomas avançados, pólipos serrados sésseis maiores do que 10 mm ou displásicos: colonosopia em 1 ano.
Sobre a colonoscopia virtual, assinale a afirmativa correta.
É realizada por colonoscopista após especialização em radiologia do colón.
Representa uma alternativa vantajosa à colonoscopia por ter custo mais baixo.
Uma grande vantagem é a não utilização de laxativos, o que reduz a taxa de detecção de lesões.
Permite, além do diagnóstico, o tratamento das lesões detectadas, assemelhando-se à colonoscopia convencional.
A colografia por tomografia computadorizada pode ser aplicada no rastreamento do câncer colorretal, com uma sensibilidade acima de 85%.
Paciente do sexo feminino, de 65 anos, em uso de AAS como profilaxia primária é submetida a colonoscopia para investigação de sangue oculto + nas fezes. O exame identifica lesão planoelevada de 35mm no cólon direito, tipo 0-IIa da Classificação de Paris, tipo granular homogêneo, padrão de criptas IIIL da classificação de Kudo.
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No tocante à abordagem endoscópica desta lesão, avalie as afirmativas a seguir.
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I. A lesão deve ser preferencialmente ressecada de forma integral (ou seja, sem lesão residual) em uma única colonoscopia por técnica de mucosectomia fatiada (piecemeal), no menor número possível de fragmentos.
II. Eventuais pequenos resíduos adenomatosos, identificados nas bordas da ferida imediatamente após a mucosectomia, devem ser submetidos a ablação térmica com plasma de argônio ou pela técnica conhecida como STSC (snare tip soft coagulation).
III. No caso de ressecção por técnica de mucosectomia fatiada (piecemeal), por tratar-se de lesão maior que 20mm, está indicada uma primeira colonoscopia de vigilância em 6 meses.
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Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
A endoscopia pediátrica pode ser realizada a partir da idade mínima de
2 meses de idade.
1 ano de idade.
6 meses de idade.
18 meses de idade.
Os stents biliares são muito utilizados quando ocorre falha na retirada completa dos cálculos. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
Não consegue promover redução progressiva do tamanho dos cálculos.
Não apresenta risco de oclusão.
Aumenta significativamente a taxa de extração na segunda tentativa.
A troca é necessária anualmente.
A hemorragia é súbita, volumosa, habitualmente autolimitada, mas profusa em algumas ocasiões. Essas características dizem respeito à hemorragia originária de
doença hemorroidária.
doença diverticular.
tumor primário do cólon.
angiodisplasias.
Paciente do sexo masculino, de 70 anos de idade, é submetido à colonoscopia com ressecção de lesão plano-elevada com 20mm de diâmetro e superfície granular situada no cólon esquerdo, por técnica de mucosectomia com alça diatérmica.
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Foi verificada a presença de imagem em alvo – correspondendo ao tipo III da Classificação de Sidney para Injúria Parietal Profunda – tanto no sítio de ressecção como no espécime ressecado.
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Sobre este achado, é correto afirmar que
significa ressecção incompleta da lesão.
indica invasão maciça da submucosa.
corresponde à perfuração colônica de indicação cirúrgica.
deve ser tratado pelo fechamento da ferida com clips metálicos.
não há indicação de intervenção terapêutica imediata, apenas observação clínica em ambiente hospitalar.
As classificações morfológicas das lesões colônicas contribuem para predizer seu tipo histológico e para propor a adequada estratégia terapêutica.
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Sobre as classificações de Kudo e NICE, suas correlações histológicas e implicações terapêuticas, analise as afirmativas a seguir.
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I. As lesões com padrão de cripta tipo II da Classificação de Kudo correspondem a pólipos hiperplásicos ou a lesões sésseis serrilhadas; polipectomia ou mucosectomia a frio são excelentes opções terapêuticas para lesões de até 10 mm.
II. As lesões classificadas como tipo 3 da classificação NICE estão associadas a invasão superficial da submucosa e podem ser ressecadas por mucosectomia a frio.
III. As lesões com padrão de cripta tipo IV de Kudo estão associadas à invasão superficial da submucosa e tem indicação de ressecção por mucosectomia com alça diatérmica em lesões inferiores a 5 mm.
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Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Sobre a apresentação e tratamento da Gastropatia Hipertensiva Portal, avalie as afirmativas a seguir.
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I. A gastropatia hipertensiva portal pode causar sangramento digestivo agudo, manifesto geralmente por melena, assim como perda sanguínea oculta manifesta apenas por anemia.
II. Um aspecto endoscópico altamente sugestivo de Gastropatia Hipertensiva Portal é a presença de faixas de enantema no antro, com disposição radial em relação ao piloro.
III. Na gastropatia hipertensiva portal severa, quando ocorre sangramento digestivo de vulto, o tratamento com coagulação por plasma de argônio é uma alternativa exclusiva para pacientes com contagem de plaquetas superior a 100.000/mm³.
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Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
O seguinte achado: coleção fluida, homogênea, confinada a planos faciais, adjacente ao pâncreas, sem encapsulamento é sugestivo de
pseudocisto.
coleção aguda peripancreática.
coleção necrótica aguda.
WON.
Paciente do sexo masculino, com 28 anos de idade com Doença de Crohn fenótipo B3 (fistulizante) é submetido a ileocolectomia direita com anastomose ileocólica.
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Sobre o seguimento endoscópico, assinale a afirmativa correta.
O quadro clínico dita a necessidade de realização de colonoscopia, que no primeiro ano pós-operatório está indicada apenas nos casos de recorrência clínica.
O paciente mantendo-se assintomático, programar colonoscopia se houver evidência de atividade da doença em enteroressonância, a ser realizada entre 6 e 12 meses após a cirurgia.
O paciente permanecendo assintomático, programar colonoscopia conforme indicado para rastreamento do câncer colorretal de acordo com a estratificação de risco individual.
O paciente deve ser submetido à colonoscopia para avaliação de recorrência da doença entre 6 a 12 meses após a cirurgia, sendo fundamental o estudo da anastomose e do íleo neoterminal.
O paciente deve ser submetido à colonoscopia entre 3 e 6 meses, utilizando-se a classificação de Rutgeerts na qual as classes i0 e i1 estão associadas à elevada chance de recorrência clínica.
No que concerne ao tratamento da estenose esofágica, estas podem dilatadas por, EXCETO:
balões pneumáticos.
ogivas
catéteres.
sondas.
Sobre a avaliação diagnóstica de pacientes suspeitos de pancreatite crônica por exames de imagem, assinale a afirmativa correta.
A tomografia computadorizada tem maior sensibilidade que a ecoendoscopia, no diagnóstico de pancreatite crônica.
A CPER tem como principal utilidade as intervenções terapêuticas; como método diagnóstico há outros exames menos invasivos e com maior sensibilidade para diagnóstico da pancreatite crônica.
A ressonância magnética é útil na avaliação de alterações ductais e parenquimatosas da pancreatite crônica, diferentemente da ecoendoscopia, que é útil apenas na avaliação ductal.
A atrofia do parênquima pancreático é achado de elevada especificidade para diagnóstico da pancreatite crônica.
Os achados tomográficos clássicos da pancreatite crônica são atrofia do parênquima, estenose do duto principal e calcificações pancreáticas.
Sobre a abordagem endoscópica das complicações da cirurgia bariátrica, assinale a afirmativa correta.
A estenose da bolsa gástrica da cirurgia de Sleeve é de tratamento cirúrgico uma vez que a dilatação com balão hidrostático se associa a incidência proibitiva de perfurações.
A aplicação de argônio na gastrojejunoanastomose da cirurgia de by-pass, como alternativa para tratamento do reganho de peso, foi abandonada em face do resultado significativamente superior com emprego das técnicas de sutura endoscópica.
A esofagite por refluxo é complicação mais comum na cirurgia de by-pass que no Sleeve; desta forma, a identificação de esofagite de refluxo na endoscopia pré-operatória deve favorecer a escolha do Sleeve como técnica cirúrgica.
Está indicada a remoção endoscópica de material de sutura se identificado em pacientes sintomáticos com ulceração marginal na cirurgia de by-pass, pois estes podem funcionar como perpetuadores da ulceração.
A estenose da gastrojejunoanastomose na cirurgia de by-pass tem boa resposta à dilatação com balão em termos de melhora dos sintomas obstrutivos sem favorecer o reganho de peso quando o calibre da anastomose após dilatação é mantido em 15mm.
Assinale a opção que contém situação clínica em que está indicada a antibioticoterapia profilática.
Realização de dilatação pneumática da cárdia em paciente com artroplastia total de quadril.
Biópsia por agulha fina ecoguiada de lesão sólida no trato digestivo alto.
Realização de CPER com extração de coledocolitíase e sucesso na drenagem da via biliar.
Realização de gastrostomia endoscópica percutânea em paciente com acidente vascular encefálico.
Realização de mucosectomia de cólon em paciente com prótese aórtica.
No exame de endoscopia digestiva alta (EDA), o esôfago apresenta relação anatômica com outros órgãos. No exame normal, observa-se quatro pontos de constrição esofágica. Quais são estes?
Carina, brônquio fonte direito, átrio esquerdo e enfíncter esofágico inferior, associado à pressão extrínseca do hiato diafragmático.
Esfíncter esofágico superior, brônquio fonte esquerdo, arco aórtico e esfíncter esofágico inferior, associado à pressão extrínseca do hiato diafragmático.
Traqueia, arco aórtico, brônquio fonte esquerdo, esfíncter esofágico inferior junto ao pinçamento diafragmático.
Esfíncter esofágico superior, arco aórtico, brônquio fonte direito e enfíncter esofágico inferior, associado à pressão extrínseca do hiato diafragmático.
Esfíncter esofágico superior, arco aórtico, brônquio fonte direto e enfíncter esofágico inferior.
Paciente do sexo feminino, 66 anos de idade, evolui com diarreia aquosa, sem produtos patológicos e dor abdominal em cólica há 6 meses. Refere perda de 5 kg neste período. Relata ter doença do refluxo gastrointestinal, psoríase e diabetes mellitus. Faz uso de Omeprazol 40 mg ao dia. Realizou colonoscopia que mostrou mucosa normal. Realizadas biópsias seriadas que mostraram: linfocitose intraepitelial com 10 linfócitos por campo de grande aumento e deposição de colágeno (20 µm). Qual o diagnóstico?
Colite isquêmica.
Colite colágena.
Doença celíaca.
Retocolite em período de remissão.
Colite linfocítica.
Criança com 4 anos de idade foi vista colocando na boca uma bateria tipo disco, que foi retirada de um brinquedo. Acabou ingerindo o corpo estranho. Evoluiu assintomática. Foi levada pela mãe ao pronto-socorro. Realizou um RX de tórax e abdome cerca de 3 horas após o episódio. A bateria estava localizada no esôfago, ao nível do do esôfago médio. Foi estimada um diâmetro de 20 mm. Qual a conduta a ser tomada?
O uso de uma sonda tipo Foley para passar pelo corpo estranho, seguido de insuflação e lenta e suave retirada, é uma conduta adequada.
O uso de laxativos é adequado para acelerar sua eliminação neste paciente.
Caso passe antes da EDA para o estômago, não deve ser retirada, pois migrará espontaneamente e sem complicações.
Realizar RX a cada 6 horas, pois a bateria provavelmente migrará para o estômago e intestinos, sendo eliminada sem complicações.
Trata-se de uma emergência médica, devendo ser retirada por endoscopia o mais rapidamente possível.
Homem, 28 anos de idade, com história de transplante de medula óssea há 2 meses. Iniciou quadro de queda do estado geral, febre, diarreia, vômitos, dor retroesternal e epigástrica, odinofagia e disfagia. Devido aos sintomas gastrointestinais, foram solicitados EDA e colonoscopia. Na EDA, observaram-se múltiplas úlceras em terço médio e distal do esôfago, com bordos bem delimitado e elevadas, profundas, confluentes, ovaladas, com 1 a 3 cm de diâmetro. As biópsias realizadas no centro das úlceras demonstraram corpos de inclusão citoplasmáticas e núcleos volumosos. O diagnóstico, dentre as opções a seguir, é:
HVS.
úlceras idiopáticas.
doença enxerto versus hospedeiro.
CMV.
esofagite por pílula.
A classificação de Paris/japonesa é utilizada para avaliação macroscópica das lesões precoces colorretais. De acordo com esta classificação, é correto afirmar:
lesão 0-IIc+IIa é mista, com predomínio de elevação sobre depressão.
LST é definida como lesão IIa com mais de 3 cm de diâmetro.
lesão 0-IIa é plana elevada, superficialmente elevada.
lesão 0-IIa é plana elevada, levemente deprimida.
lesão 0-IIc+III é plana elevada, levemente deprimida.