Questões de Concurso sobre Endoscopia Digestiva

 
 
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De acordo com as normas técnicas e diretrizes, qual é o tempo recomendado para a limpeza manual dos canais endoscópicos antes da desinfecção?


A

1 minuto.


B

5 minutos.


C

10 minutos.


D

15 minutos.


E

20 minutos.

A cirrose hepática com aumento da hipertensão portal se apresenta como principal etiologia para as varizes esofágicas e gástricas. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Os critérios para classificação de Child-Pugh são encefalopatia, ascite, níveis séricos de bilirrubinas, albumina e INR.


B

As varizes gastroesofágicas estão presentes em cerca de 50% dos pacientes cirróticos, acometendo 40% dos pacientes Child-A e cerca de 85% dos pacientes Child-C.


C

A classificação mais utilizada para as varizes gástricas foi proposta por Sarin et al. (1992), tendo as varizes isoladas de fundo classificadas em IGV1.


D

As varizes gástricas do tipo IGV1 são as mais frequentes, correspondendo a 74% de todas as varizes gástricas.


E

São preditores independentes de sangramento das varizes gástricas a presença de sinais da cor vermelha, o tamanho maior que 5 mm e a maior pontuação na classificação de Child-Pugh.

Sobre os divertículos esofágicos, assinale a alternativa INCORRETA.


A

A radiografia contrastada do esôfago, estômago e duodeno é fundamental para evidenciar as características do divertículo de Zenker e a endoscopia para a avaliação do saco herniado e mucosa.


B

A sintomatologia é variável, podendo impactar na deglutição e nível nutricional do paciente.


C

O divertículo de Killian-Jamieson apresenta-se na área de mesmo nome, situada entre parede anterolateral do esôfago cervical, músculo cricofaríngeo e músculo longitudinal do esôfago.


D

O tratamento dos divertículos de Zenker é indicado para os pacientes sintomáticos com saco herniado maior que 15 mm.


E

O tratamento endoscópico dos divertículos de Zenker apresenta taxa de recidiva em torno de 8,5%.

Em relação ao tratamento das lesões esplênicas traumáticas, é correto afirmar que o(a)


A

tratamento cirúrgico pode ser realizado por via aberta ou laparoscópica.


B

embolização da artéria esplênica tem sido um adjuvante eficaz como parte do tratamento conservador da lesão esplênica fechada e penetrante.


C

“padrão‑ouro” do tratamento cirúrgico é a esplenorrafia, que é utilizada em lesões de baço grau IV e V.


D

novo sistema de classificação – escala de WSES (World Society of Emergency Surgery) – leva em consideração a condição do paciente, a anatomia das lesões e se o paciente é adulto ou criança.


E

profilaxia contra Staphylococcus aureus, Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae deve ser realizada mesmo quando a conduta for conservadora.

As hemorragias digestivas apresentam diversas etiologias. A opção que contempla um diagnóstico diferencial para hemorragia que esteja associado aos seus respectivos achados clínico-endoscópicos é:


A

fístulas aortoentéricas e gastrites: não são diagnósticos diferenciais para hemorragia digestiva


B

lesão de Dieulafoy: sua clínica é representada pela tríade de Quincke; ao exame endoscópico é possível observar a saída de sangue pela ampola de Vater


C

hemobilia: associada à libação alcoólica com vômitos de repetição; acomete, normalmente, mucosa e submucosa na região adjacente à junção esofagogástrica


D

ectasia vascular antral gástrica: conhecida como “estômago em melancia”; à EDA, apresenta-se como dilatação de vênulas que convergem para o antro gástrico


E

laceração de Mallory-Weiss: mais comumente localizada na pequena curvatura; ao exame endoscópico, pode ser identificada como um ponto de sangramento, envolto por mucosa normal

A classificação de Forrest estima o risco de sangramento de úlceras pépticas hemorrágicas e é muito empregado na prática médica. O achado de hematina na endoscopia digestiva alta representa a seguinte classificação de Forrest:


A

I A


B

I B


C

II A


D

II B


E

II C

Uma mulher, 25 anos, chega à consulta com o gastroenterologista com relato de queimação no peito e regurgitação de conteúdo ácido, além de apresentar uma tosse crônica há 1 ano. O médico, diante da suspeita clínica de doença do refluxo gastroesofágico, prescreve um inibidor de bomba de prótons por 8 semanas como prova terapêutica. A melhor prescrição para esse momento, na condução do caso, é:


A

esomeprazol 40mg/ dia


B

pantoprazol 20 mg/ dia


C

lansoprazol 60mg/ dia


D

omeprazol 80mg/ dia


E

rabeprazol 40mg/dia

Alguns tumores malignos localizados nas proximidades da ampola de Vater podem evoluir com a obstrução da via biliar principal e a consequente estase da drenagem de seu conteúdo, cursando com as especificidades de cada subtipo. Variando de acordo com a sua localização, as manifestações clínicas e a proposta terapêutica direcionada, sobre as neoplasias periampulares, é correto afirmar que:


A

diagnóstico de carcinoma periampular de duodeno pode ser feito por meio da endoscopia e, se ressecável, está indicada a cirurgia de Whipple


B

a vesícula biliar palpável e dolorosa representa o sinal de Courvoisier-Terrier, patognomônico para tumores periampulares


C

o colangiocarcinoma distal não apresenta a vesícula de Courvoisier-Terrier como um marcador de sua clínica


D

o diagnóstico do adenocarcinoma da ampola de Vater não pode ser feito através da CPRE


E

os carcinomas da cabeça do pâncreas representam a minoria das neoplasias periampulares

Leandro, 50 anos, está internado há 3 dias devido a um quadro de pancreatite aguda. Vem evoluindo bem desde então, com controle da dor e início de aceitação dietética. Na busca pela etiologia que levou ao quadro, a equipe médica do hospital solicitou a realização de uma ultrassonografia de abdome, que não apresentou alterações que justificassem o quadro. Leandro relata ser hipertenso e diabético controlado por medicamentos e, além disso, alega nunca ter ingerido bebida alcoólica. A opção que descreve a correta avaliação do caso é:


A

no Brasil, a principal causa de pancreatite aguda é o alcoolismo


B

a ultrassonografia endoscópica não é uma opção indicada para o seguimento de Leandro


C

a ausência de cálculos na vesícula biliar não descarta a origem litiásica da pancreatite aguda


D

o sinal de Cullen pode ser observado no exame físico como uma equimose na região dos flancos


E

os níveis de amilase e lípase séricos estão diretamente relacionados à gravidade do quadro da pancreatite

Uma mulher, 30 anos, com quadro de diarreia há 6 meses, anemia ferropriva, dermatite herpetiforme e positividade para o IgA antitransglutaminase tecidual, realizou uma endoscopia digestiva alta que evidenciou, na porção mais distal do duodeno, “atrofia de vilosidades e infiltrado linfocitário”. Diante do diagnóstico da paciente, a melhor orientação a ser seguida é:


A

a proibição rigorosa da ingestão de pães, cerveja, semolina e centeio


B

a realização de uma nova endoscopia digestiva alta após um mês sem restrições dietéticas


C

a readequação de hábitos alimentares para uma dieta completamente livre de trigo, leite e cevada


D

nenhum tipo de restrição alimentar é necessário, visto que se trata de uma doença inflamatória intestinal


E

a repetição da endoscopia, pois essa, para o diagnóstico, deveria ter sido realizada mediante a supressão do glúten da dieta

Neonato, sexo masculino, logo após o nascimento iniciou quadro de vômitos biliosos. Radiografia simples do abdômen mostrou sinal da “dupla bolha”.


A principal hipótese diagnóstica é:


A

enterocolite necrotizante.


B

estenose hipertrófica do piloro.


C

atresia de íleo.


D

atresia de duodeno.


E

moléstia de Hirschsprung.

Mulher de 58 anos, sem histórico de uso de anti-inflamatórios não esteroidais, tabagismo ou consumo de álcool, apresenta dor epigástrica crônica, de intensidade moderada, associada à saciedade precoce e náuseas. Endoscopia digestiva alta revela úlcera gástrica de 1,5 cm no antro. Testes para Helicobacter pylori (respiratório e histológico) foram negativos. Exames laboratoriais, incluindo hemograma e função hepática, são normais.


Qual o próximo passo mais indicado no manejo?


A

Tratamento empírico com inibidor de bomba de prótons por 8 semanas e acompanhamento clínico.


B

Realização de biópsias repetidas da úlcera para excluir malignidade.


C

Monitorar a evolução da úlcera com endoscopias seriadas após 12 semanas.


D

Indicar cirurgia de ressecção gástrica.


E

Iniciar tratamento com antibióticos empíricos para Helicobacter pylori oculto.

Um paciente de 70 anos, com história de úlcera péptica ativa e um episódio de sangramento gastrointestinal ocorrido há 3 semanas, apresenta-se com dispneia aguda e dor torácica. A angiotomografia de tórax revela tromboembolismo pulmonar em artérias segmentares bilaterais. Apesar da estabilidade hemodinâmica, o paciente ainda apresenta anemia leve com hemoglobina de 10 g/dL.


Qual é a melhor opção de tratamento?


A

Filtro de veia cava inferior


B

Anticoagulação com heparina de baixo peso molecular


C

Trombolíticos intravenosos


D

Anticoagulação oral com apixabana


E

Observação e manejo clínico conservador

Um homem, 81 anos, institucionalizado, portador de HAS controlada por meio de medicações, deu entrada no pronto atendimento com quadro de dor constante, distensão abdominal e parada da eliminação de flatos e fezes há um dia. O médico, diante da suspeita, solicita a rotina de abdome agudo, que revela uma alça intestinal muito dilatada que se estende da pelve esquerda até o andar superior de abdome, sendo descrita como o sinal do “U invertido” e ausência de dilatações a montante. Ao exame físico, o paciente não apresenta alterações nos sinais vitais, bem como um abdome doloroso à palpação, porém, há ausência de peritonite ou sinais de necrose colônica. Nesse caso, a melhor conduta inicial diante da principal hipótese para o quadro do paciente consiste em:


A

remoção manual do fecaloma e lavagem intestinal


B

medidas de suporte e reavaliação em 48 horas


C

descompressão colonoscópica


D

sigmoidectomia eletiva


E

cirurgia de urgência

Os exames endoscópicos são utilizados na prática com diversos fins e intenções, variados desde método de rastreio para doenças, meio diagnóstico e até terapêutico, de acordo com cada caso. Feita de maneira eletiva, a endoscopia exige uma série de preparos para sua melhor realização e segurança do paciente. Com relação ao preparo para a realização dos exames endoscópicos, é correto afirmar que:


A

todos os procedimentos endoscópicos necessitam de antibioticoprofilaxia


B

os enemas não são utilizados no preparo intestinal para a retossigmoidoscopia flexível


C

algumas soluções podem ser empregadas no preparo intestinal para colonoscopia, como, por exemplo, o manitol e o polietilenoglicol


D

para o estudo do esôfago de um paciente, sabidamente sem comorbidades, por meio de cápsula endoscópica, é indicado um jejum de, no mínimo, 12 horas


E

alguns exames, como ECG, hemograma e raio-x de tórax, devem ser recomendados de rotina para todos os pacientes que forem realizar endoscopia eletiva

Um paciente foi submetido à endoscopia digestiva alta que evidenciou a presença de uma úlcera duodenal cicatrizada e com aspecto avermelhado, sem depósito de fibrina.


De acordo com a classificação de Sakita, essa úlcera é do tipo:


A

A2


B

H1


C

H2


D

S1


E

S2

Sobre hemorragia digestiva baixa, assinale a alternativa correta.


A

A colonoscopia deve ser realizada dentro de 24 horas em todos os pacientes com hemorragia digestiva baixa.


B

A diverticulose colônica é a causa mais comum de hemorragia digestiva baixa em idosos.


C

A angiografia é o primeiro exame a ser realizado em todos os pacientes com hemorragia digestiva baixa.


D

A maioria dos casos de hemorragia digestiva baixa se origina no intestino delgado.


E

A sigmoidoscopia rígida é o exame de escolha em pacientes estáveis.

Homem, 73 anos, apresentando hemorragia digestiva baixa, foi submetido à colonoscopia que evidenciou angiodisplasias em cólon direito. O paciente apresentou estabilidade, hemoglobina = 10,2 g/dl. Qual é a conduta mais apropriada para o tratamento do paciente?


A

Observação clínica, sem intervenção adicional.


B

Coagulação com plasma de argônio da lesão detectada.


C

Ligadura elástica da angiodisplasia.


D

Cirurgia eletiva para ressecção do segmento afetado (cólon direito).


E

Injeção de solução esclerosante em angiodisplasia.

O tratamento endoscópico adequado para paciente estável com hematoquezia, com colonoscopia evidenciando divertículos e um deles com vaso visível, é:


A

Ligadura elástica do divertículo com o vaso.


B

Injeção de adrenalina no divertículo sangrante.


C

Observação clínica e repetição da colonoscopia em 48 horas.


D

Ressecção endoscópica do divertículo afetado.


E

Aplicação de clipes hemostáticos no local do vaso visível.

Considerando as lesões iatrogênicas da via biliar principal durante a colecistectomia, assinale a alternativa incorreta.


A

Na ausência de um ducto cístico longo, o mais prudente é proceder à ligadura na altura do infundíbulo vesicular.


B

Pacientes com lesões identificadas em reoperações de urgência (pós‑operatório recente) devem ser submetidos ao tratamento definitivo o mais rápido possível.


C

Lacerações parciais da via biliar devem ser tratadas com dreno de Kehr.


D

Os principais fatores de risco são vesícula escleroatrófica, aderências perivesiculares, colecistite aguda e variações anatômicas.


E

A cirurgia videolaparoscópica tem maior incidência de lesão que a cirurgia aberta.

   
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