Questões de Concurso sobre Endoscopia Digestiva

 
 
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Durante a coleta de biópsias para pesquisa de Helicobacter pylori, para otimizar a sensibilidade diagnóstica, é correto:


A

Suspender IBP por pelo menos 2 semanas antes da biópsia.


B

Coletar as amostras exclusivamente da grande curvatura.


C

Fazer antibioticoterapia prévia para aumentar a sensibilidade do teste.


D

Restringir biópsias ao antro.


E

Fazer jejum prolongado para melhorar a detecção do micro-organismo.

Em relação ao diagnóstico endoscópico das esofagites e às indicações de biópsia esofágica, assinale a alternativa correta.


A

A presença de esofagite com erosões planas e simétricas no terço distal dispensa biópsia, mesmo em pacientes imunossuprimidos.


B

A obtenção de amostras de tecido está indicada em esofagite com úlceras profundas, lesão nodular ou em pacientes com disfagia, mesmo sem erosões.


C

A biópsia da mucosa esofágica deve ser realizada rotineiramente em todos os pacientes com esofagite erosiva para confirmação diagnóstica de DRGE.


D

A classificação de Los Angeles não possui correlação clínica significativa com os níveis de exposição ácida no esôfago.


E

A mucosa esofágica com aspecto endoscópico normal deve sempre ser biopsiada para rastreio de esôfago de Barrett em pacientes com pirose crônica.

Assinale a assertiva correta sobre o manejo endoscópico do sangramento gastrointestinal com provável origem no intestino delgado.


A

A cápsula endoscópica deve ser evitada como exame inicial em pacientes com sangramento obscuro ativo, devido ao risco elevado de retenção da cápsula e baixa acurácia diagnóstica nesse contexto.


B

A enteroscopia por balão único é superior à cápsula endoscópica em sensibilidade diagnóstica inicial em pacientes com sangramento oculto obscuro.


C

A realização precoce de cápsula endoscópica (idealmente nas primeiras 48 horas) em pacientes com sangramento obscuro contínuo ou recorrente aumenta a taxa de detecção de lesões no intestino delgado.


D

Em pacientes com sangramento obscuro persistente, a abordagem preferencial é repetir a colonoscopia, mesmo que a anterior tenha sido adequada e completa.

Paciente feminina, de 59 anos, será submetida a ecoendoscopia para avaliação de lesão cística pancreática sugestiva de neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN). Conforme as Diretrizes de Kyoto (2024), são sinais preocupantes (sinais de alerta) nas IPMNs:


A

paredes do cisto espessadas, nódulo mural < 5 mm e ducto pancreático principal > 5 mm.


B

ducto pancreático principal > 10 mm, icterícia e elevação de CEA.


C

icterícia, cisto > 2 cm e alteração abrupta do calibre do ducto pancreático.


D

nódulo mural > 5 mm, calcificações intraductais e alteração abrupta do calibre do ducto pancreático.

Durante endoscopia de vigilância em paciente com esôfago de Barrett longo, qual a conduta mais adequada?


A

Usar cromoendoscopia virtual e só fazer biópsias dirigidas para as áreas suspeitas.


B

Usar cromoendoscopia com ácido acético e, na ausência de área suspeita, fazer biópsias aleatórias a cada 2 cm nos 4 quadrantes.


C

Usar somente endoscopia com luz branca e fazer biópsias aleatórias a cada 1 cm nos 4 quadrantes.


D

Usar cromoendoscopia com ácido acético e só fazer biópsias dirigidas para a área suspeita.

Assinale a assertiva correta sobre o diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), de acordo o Consenso de Lyon, atualizado em 2024.


A

Qualquer grau de esofagite erosiva pela classificação de Los Angeles é suficiente para o diagnóstico de DRGE.


B

Esofagite erosiva nos graus A e B de Los Angeles não são suficientes para o diagnóstico de DRGE.


C

Teste terapêutico com inibidores de bombas de prótons por 4 semanas é recomendado para o diagnóstico de DRGE em pacientes que apresentam tosse crônica como sintoma isolado, não necessitando de exames complementares.


D

Esofagite erosiva em graus B, C e D de Los Angeles, esôfago de Barrett comprovado por biópsia ou estenose péptica do esôfago são suficientes para o diagnóstico de DRGE.

A colangite aguda é reconhecida como condição potencialmente letal que requer internação e tratamento imediato. Nesses casos, o tratamento de escolha é a colangiopancreatografi a retrógrada endoscópica. Acerca disso, pode-se afirmar que:


A

a esfincterectomia não se relaciona diretamente com os casos com coledocolitíase


B

deve ser realizada em até 72h da admissão, sob pena de aumento da mortalidade


C

prescinde de cuidados clínicos e estabilização inicial devido à urgência do quadro clínico


D

em pacientes instáveis, a realização apenas de inserção de prótese para drenagem deve ser considerada

De acordo com o último guideline da Sociedade Americana de Endoscopia Gastrointestinal, um paciente com preditores muito fortes para diagnóstico de coledocolitíase apresenta:


A

pancreatite aguda biliar


B

enzimas hepáticas alteradas


C

bilirrubina total maior que 2 mg/dL


D

cálculo no colédoco visualizado à ultrassonografia

Sobre a eficácia, a segurança e os resultados do POEM (miotomia endoscópica peroral) no tratamento da acalasia, assinale a alternativa correta.


A

O POEM está associado a elevadas taxas de perfuração esofágica (superior a 5%) e sangramento grave, o que limita seu uso clínico.


B

A média de pressão do esfíncter esofagiano inferior permanece inalterada após o POEM, sendo necessária a reintervenção precoce na maioria dos casos.


C

A taxa de sucesso clínico do POEM após doze meses é inferior a 80% em pacientes com acalasia tipo II.


D

O principal benefício do POEM em longo prazo é a redução da incidência de refluxo ácido distal em comparação a miotomia cirúrgica (cirurgia de Heller).


E

A maioria dos eventos adversos relacionados ao POEM pode ser manejada por via endoscópica, com baixa taxa de complicações graves.

Durante a abordagem endoscópica de estenoses benignas do esôfago, qual fator aumenta o risco de perfuração durante a dilatação?


A

Estenoses anelares curtas (<1 cm).


B

Dilatação progressiva com balões de pequeno diâmetro (<10 mm).


C

Estenoses complexas (>2 cm, irregulares e tortuosas).


D

Etiologia péptica controlada por IBP.


E

Presença de membranas esofágicas superiores.

Paciente do sexo masculino, 56 anos, branco, com IMC de 32 kg/m2 , tabagista, está com sintomas de pirose há mais de oito anos, controlados com uso regular de inibidores de bomba de prótons (IBP). Nunca realizou endoscopia digestiva alta. Atualmente, não apresenta sintomas de alarme.


Qual a melhor conduta em relação à realização de EDA?


A

A EDA estará indicada apenas se houver falha terapêutica com os IBPs ou surgimento de disfagia no futuro.


B

Não há indicação de EDA, visto que o paciente apresenta boa resposta à terapia com IBP.


C

Deve-se indicar ph-metria de 24 horas antes da EDA para confirmação diagnóstica de doença do refluxo.


D

A EDA está indicada apenas para aqueles com histórico de esofagite erosiva ou estenose péptica prévias.


E

A EDA está indicada por tratar-se de paciente com múltiplos fatores de risco para esôfago de Barrett.

Considerando o manejo endoscópico da úlcera péptica hemorrágica com vaso visível, assinale alternativa correta.


A

Apenas o uso de inibidor de bomba pós-procedimento já é suficiente.


B

A injeção de adrenalina isolada é a melhor estratégia terapêutica.


C

A hemorragia resfriada (água gelada) é o primeiro passo da hemostasia.


D

O clipe endoscópico é contraindicado em lesões do bulbo duodenal.


E

A aplicação combinada de métodos mecânicos e injeção é preferencial.

Sobre o início da alimentação enteral após a realização de gastrostomia endoscópica percutânea (PEG), assinale a alternativa correta.


A

A alimentação por PEG deve ser iniciada preferencialmente após 24 horas, para reduzir risco de complicações como aspiração e infecção.


B

A maioria dos estudos randomizados demonstra que o início precoce aumenta a mortalidade em trinta dias, ainda que sem impacto na taxa de aspiração.


C

O início precoce da alimentação, em até quatro horas após a PEG, está associado a aumento de eventos adversos e, por isso, não é recomendado.


D

A alimentação por PEG deve ser adiada por pelo menos seis horas nos pacientes que utilizaram sedação consciente, devido ao risco de íleo.


E

A ASGE recomenda o início precoce da alimentação por PEG (em até quatro horas), por não haver aumento significativo de complicações.

Paciente do sexo masculino, 38 anos, procura atendimento por episódios recorrentes de epistaxe desde a adolescência, além de queixas recentes de fadiga e dispneia aos esforços leves. Ao exame físico, observa-se presença de múltiplas lesões puntiformes vermelhas em lábios, língua e leito ungueal, que desaparecem à digitopressão. A oximetria de pulso revela saturação basal de 89%. Exames laboratoriais mostram anemia ferropriva. A endoscopia digestiva alta evidenciou múltiplas telangiectasias gástricas e duodenais. Tomografia de tórax revela shunts arteriovenosos pulmonares.


Com base nesse quadro clínico, qual é o diagnóstico mais provável?


A

Angiodisplasia intestinal esporádica.


B

Síndrome de Peutz-Jeghers.


C

Síndrome de Rendu-Osler-Weber.


D

Doença de von Willebrand tipo 1.


E

Síndrome de Kasabach-Merritt.

Considerando o exame inicial completo até o íleo, realizado com preparo adequado, será recomendada nova colonoscopia em


A

6 meses.


B

1 ano.


C

3 anos.


D

5 anos.

Mulher de 45 anos realizou consulta médica de rotina por dor abdominal. Relata antecedente de TVP há 5 meses, em uso de rivaroxabana, 20 mg por dia. Refere hipertensão arterial e diabetes em uso de metformina, enalapril e hidroclorotiazida. Relata ainda insuficiência renal crônica pré-dialítica com clearence de creatinina de 25 mL/min. O exame físico é normal. Na tomografia computadorizada com contraste, observou-se uma lesão cística na cabeça do pâncreas. Irá realizar ecoendoscopia com biópsia e aspiração com agulha fina para melhor avaliação.


A conduta mais indicada com relação ao anticoagulante no paciente desse caso clínico é


A

suspender 10 dias antes do procedimento.


B

não é necessário suspender, pois o exame tem baixo risco de sangramento.


C

suspender 4 dias antes do procedimento.


D

suspender 1 dia antes do procedimento.


E

suspender 7 dias antes do procedimento.

Sobre a doença diverticular dos cólons, a opção que apresenta corretamente uma de suas complicações é:


A

a diverticulite aguda não complica com a formação de fístulas


B

a complicação mais comum da diverticulite aguda é a fístula para o intestino delgado


C

de maneira geral, o local mais comum de ocorrência da diverticulite aguda é o cólon direito


D

de maneira geral, o local mais comum de ocorrência dos sangramentos na diverticulose é o cólon esquerdo


E

a diverticulose, na maioria dos casos, se apresenta de forma assintomática, sendo descoberta, ao acaso, durante uma colonoscopia

Um paciente de 30 anos consulta um gastroenterologista preocupado, pois seu pai foi diagnosticado com câncer colorretal aos 47 anos. Ele está saudável e sem sintomas, mas deseja saber qual a melhor forma de realizar a prevenção, considerando o histórico familiar.


Com base nas diretrizes mais recentes, qual seria o protocolo de rastreamento mais adequado para esse paciente?


A

Iniciar colonoscopia aos 35 anos, repetida a cada 5 anos, e realizar exame de sangue oculto nas fezes anualmente.


B

Iniciar colonoscopia aos 45 anos, repetida a cada 5 anos, e realizar exame de sangue oculto nas fezes a cada 1 ano.


C

Iniciar exame de sangue oculto nas fezes aos 40 anos, repetido a cada 3 anos, e monitorar CEA anualmente.


D

Iniciar colonoscopia aos 37 anos, repetida a cada 5 anos.


E

Realizar colonoscopia imediatamente pelo alto risco, repetida a cada 5 anos, e monitorar sangue oculto nas fezes anual.

Selma, 70 anos, chega ao pronto atendimento com relato de fezes enegrecidas e fétidas, com aspecto em “borra de café” há 3 dias. A paciente encontra-se levemente hipocorada, porém hemodinamicamente estável, sendo, então, indicada uma colonoscopia. De acordo com o caso descrito, quanto à origem do sangramento de Selma, pode-se afirmar que:


A

o aspecto em “borra de café” do conteúdo fecal indica um sangramento de pequena quantidade


B

não é possível, somente com as informações fornecidas, precisar a origem do local de sangramento


C

trata-se, com certeza, de um quadro de hemorragia digestiva baixa, pois se exteriorizou em meio às fezes


D

trata-se, com certeza, de um quadro de hemorragia digestiva alta, pois a melena indica que o sangue passou por digestão


E

a hemorragia digestiva de Selma pode ser tanto de origem alta como de origem baixa, uma vez que a hematoquezia descrita ocorre nos dois espectros

A endoscopia do intestino delgado, incluindo enteroscopia e cápsula endoscópica, é uma ferramenta essencial para o diagnóstico de várias patologias intestinais. Considerando as técnicas e indicações de cada procedimento, assinale a afirmativa correta.


A

A cápsula endoscópica é contraindicada em pacientes com histórico de cirurgia abdominal devido ao risco aumentado de perfuração.


B

A enteroscopia com balão duplo permite intervenção terapêutica, como polipectomia ou dilatação, mas é limitada a exames do jejuno proximal.


C

A enteroscopia por propulsão (push enteroscopy) é o método preferido para a avaliação de sangramento oculto de origem obscura no intestino delgado.


D

A cápsula endoscópica pode ser utilizada como procedimento diagnóstico inicial em pacientes com suspeita de doença de Crohn não diagnosticada por endoscopia convencional.

   
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