Questões de Concurso sobre Endoscopia Digestiva

 
 
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Sobre o risco de sangramento relacionado à dilatação endoscópica de estenoses do trato digestivo alto, assinale a alternativa correta.


A

A dilatação de estenoses gástricas inflamatórias em pacientes com doença de Crohn apresenta risco negligenciável de sangramento (inferior a 0,5%).


B

O tipo de dilatador utilizado (balão ou bougie) é um fator determinante na ocorrência de sangramentos durante dilatação de estenoses esofágicas benignas.


C

A taxa de sangramento clinicamente significativo após dilatação endoscópica de estenoses anastomóticas em cirurgia bariátrica é inferior a 1%.


D

A dilatação de estenoses esofágicas em pacientes com esofagite eosinofílica (EoE) apresenta risco significativamente maior de sangramento clinicamente relevante quando comparada à população geral.


E

Estenoses gástricas pós-esofagectomia apresentam o maior risco de sangramento clinicamente significativo relacionado a dilatação endoscópica.

Paciente de 47 anos, previamente hígido, procura o pronto-socorro após impactação alimentar durante o jantar. Relata odinofagia, sialorreia e sensação de bolo precordial. Radiografia simples não demonstra presença de corpo estranho no trato digestivo superior. A equipe médica identifica que o paciente está estável hemodinamicamente, mas com dificuldade em deglutir saliva, encontra-se agitado e se recusa a deitar para exame físico.


Qual a conduta mais adequada?


A

Iniciar glucagon endovenoso e observar por 24 horas; endoscopia está contraindicada na vigência de sintomas exacerbados.


B

Iniciar proteção gástrica e aguardar passagem espontânea, pois 80% dos corpos estranhos serão eliminados.


C

Realizar endoscopia para remoção do corpo estranho, idealmente nas primeiras seis horas.


D

Administrar escopolamina e manter jejum. Realizar endoscopia se os sintomas persistirem após 48 horas.


E

Solicitar tomografia de tórax antes de endoscopia, dado o risco de perfuração já instaurada.

Paciente de 42 anos, HIV positivo, com contagem de CD4 inferior a 50 células/mm3 , apresenta odinofagia e disfagia progressiva há quatro dias. A EDA revela úlceras esofágicas profundas e bem definidas.


Considerando a hipótese de esofagite infecciosa, qual é a conduta mais adequada para coleta de amostras endoscópicas?


A

Coletar biópsias do bordo das úlceras para pesquisa de citomegalovírus (CMV).


B

A cultura viral é o método diagnóstico de escolha para esofagite por herpes simples ou CMV.


C

A biópsia endoscópica é dispensável, pois o PCR viral em sangue periférico tem acurácia superior.


D

Coletar biópsias da base das úlceras para investigação de CMV por histologia e imuno-histoquímica.


E

Realizar escovado citológico da mucosa normal para pesquisa de Candida albicans.

Menino, 3 anos de idade, brincava com os presentes no final do aniversário do irmão de 5 anos de idade. O irmão procurou a mãe chorando, dizendo que o irmão engoliu um brinquedo. Havia vários tipos de brinquedo no chão, assustado, o menino não confirmou nem negou ter engolido algo. Estava bem, sem queixas, mas foi levado ao serviço de urgências onde a radiografia de tórax mostrou objeto redondo com duplo halo, com cerca de 25 mm de diâmetro, no terço distal do esôfago.


A conduta indicada ao quadro é:


A

recomendar observação domiciliar com realização de controle radiológico a cada 3 a 4 dias.


B

internação hospitalar, deixar em jejum por 6 a 8 horas, repetir a radiografia antes do procedimento endoscópico em até 12 horas.


C

remoção endoscópica de emergência do objeto, em até 2 horas.


D

ofertar 10 mL de mel a cada hora e repetir a radiografia em 3 horas para avaliar a progressão do objeto.


E

se não houver progressão do objeto, agendar ressonância de tórax em até 24 horas, para avaliar a proximidade do objeto de brônquios e aorta.

Paciente de 42 anos, com diagnóstico de colite ulcerativa extensa há dez anos, encontra-se em remissão clínica e endoscópica. Nunca realizou colonoscopia de vigilância.


Qual das condutas a seguir é mais apropriada para o seguimento desse paciente?


A

A vigilância é indicada somente em casos com pseudopólipos ou histórico de displasia.


B

Pacientes com mucosa endoscopicamente normal não necessitam mais de vigilância.


C

Realizar colonoscopia com cromoscopia e biópsias direcionadas a cada cinco anos, se o paciente estiver assintomático.


D

Realizar colonoscopia com biópsias de vigilância, idealmente com cromoscopia, a cada um a três anos.


E

Iniciar rastreamento após quinze anos de doença, apenas se houver sintomas ou sangramento persistente.

Paciente feminina, de 68 anos, tabagista (52 anos-maço), procurou atendimento por disfagia esofágica progressiva nas últimas 6 semanas (inicialmente para sólidos, progredindo para pastosos e líquidos). Relatou emagrecimento de 8 kg durante o último mês (12% do peso foi perdido em relação ao peso basal) e negou alcoolismo. Referiu pirose 4 vezes/semana e episódios de regurgitação noturna há mais de 20 anos, pelo que fazia uso de antiácidos conforme demanda. Em sua história médica, constavam hipertensão arterial sistêmica e obesidade grau I (IMC de 32 kg/m2 ). Endoscopia digestiva alta estabeleceu o diagnóstico. Com base nas informações, qual o diagnóstico mais provável, qual a localização mais comum da doença e quais os fatores de risco que a paciente apresenta?


A

Adenocarcinoma - esôfago distal - tabagismo, obesidade e doença do refluxo gastroesofágico


B

Adenocarcinoma - esôfago médio - tabagismo e doença do refluxo gastroesofágico


C

Carcinoma escamoso - esôfago distal - tabagismo e alcoolismo


D

Carcinoma escamoso - esôfago médio - tabagismo e doença do refluxo gastroesofágico

Paciente masculino, de 52 anos, foi submetido a colonoscopia para rastreamento de câncer colorretal, realizada por profissional experiente, com taxa de detecção de adenoma adequada e preparo de cólon com escala de Boston 9. O exame identificou duas lesões sésseis, uma medindo 8 mm no cólon ascendente e outra medindo 5 mm no sigmoide, que foram ressecadas com alça de polipectomia. O resultado do exame anatomopatológico de ambas evidenciou adenoma tubular com displasia de baixo grau, com margens de ressecção livres. Com base no quadro, assinale a assertiva correta.


A

Por se tratar de duas lesões adenomatosas com displasia de baixo grau, com < 10 mm, está indicada a repetição em 7-10 anos.


B

Está indicada a repetição do exame em 5 anos, pois eram menos de 3 lesões, com < 10 mm, completamente ressecadas, e de histologia adenomatosa com displasia de baixo grau.


C

Por se tratar de lesões sésseis, múltiplas, de histologia adenomatosa, com displasia, o exame deve ser repetido em 3 anos.


D

O exame deve ser repetido em 1 ano, já que havia mais de uma lesão de histologia adenomatosa.

Paciente feminina, de 35 anos, foi submetida a endoscopia digestiva alta devido à deficiência de vitamina B12. Durante o exame, visualizaram-se mucosa do corpo gástrico com diminuição do pregueamento mucoso e vasos da submucosa com maior visibilidade, além de 3 pequenas lesões sésseis enantematosas com discreta depressão central, medindo aproximadamente 4, 6 e 8 mm de diâmetro. Os pólipos foram removidos com alça de polipectomia e foi coletado material para biópsias gástricas de antro, incisura e corpo. O exame anatomopatológico e a imuno-histoquímica diagnosticaram gastrite crônica corporal com atrofia acentuada e antro dentro da normalidade com Helicobacter pylori positivo - NET gástrico bem diferenciado com Ki67 em 5% das células neoplásicas, com margens de ressecção livres. Trata-se muito provalvelmente de


A

gastrite atrófica secundária a Helicobacter pylori complicada com NET tipo 2 grau 1.


B

gastrite atrófica secundária a Helicobacter pylori complicada com NET gástrico tipo 1 grau 1.


C

gastrite atrófica autoimune complicada com NET gástrico tipo 1 grau 2.


D

gastrite atrófica autoimune complicada com NET gástrico tipo 1 grau 1.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente um exemplo de corante absorptivo (também chamado “vital”) utilizado na cromoendoscopia digestiva.


A

Vermelho de Fenol (phenol red).


B

Ácido acético.


C

Verde de indocianina.


D

Azul de metileno.


E

Índigo carmim.

Durante uma colonoscopia de vigilância em paciente com colite ulcerativa pancolônica, é identificada uma lesão levemente elevada, sem pedículo, com 1,5 mm de altura, localizada em área de mucosa cólica cicatricial.


Segundo a Classificação de Paris, qual é a morfologia correta dessa lesão?


A

IIb – lesão não polipoide plana.


B

Ip – lesão polipoide pediculada.


C

IIa – lesão não polipoide, levemente elevada.


D

Is – lesão polipoide séssil.


E

IIc – lesão deprimida.

Paciente do sexo masculino, 66 anos, tabagista, é submetido a endoscopia digestiva alta por perda ponderal e epigastralgia. O exame mostra uma úlcera gástrica com bordas elevadas e centro fibrinoso.


Qual das seguintes condutas é a mais adequada para investigação de adenocarcinoma gástrico?


A

Proceder diretamente à ressecção endoscópica, pois o achado é sugestivo de lesão precoce.


B

Realizar sete biópsias da borda e da base da úlcera para avaliação histológica.


C

Realizar escovado das bordas da úlcera, com escova citológica, para confirmação diagnóstica.


D

Indicar EUS antes da biópsia para avaliação de invasão da parede gástrica.


E

Repetir a endoscopia em oito semanas, apenas se os sintomas persistirem após IBP.

Com relação às recomendações para otimizar o preparo intestinal antes da colonoscopia, assinale a alternativa correta.


A

O regime em dose única na véspera da colonoscopia está associado a melhores taxas de detecção de adenomas em comparação ao fracionamento da dose.


B

Preparações baseadas em fosfato de sódio são recomendadas como primeira escolha em pacientes idosos, desde que hidratados adequadamente.


C

O uso de dieta exclusivamente líquida no dia anterior ao exame é superior à dieta pobre em resíduos quanto à qualidade do preparo.


D

A orientação escrita associada à orientação verbal, preferencialmente no idioma do paciente, é uma medida efetiva para melhorar a adesão e a qualidade do preparo.


E

A adição rotineira de bisacodil ao preparo com polietilenoglicol melhora significativamente a tolerância e a qualidade da limpeza intestinal.

Sobre os tumores estromais gastrointestinais (GISTs), assinale a alternativa correta.


A

A presença de margens tumorais irregulares e o tamanho superior a 3 cm à ultrassonografia endoscópica (EUS) são achados associados a menor risco de agressividade.


B

GISTs da região gástrica possuem comportamento mais agressivo que aqueles localizados no intestino delgado.


C

A maioria dos GISTs expressa positividade para CD117, e a proteína DOG1 pode ser útil em casos negativos para CD117.


D

GISTs são tumores epiteliais originados principalmente da camada mucosa, e sua principal característica histológica é a positividade para desmina.


E

GISTs costumam surgir da muscularis mucosa, com predileção pela região cólica e esofágica.

Sobre a investigação inicial de pacientes com melena, assinale a alternativa correta.


A

A colonoscopia é o exame inicial de escolha em pacientes com melena.


B

A endoscopia digestiva alta (EDA) deve ser o exame inicial em pacientes com melena, já que a maioria desses casos está associada a sangramento gastrointestinal alto.


C

Melena não está associada a sangramento proveniente do cólon ou do intestino delgado.


D

Pacientes com melena persistente após resultados negativos em EDA e colonoscopia não necessitam de investigação adicional.


E

A melena não aumenta o risco de diagnóstico de câncer colorretal em comparação a pacientes de rastreamento de risco médio.

Sobre o risco de sangramento relacionado à realização de endoscopia digestiva alta (EDA), assinale a alternativa correta.


A

Sangramento clinicamente significativo após EDA é a complicação mais comum, ocorrendo em mais de 10% dos pacientes.


B

Pacientes com idade ≥ 65 anos têm risco aumentado de sangramento clinicamente significativo após EDA.


C

A suspensão de medicamentos antitrombóticos antes da EDA elimina completamente o risco de sangramento clinicamente significativo em pacientes usuários dessa classe de medicação.


D

A maioria dos casos de sangramento durante a EDA ocorre devido a lesões gástricas ou duodenais já presentes antes do procedimento.


E

A realização de biópsias durante a EDA aumenta substancialmente o risco de sangramento clinicamente significativo em pacientes em uso de antitrombóticos.

Com base nas características endoscópicas e ecoendoscópicas de lesões subepiteliais, assinale a alternativa correta.


A

Lipomas apresentam características específicas como coloração amarelada e sinal da “almofada” (pillow sign), sendo frequentemente localizados na submucosa na ecoendoscopia.


B

Os GIST (gastrointestinal stromal tumor) de baixo risco estão associados à hiperecoicidade e geralmente estão localizados na camada submucosa (3ª camada).


C

Cistos de duplicação geralmente se apresentam como hiperecoicas na ecoendoscopia e estão exclusivamente localizados na camada muscular própria (4ª camada).


D

Tumores de glômicos apresentam sinais Doppler positivos e são frequentemente encontrados na 2ª camada na ecoendoscopia.


E

Os GIST malignos são hiperecoicos e localizados na 2ª camada da parede gastrointestinal.

Sobre as recomendações da American Society for Gastrointestinal Endoscopy (ASGE) para o manejo de displasia escamosa esofágica ou carcinoma esofágico de células escamosas em estágio inicial (CEC), assinale a alternativa correta.


A

A dissecção endoscópica submucosa (ESD) é preferida à mucosectomia (EMR) para lesões não ulceradas maiores que 15 mm.


B

A ASGE recomenda contra o uso de ESD para o tratamento do CEC em qualquer cenário clínico devido à baixa qualidade da evidência.


C

Para lesões ulceradas menores que 15 mm, a mucosectomia fatiada (EMR) é recomendada como o método preferido de ressecção.


D

Lesões sem invasão submucosa, independentemente do tamanho, devem ser tratadas exclusivamente com cirurgia.


E

Não há recomendações claras para o manejo do CEC esofágico em estágio inicial para lesões menores que 15 mm.

Com base nas recomendações da ASGE (American Society for Gastrointestinal Endoscopy), assinale a alternativa que apresenta a abordagem sugerida para a escolha entre dissecção endoscópica submucosa (ESD) e ressecção endoscópica de mucosa (EMR) em pacientes com adenocarcinoma gástrico precoce (GAC).


A

A ESD é recomendada para todas as lesões de GAC precoce, independentemente da diferenciação, morfologia ou tamanho.


B

A EMR é preferida para lesões não ulceradas, de tipo intestinal, bem ou moderadamente diferenciadas, com tamanho inferior a 20 mm.


C

A ASGE recomenda a EMR para todas as lesões bem diferenciadas, mesmo que maiores que 20 mm.


D

A ASGE sugere ESD em vez de EMR para lesões bem ou moderadamente diferenciadas, medindo entre 20 e 30 mm.


E

A ASGE indica a ESD para lesões ulceradas, independentemente do tamanho e do tipo histológico.

Com base nas recomendações para o preparo intestinal necessário ao exame de colonoscopia, assinale a alternativa correta.


A

Não há necessidade de personalização do preparo intestinal para pacientes idosos e pacientes com insuficiência renal, pois as formulações disponíveis no mercado são seguras para todos os grupos.


B

A utilização de metoclopramida é fortemente recomendada como adjuvante na preparação intestinal oral.


C

O regime de dose dividida ou a preparação no mesmo dia é recomendado para todos os pacientes, especialmente para colonoscopias realizadas à tarde.


D

Não é necessário documentar a qualidade da preparação intestinal durante a colonoscopia, sendo a qualidade do preparo avaliada pela média da taxa de detecção de adenomas da unidade de endoscopia.


E

Pacientes com preparação intestinal inadequada devem esperar pelo menos dois anos antes de repetir a colonoscopia.

Em relação ao balão intragástrico para obesidade, assinale a alternativa correta.


A

Não há limite máximo de tempo para permanência do balão.


B

O principal risco é a perfuração gástrica precoce.


C

Pode ser indicado como monoterapia definitiva em obesidade grau III.


D

Náuseas e vômitos são efeitos colaterais frequentes no início do tratamento.


E

A profilaxia medicamentosa não interfere nos efeitos adversos iniciais.

   
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