Questões de Concurso sobre Endoscopia Digestiva

 
 
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No manuseio endoscópico de corpos estranhos esofágicos, qual das situações apresentadas a seguir exige intervenção imediata?


A

Fragmento de carne há 48h, paciente estável.


B

Moeda retida há 24h, sem sintomas.


C

Bateria botão no esôfago há 2 horas.


D

Prótese dentária no estômago há 24h.


E

Corpo estranho plástico no estômago há 72h.

Sobre a conduta endoscópica frente a lesões neoplásicas colorretais identificadas durante a colonoscopia, assinale a alternativa correta.


A

A ressecção cirúrgica complementar deve ser considerada na presença de malignidade em lesão séssil, removida por mucosectomia fatiada.


B

A mucosectomia endoscópica (EMR) está indicada mesmo quando se antecipa impossibilidade de ressecção completa da lesão.


C

A polipectomia de pólipos malignos sésseis ou planos é curativa na maioria dos casos, mesmo com invasão submucosa.


D

Lesões planas ou sésseis malignas ressecadas em monobloco por EMR não requerem nova abordagem, independentemente dos achados histológicos.


E

A ressecção cirúrgica complementar é indicada nos pólipos pediculados com câncer confinado à submucosa do pólipo ou pedículo, mesmo quando a histologia é favorável e as margens são livres.

Diante de uma perfuração gastrointestinal, a terapia endoscópica que age diminuindo a presença de fluidos na área do defeito, o que leva à menor proliferação bacteriana e gera ambiente favorável à cicatrização, é a:


A

septotomia


B

inserção de próteses


C

terapia endoscópica a vácuo


D

drenagem com cateteres tipo pigtail

Paciente masculino, de 61 anos, sem comorbidades relevantes, procurou atendimento queixando-se de episódios recorrentes de melena nos últimos 3 meses. Encontrava-se hemodinamicamente estável, sem queda significativa de hemoglobina. Negou uso de anti-inflamatórios não esteroidais ou anticoagulantes. Endoscopia digestiva alta e colonoscopia, ambas completas e com preparo adequado, não evidenciaram a fonte do sangramento. Pesquisa de sangue oculto nas fezes foi positiva, e dosagem de hemoglobina revelou anemia ferropriva leve (hemoglobina de 10,1 g/dl). Com base nas Diretrizes da ASGE (2017) e da ACG (2023), qual das condutas endoscópicas abaixo é a mais apropriada no momento?


A

Solicitar cápsula endoscópica, idealmente dentro de 14 dias do último episódio de melena, como método inicial para avaliação do intestino delgado.


B

Indicar enteroscopia assistida por balão por via anterógrada, uma vez que sua acurácia diagnóstica é superior à da cápsula endoscópica em pacientes com sangramento obscuro crônico.


C

Repetir colonoscopia com técnica retrógrada e magnificação cromoscópica, uma vez que angiodisplasias colônicas podem ser subestimadas em exames convencionais.


D

Realizar arteriografia seletiva de artéria mesentérica superior com injeção de vasoconstritores, mesmo na ausência de sangramento ativo, para diagnóstico e profilaxia de novo sangramento.

Assinale a assertiva incorreta sobre métodos endoscópicos utilizados na avaliação do intestino delgado (intestino médio).


A

Cápsula endoscópica é um método de triagem útil para pacientes com sangramento obscuro, mas apresenta sensibilidade limitada para pacientes com lesões subepiteliais ou extrínsecas.


B

Enteroscopia por balão duplo permite não apenas a visualização da mucosa, mas também a realização de intervenções terapêuticas, como polipectomia, dilatação e hemostasia.


C

A escolha entre a via oral ou a anal na enteroscopia assistida por balão deve considerar o tempo estimado de trânsito da cápsula endoscópica até a lesão suspeita.


D

Enteroscopia por balão está contraindicada para pacientes com anastomoses intestinais prévias, devido ao risco elevado de perfuração.

Associe os achados esofágicos de endoscopia digestiva alta – EDA (coluna da esquerda) às assertivas referentes a doenças do esôfago (coluna da direita).


1 - Estenose péptica

2 - Áreas iodo-negativas no esôfago médio à aplicação de solução de Lugol

3 - Esôfago normal à endoscopia

4 - Traquealização, estrias longitudinais e exsudatos (pontilhado fino) no esôfago

5 - Esofagite grau D de Los Angeles


( ) Apresenta achados sugestivos de esofagite eosinofílica.

( ) Apresenta achados sugestivos de displasia ou carcinoma escamoso do esôfago.

( ) Confirma o diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

( ) É o achado mais comum de EDA em pacientes com sintomas de DRGE.

( ) É complicação de DRGE que pode gerar disfagia e, por vezes, requer dilatações endoscópicas.


A sequência numérica correta, de cima para baixo, da coluna da direita, é


A

3 – 1 – 2 – 5 – 4


B

3 – 1 – 5 – 2 – 4


C

4 – 2 – 3 – 5 – 1


D

4 – 2 – 5 – 3 – 1

Assinale a alternativa que contempla uma condição com alta probabilidade de malignização de uma neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN malignizada).


A

Cisto > 3 cm de diâmetro


B

Diâmetro do ducto pancreático principal entre 5-9 mm


C

Pancreatite associada


D

Nódulo mural > 10 mm de diâmetro com realce do contraste

Sobre a investigação inicial de pacientes com melena, assinale a alternativa correta.


A

A colonoscopia é o exame inicial de escolha em pacientes com melena.


B

A endoscopia digestiva alta (EDA) deve ser o exame inicial em pacientes com melena, já que a maioria desses casos está associada a sangramento gastrointestinal alto.


C

Melena não está associada a sangramento proveniente do cólon ou do intestino delgado.


D

Pacientes com melena persistente após resultados negativos em EDA e colonoscopia não necessitam de investigação adicional.


E

A melena não aumenta o risco de diagnóstico de câncer colorretal em comparação a pacientes de rastreamento de risco médio.

Sobre o risco de sangramento relacionado à realização de endoscopia digestiva alta (EDA), assinale a alternativa correta.


A

Sangramento clinicamente significativo após EDA é a complicação mais comum, ocorrendo em mais de 10% dos pacientes.


B

Pacientes com idade ≥ 65 anos têm risco aumentado de sangramento clinicamente significativo após EDA.


C

A suspensão de medicamentos antitrombóticos antes da EDA elimina completamente o risco de sangramento clinicamente significativo em pacientes usuários dessa classe de medicação.


D

A maioria dos casos de sangramento durante a EDA ocorre devido a lesões gástricas ou duodenais já presentes antes do procedimento.


E

A realização de biópsias durante a EDA aumenta substancialmente o risco de sangramento clinicamente significativo em pacientes em uso de antitrombóticos.

Com base nas características endoscópicas e ecoendoscópicas de lesões subepiteliais, assinale a alternativa correta.


A

Lipomas apresentam características específicas como coloração amarelada e sinal da “almofada” (pillow sign), sendo frequentemente localizados na submucosa na ecoendoscopia.


B

Os GIST (gastrointestinal stromal tumor) de baixo risco estão associados à hiperecoicidade e geralmente estão localizados na camada submucosa (3ª camada).


C

Cistos de duplicação geralmente se apresentam como hiperecoicas na ecoendoscopia e estão exclusivamente localizados na camada muscular própria (4ª camada).


D

Tumores de glômicos apresentam sinais Doppler positivos e são frequentemente encontrados na 2ª camada na ecoendoscopia.


E

Os GIST malignos são hiperecoicos e localizados na 2ª camada da parede gastrointestinal.

Sobre as recomendações da American Society for Gastrointestinal Endoscopy (ASGE) para o manejo de displasia escamosa esofágica ou carcinoma esofágico de células escamosas em estágio inicial (CEC), assinale a alternativa correta.


A

A dissecção endoscópica submucosa (ESD) é preferida à mucosectomia (EMR) para lesões não ulceradas maiores que 15 mm.


B

A ASGE recomenda contra o uso de ESD para o tratamento do CEC em qualquer cenário clínico devido à baixa qualidade da evidência.


C

Para lesões ulceradas menores que 15 mm, a mucosectomia fatiada (EMR) é recomendada como o método preferido de ressecção.


D

Lesões sem invasão submucosa, independentemente do tamanho, devem ser tratadas exclusivamente com cirurgia.


E

Não há recomendações claras para o manejo do CEC esofágico em estágio inicial para lesões menores que 15 mm.

Com base nas recomendações da ASGE (American Society for Gastrointestinal Endoscopy), assinale a alternativa que apresenta a abordagem sugerida para a escolha entre dissecção endoscópica submucosa (ESD) e ressecção endoscópica de mucosa (EMR) em pacientes com adenocarcinoma gástrico precoce (GAC).


A

A ESD é recomendada para todas as lesões de GAC precoce, independentemente da diferenciação, morfologia ou tamanho.


B

A EMR é preferida para lesões não ulceradas, de tipo intestinal, bem ou moderadamente diferenciadas, com tamanho inferior a 20 mm.


C

A ASGE recomenda a EMR para todas as lesões bem diferenciadas, mesmo que maiores que 20 mm.


D

A ASGE sugere ESD em vez de EMR para lesões bem ou moderadamente diferenciadas, medindo entre 20 e 30 mm.


E

A ASGE indica a ESD para lesões ulceradas, independentemente do tamanho e do tipo histológico.

Com base nas recomendações para o preparo intestinal necessário ao exame de colonoscopia, assinale a alternativa correta.


A

Não há necessidade de personalização do preparo intestinal para pacientes idosos e pacientes com insuficiência renal, pois as formulações disponíveis no mercado são seguras para todos os grupos.


B

A utilização de metoclopramida é fortemente recomendada como adjuvante na preparação intestinal oral.


C

O regime de dose dividida ou a preparação no mesmo dia é recomendado para todos os pacientes, especialmente para colonoscopias realizadas à tarde.


D

Não é necessário documentar a qualidade da preparação intestinal durante a colonoscopia, sendo a qualidade do preparo avaliada pela média da taxa de detecção de adenomas da unidade de endoscopia.


E

Pacientes com preparação intestinal inadequada devem esperar pelo menos dois anos antes de repetir a colonoscopia.

Em relação ao balão intragástrico para obesidade, assinale a alternativa correta.


A

Não há limite máximo de tempo para permanência do balão.


B

O principal risco é a perfuração gástrica precoce.


C

Pode ser indicado como monoterapia definitiva em obesidade grau III.


D

Náuseas e vômitos são efeitos colaterais frequentes no início do tratamento.


E

A profilaxia medicamentosa não interfere nos efeitos adversos iniciais.

Na avaliação da pancreatite aguda grave de etiologia biliar, qual conduta endoscópica precoce está recomendada nos casos de colangite associada?


A

Colonoscopia terapêutica precoce.


B

CPRE precoce com papilotomia.


C

Colocação de endoprótese duodenal.


D

Punção endoscópica pancreática (EUS-FNA).


E

Enteroscopia terapêutica anterógrada.

Paciente do sexo feminino, 34 anos, com quadro de diarreia crônica, distensão abdominal e perda ponderal, é submetida a EDA com resultado normal e coleta de biópsia duodenal. O laudo histopatológico revela linfocitose intraepitelial, sem atrofia de vilosidades.


Considerando a investigação de doença celíaca, é correto afirmar, que, nesse caso, o diagnóstico de doença celíaca


A

é positivo. A coleta de múltiplas amostras do bulbo duodenal e do duodeno distal é recomendada, mesmo na ausência de lesões endoscópicas.


B

deve ser descartado se não houver atrofia vilositária associada a linfocitose intraepitelial nas amostras obtidas.


C

é definitivo. O melhor método para o controle é a coleta de 4 a 6 fragmentos da segunda porção do duodeno.


D

pode ser descartado, pois a vilosidade atrófica é o principal achado diagnóstico da doença.


E

é inconclusivo. A endoscopia deve ser repetida, e a biópsia de mucosa do duodeno distal deve ser realizada.

Homem de 62 anos, com histórico de cirurgia de Whipple há dois anos por neoplasia periampular, apresenta icterícia colestática, prurido e elevação significativa de bilirrubinas. A tomografia mostra dilatação das vias biliares intra-hepáticas. Inicialmente foi tentada uma abordagem da via biliar assistida por enteroscopia, realizada por um endoscopista sênior que não obteve sucesso.


Qual é a melhor conduta subsequente?


A

Encaminhar para drenagem biliar percutânea, por apresentar risco elevado de eventos adversos com técnicas endoscópicas.


B

Indicar drenagem biliar ecoguiada ou drenagem percutânea, conforme expertise disponível.


C

Indicar cirurgia para nova anastomose biliar, uma vez que a drenagem biliar ecoguiada é contraindicada após cirurgia de Whipple.


D

Repetir a tentativa de CPRE assistida por enteroscopia após revisão do laudo operatório e aumento da sedação.


E

Priorizar uso de antibióticos e observar evolução clínica, pois a maioria dos casos se resolve espontaneamente.

Homem de 65 anos dá entrada no pronto-socorro com melena há 12 horas, associada a episódio de síncope. Refere dispneia leve aos esforços e histórico prévia de insuficiência cardíaca congestiva. Ao exame físico, apresenta-se com PA de 95/60 mmHg e frequência cardíaca de 110 bpm. Os exames laboratoriais revelam ureia de 9,5 mmol/L e hemoglobina de 11,2 g/dL.


Com base na pontuação de Blatchford, qual das condutas a seguir é mais indicada?


A

Alta hospitalar com agendamento de endoscopia ambulatorial.


B

Tratamento conservador ambulatorial com retorno em 48 horas.


C

Colonoscopia eletiva após estabilidade hemodinâmica.


D

Internação hospitalar e endoscopia digestiva alta nas primeiras 24 horas.


E

Observação em unidade de baixa complexidade com IBP oral.

Paciente do sexo feminino, 68 anos, em tratamento para osteoporose, comparece ao pronto atendimento com odinofagia intensa e dor retroesternal há três dias, associadas a febre baixa e mal-estar geral. Refere que os sintomas começaram subitamente após modificação recente de sua prescrição medicamentosa por reumatologista. Nega episódios prévios de refluxo gastroesofágico, mas possui relato de hérnia hiatal aos esforços em endoscopia realizada há um mês. A nova endoscopia digestiva alta evidencia lesão ulcerada profunda, linear, com bordas bem definidas, localizada no terço médio do esôfago, sem sinais ativos de sangramento, porém com suspeita de perfuração mural.


Com base no quadro clínico e endoscópico, qual é o diagnóstico mais provável?


A

Esofagite por agente oportunista.


B

Esofagite por impactação alimentar.


C

Esofagite medicamentosa.


D

Esofagite de refluxo.


E

Síndrome de Boerhaave.

Em relação à doença diverticular do cólon, considerando pacientes com sangramento diverticular agudo, é correto afirmar que:


A

A maioria dos casos requer cirurgia de emergência.


B

A angiografia é sempre indicada antes da endoscopia.


C

O sangramento cessa espontaneamente na maioria dos casos.


D

A embolização angiográfica não é opção terapêutica.


E

A cirurgia eletiva precoce é indicada após o primeiro episódio.

   
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