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Paciente do sexo masculino, 25 anos, HIV positivo sem tratamento, é internado com febre, tosse seca e dispneia. A radiografia de tórax mostra infiltrado intersticial bilateral. A saturação de oxigênio é de 85% em ar ambiente.
Iniciar tratamento para tuberculose pulmonar.
Coletar sorologias para fungos endêmicos.
Administrar sulfametoxazol-trimetoprima.
Realizar broncoscopia com biópsia.
Instituir terapia antirretroviral imediata.
De acordo com a Nota técnica Nº 5/2025-CGHV/DATHI/SVSA/MS para tratamento e retratamento da hepatite C no âmbito do SUS, analise as afirmativas abaixo:
I - Como a hepatite C é uma inflamação que causa necrose e fibrose do fígado, mesmo após a cura, há casos em que é necessário acompanhamento contínuo para a identificação precoce de possíveis quadros de descompensação hepática e carcinoma hepatocelular.
II - Todas as pessoas tratadas, mesmo aquelas com escore APRI (AST to platelet ratio index) < 1 antes do tratamento, têm indicação de realizar exames de imagem, como elastografia ou ultrassonografia, para avaliar o grau de fibrose hepática após o início do tratamento.
III - Pacientes com fibrose avançada (estágio F3) ou cirrose (estágio F4) devem ser rastreados para carcinoma hepatocelular pelo menos uma vez a cada seis meses após a cura. O rastreio deve ser feito com ultrassonografia, podendo ser complementado com outros exames, como alfafetoproteína.
IV - Nos casos de cirrose, ainda deve ser feita vigilância adicional para varizes de esôfago com endoscopia a cada um ou dois anos naqueles que já tinham varizes anteriormente, ou que apresentem evidências (ultrassonográficas ou laboratoriais) de piora da doença hepática.
Em relação às afirmativas acima, é CORRETO afirmar que:
Todas as afirmativas estão corretas.
Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
As parasitoses intestinais são problemas de saúde pública diretamente associados à qualidade do saneamento básico de um território populacional. As amostras de fezes humanas a ser enviadas aos laboratórios de parasitologia podem ser coletadas em frascos contendo solução de acetato de sódio e formalina ácida (SAF). Essas substâncias atuam, principalmente, como:
desodorizante
desagregante
conservante
clarificante
Sobre o quadro de Dengue, responda Verdadeiro (V) ou Falso (F) nas afirmações abaixo.
( ) As sorologias devem ser colhidas após o 6˚ dia do início dos sintomas.
( ) A prescrição de coloide é contra indicada durante qualquer etapa da ressuscitação hemodinamicamente do paciente com dengue grave.
( ) Dengue é sempre uma doença de notificação compulsória no Brasil.
( ) O uso de plasma fresco congelado é contra indicado independente dos exames laboratoriais.
Marque a alternativa que corresponda, na ordem de cima para baixo, à sequência CORRETA.
F – V – F – F.
V – F – V – F.
V – F – V – V.
F – V – V – F.
Homem de 41 anos, pessoa vivendo com HIV, contagem de TCD4 de 46 células/mm³, carga viral de 180.000 cópias/mL, apresenta convulsões e confusão mental há 3 dias. Tomografia de crânio revela lesões múltiplas com realce em anel e edema perilesional.
Foi iniciado tratamento empírico para neurotoxoplasmose. Após 14 dias, não houve melhora clínica nem radiológica.
Dentre as alternativas abaixo, marque a hipótese diagnóstica MAIS PROVÁVEL a ser considerada neste caso.
Leucoencefalopatia multifocal progressiva (LEMP).
Meningite criptocócica.
Tuberculose meningoencefálica.
Linfoma primário do sistema nervoso central.
Mulher cis, 29 anos, profissional do sexo, busca iniciar profilaxia pré-exposição (PrEP) da infecção por HIV. Relata múltiplos parceiros, sexo vaginal e anal receptivo, e uso irregular de preservativo. Não faz uso de medicações contínuas e nega tratamento prévio para hepatite B. Não há sinais clínicos de cirrose. Exame físico do abdome normal.
Exames laboratoriais recentes mostram:
HBsAg: reagente; Anti-HBc total: reagente; HBeAg: não reagente; Anti-HBe: reagente; Anti-HBs: não reagente; aspartato aminotransferase 12 U/L (VR: 5 - 40U/L); TGP 22 U/L (VR: 7 - 56/L); Carga viral HBV: 5.400 UI/mL; Anti-HIV: não reagente; TFG: 86mL/min/1,73m²
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas PrEP HIV 2025, marque a alternativa CORRETA quanto ao uso de PrEP para HIV nesta paciente1.
A PrEP está contraindicada devido à hepatite B ativa, uma vez que existe risco elevado de reativação viral e hepatite fulminante, independente do esquema escolhido; o PCDT 2025 orienta evitar o uso de tenofovir ou lamivudina em indivíduos com replicação ativa do HBV para fins de profilaxia.
A PrEP sob demanda é a estratégia mais segura neste caso, pois reduz a exposição contínua ao tenofovir associado a entricitabina (TDF/FTC) e minimiza risco de toxicidade hepática, sendo igualmente eficaz mesmo em portadores de hepatite B crônica.
A PrEP não deve ser iniciada enquanto houver viremia detectável do HBV, devendo-se priorizar tratamento exclusivo da hepatite B com entecavir antes de qualquer medida preventiva voltada ao HIV, pois tenofovir associado a entricitabina (TDF/FTC) não substitui antivirais específicos contra HBV.
A PrEP com tenofovir associado a entricitabina (TDF/FTC) pode ser iniciada, desde que haja seguimento rigoroso, pois o esquema serve simultaneamente como antiviral ativo contra o HBV. É fundamental alertar sobre risco de exacerbação da hepatite caso a PrEP seja interrompida sem manejo adequado, devendo haver monitoramento clínico e laboratorial regular.
Mulher, 49 anos, apresenta-se ao seu consultório com relatório do reumatologista assistente, por ter recebido diagnóstico de artrite reumatoide, após quadro de 6 meses de evolução de poliartrite de mãos com rigidez matinal. O reumatologista propôs início de imunossupressão, porém preocupou-se com o fato de a paciente ter dito que seu pai, com quem mora, recebeu diagnóstico há 2 meses de tuberculose pulmonar. Nega tosse, febre, perda ponderal ou sudorese noturna.
Porta exames laboratoriais recentes: creatinina 0,57 mg/dL (VR: 0,5-1,2mg/dL), aspartato aminotransferase 20 U/L (VR: 5 - 40U/L), alanina aminotransferase 27 U/L (VR: 7 - 56/L), gama-glutamil transferase 17 U/L (VR: < 50U/L) e Interferon Gamma Release Assay (IGRA) positivo.
Radiografia de tórax sem alterações.
Com base na Nota Informativa Nº 4/2023-CGDR/.DCCI/SVS/MS, marque a alternativa CORRETA.
Diferentemente de outras infecções respiratórias, transmitidas em contatos breves ou casuais, a tuberculose pulmonar exige exposição prolongada e frequente. Portanto, o convívio com o pai, por si só, não indicaria o tratamento de infecção latente por Mycobacterium tuberculosis, neste caso.
Está indicado o início do tratamento de infecção latente por Mycobacterium tuberculosis antes do início do imunossupressor.
A prova tuberculínica pode substituir o IGRA na investigação de infecção latente por Mycobacterium tuberculosis, devendo ser indicado o tratamento apenas se enduração maior ou igual 10mm.
Os esquemas de tratamento de infecção latente por Mycobacterium tuberculosis em imunossuprimidos diferem da população geral, contando com medicações apropriadas a estes indivíduos.
Sobre o uso da profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV, segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de 2025, marque a alternativa CORRETA.
Uma pessoa em uso de PrEP que apresentar sintomas de infecção aguda pelo HIV pode manter o uso da medicação até o resultado de carga viral, pois a probabilidade de selecionar variantes resistentes é considerada desprezível, segundo o PCDT 2025.
A PrEP sob demanda é recomendada para mulheres cis em qualquer situação, desde que haja previsibilidade de ato sexual, pois sua eficácia foi demonstrada de forma equivalente à PrEP diária em todos os estudos disponíveis.
A introdução de PrEP com tenofovir associado a entricitabina (TDF/FTC) está indicada desde que clearance de creatinina ≥ 50mL/min, uma vez que há risco aumentado de nefrotoxicidade mesmo com função renal normal-limítrofe.
A PrEP com tenofovir associado a entricitabina (TDF/FTC) deve ser iniciada preferencialmente no mesmo dia da avaliação clínica, desde que o teste rápido de HIV seja não reagente e não haja sintomas compatíveis com infecção aguda pelo HIV, sendo recomendada a realização de reteste em 30 dias para excluir soroconversão inicial.
São doenças de notificação compulsória, EXCETO
coqueluche.
criptococose.
cólera.
botulismo.
febre amarela.
De acordo com os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, qual é o tratamento recomendado de primeira linha para a sífilis primária em adultos não gestantes?
Penicilina G benzatina 2,4 milhões UI via intramuscular semanalmente por três semanas, totalizando 7,2 milhões UI no tratamento.
Doxiciclina 100 mg via oral duas vezes ao dia por quinze dias, associada a monitoramento sorológico pós-tratamento.
Ceftriaxona 1 g via intramuscular ou intravenosa diariamente por oito a dez dias, com avaliação de alergia prévia.
Ceftriaxona 1 g via intramuscular ou intravenosa diariamente por oito a dez dias, com avaliação de alergia prévia.
Penicilina G procaína 600.000 UI via intramuscular diariamente por dez dias, seguida de dose de manutenção semanal.
O exantema súbito (roséola infantil) é uma doença viral comum na infância, caracterizada por febre alta seguida do surgimento de exantema maculopapular. Qual é o agente etiológico mais frequentemente associado a essa condição?
Herpesvírus humano tipo 6.
Parvovírus B19
Vírus Epstein-Barr.
Vírus do sarampo.
Enterovírus.
Substâncias de origem animal ou vegetal podem ser transportadas pelo ar, através dos chamados bioaerossóis. Alguns reservatórios ambientais agem como amplificadores ou disseminadores de bactérias, fungos, protozoários, vírus, plantas, entre outros agentes. Em centrais de refrigeração, a disseminação de uma bactéria gram-negativa pode causar a doença
de Itai-Itai.
dos legionários.
de Minamata.
descompressiva.
de Shaver.
A terapia antirretroviral (TARV) para pessoas vivendo com HIV/AIDS deve ser iniciada somente quando a contagem de linfócitos T-CD4+ atinge níveis inferiores a 200 células/mm³, a fim de evitar a toxicidade precoce dos medicamentos.
Certo
Errado
Atualmente, existem duas modalidades orais destinadas à profilaxia para pré-exposição (PrEP) ao HIV, a diária e a sob demanda. Sobre tais modalidades, pode-se afirmar que o(a):
regularidade de consultas e exames laboratoriais é maior na PrEp sob demanda
sua prescrição é contraindicada para pessoas que usam terapia hormonal feminilizante
PrEP sob demanda deve ser a modalidade de escolha para pessoas com hepatite B crônica
início da profilaxia deve ser o mais próximo possível da testagem para HIV e no máximo até 14 dias
PrEp oral diária pode ser recomendada para qualquer pessoa acima de 15 anos e com mais de 35 kg
Os indicadores e as metas para eliminação da transmissão vertical da hepatite B são usados para medir a qualidade e a capacidade dos sistemas de informação, a fim de detectar casos da doença. No que se refere aos indicadores de impacto referentes à hepatite B, pode-se citar a taxa de:
transmissão vertical do HIV
incidência de sífilis congênita
proporção de gestantes com testagem pré-natal
cobertura mínima de quatro consultas no pré-natal
prevalência de HbsAg+ em crianças menores de 5 anos
Uma vez iniciada a profilaxia para pré-exposição (PrEP) ao HIV, o acompanhamento clínico e laboratorial deve ser orientado com realização de:
avaliação trimestral da adesão pelo paciente
testagem para HIV obrigatória a cada consulta
monitoramento da função renal de forma anual
identificação mensal de outras infecções sexuais
dispensação de antirretrovirais semestral após prescrição
Um paciente jovem, HIV positivo em tratamento adequado dessa condição, procura atendimento médico em unidade básica de saúde. Durante anamnese, relata relação sexual desprotegida há 14 dias com sua parceira e sintomas compatíveis com uretrite. Após afirmar alergia à penicilina, o médico prescreve ciprofloxacino e azitromicina para o paciente. No momento da alta, no entanto, após ser reavaliado por um outro médico, a prescrição é modificada, e altera-se um dos antibióticos. Sobre essa situação, pode-se afirmar que o(a):
azitromicina não é mais indicada como tratamento dessa condição
paciente apresenta alergia à penicilina, logo haveria um risco elevado de reação cruzada com uso do ciprofloxacino.
prescrição de ceftriaxona em via intramuscular, em dose única, seria uma opção de tratamento melhor em comparação ao ciprofl oxacino, mesmo em pacientes não internados
modifi cação ocorreu em função do paciente apresentar HIV, assim, outra classe de antibiótico seria mais indicada para este perfi l de paciente, garantindo um tratamento mais adequado
troca do antibiótico, pelo outro médico, ocorreu na expectativa de ampliar o espectro de ação, garantindo, assim, também cobertura para Trichomonas vaginalis e Gardnerella vaginalis
Criança de 2 anos é levada ao pronto atendimento com história de febre, tosse e dificuldade respiratória há 2 dias. Na avaliação, apresenta frequência respiratória de 55 irpm, tiragem subcostal, gemência e recusa de líquidos. A saturação de oxigênio é de 90% em ar ambiente. Considerando os critérios clínicos e as classificações da Organização Mundial da Saúde para Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC), qual conduta está mais indicada nesse caso?
Tratar ambulatorialmente com antibiótico oral, pois a taquipneia isolada é suficiente para o diagnóstico de PAC não complicada.
Solicitar radiografia de tórax para confirmar o diagnóstico antes de decidir pela internação.
Internar o paciente, pois presença de tiragem subcostal, gemência, saturação ≤ 90% e recusa de líquidos indicam pneumonia grave com sinais de perigo.
Prescrever broncodilatador e liberar o paciente, uma vez que a sibilância e a febre leve afastam a hipótese de PAC bacteriana.
Iniciar antibioticoterapia intravenosa e oxigenoterapia apenas se houver consolidação radiológica confirmada.
Adolescente de 14 anos é internado com diagnóstico confirmado de doença meningocócica invasiva. O serviço de vigilância epidemiológica é acionado para avaliação dos contatos domiciliares e escolares. Considerando as recomendações atuais para a quimioprofilaxia da doença meningocócica, qual é a conduta mais adequada?
A profilaxia é indicada apenas para contatos não vacinados e deve ser iniciada após a alta hospitalar do caso índice.
Apenas familiares que apresentem sintomas respiratórios devem receber a profilaxia.
A rifampicina deve ser administrada em dose única, 10 mg/kg, por via oral, com repetição em 7 dias.
Todos os contatos íntimos do caso índice, independentemente do estado vacinal, devem receber profilaxia preferencialmente até 24 horas após a exposição, sendo a rifampicina a droga de escolha por 2 dias.
A profilaxia é recomendada apenas se o contato ocorreu em ambiente hospitalar antes do isolamento do paciente.
Quanto ao uso de cefalosporinas em infecções, assinale a alternativa correta.
As cefalosporinas de primeira geração, como cefazolina e cefalexina, possuem ação predominante contra bactérias Gram-negativas e são indicadas para infecções do sistema nervoso central.
As cefalosporinas de segunda geração, como cefuroxima e cefaclor, são amplamente utilizadas em infecções hospitalares graves causadas por Pseudomonas aeruginosa.
As cefalosporinas de quarta geração, como o cefepime, têm amplo espectro de ação, incluindo Gram-negativos e Pseudomonas aeruginosa, sendo indicadas em infecções graves e sepse neonatal tardia.
As cefalosporinas de quinta geração não apresentam atividade contra Staphylococcus aureus resistente à oxacilina (MRSA).
As cefalosporinas orais de primeira geração, como cefadroxil e cefalexina, são contraindicadas como terapia sequencial por apresentarem baixa biodisponibilidade.