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Paciente masculino, 54 anos, agricultor, apresenta tosse produtiva, perda ponderal de 12kg em 6 meses e lesões orais moriformes. Tomografia de tórax evidencia padrão micronodular difuso, consolidações esparsas e linfonodomegalias mediastinais. Exame direto do escarro com estruturas leveduriformes multibrotantes ("roda de leme"), cultura em Sabouraud positiva para Paracoccidioides brasiliensis. Sorologia em contraimunoeletroforese 1:256. ELISA para HIV negativo. Na definição do esquema terapêutico da paracoccidioidomicose forma pulmonar crônica e monitorização da resposta, selecione a alternativa correta.
O itraconazol 200mg/dia por 12 meses tem eficácia superior à combinação sulfametoxazoltrimetoprima em altas doses quando títulos de contraimunoeletroforese >1:128.
A terapia inicial com anfotericina B desoxicolato está indicada na presença de desnutrição grave ou insuficiência respiratória, independente da estabilidade clínica.
O uso de voriconazol 200mg 12/12h apresenta maior penetração pulmonar que itraconazol, sendo preferencial em pacientes com consolidações extensas e hipoxemia.
A negativação sorológica após 6 meses de tratamento com itraconazol indica manutenção da dose plena por mais 6 meses para prevenção de recidiva tardia.
O monitoramento terapêutico do itraconazol com nível sérico >1,0μg/mL após 15 dias tem valor preditivo positivo de 90% para resposta clínica em 12 semanas.
Paciente feminina, 45 anos, apresenta paraparesia espástica progressiva, bexiga neurogênica e dor neuropática em membros inferiores há 8 meses. Sorologias HTLV-1/2: ELISA e Westemn Blot positivos para HTLV-1. Ressonância magnética da medula: hipersinal em T2 e atrofia medular torácica. Líquor: 28 células/mm3 (95% linfócitos), proteina 68mg/dL, carga proviral HTLV-1 15.000 cópias/106 células. Taxa de deterioração motora (OMDS) 1 ponto em 3 meses. Na avaliação prognóstica e definição terapêutica da Paraparesia Espástica Tropical/Mielopatia (HAM/TSP), selecione a alternativa correta.
O achado de atrofia medular com pleocitose liquórica tem correlação inversa com níveis de proteína tax específica do HTLV-1 em pacientes com progressão rápida.
A presença de dor neuropática refratária a gabapentina indica switch para duloxetina 60mg/dia associada a pregabalina em titulação gradual até 300mg/dia.
O índice de progressão neurológica baseado em carga proviral e proteína liquórica tem valor preditivo positivo de 90% para resposta à corticoterapia pulsada.
A carga proviral liquórica >10.000 cópias/106 células associada à rápida progressão motora indica terapia com interferon-alfa 3MU 3x/semana por 6 meses, independente da resposta inicial.
A terapia combinada com prednisona Img/kg/dia e ciclofosfamida mensal está indicada quando taxa OMDS >1 ponto em 6 meses, mesmo sem incapacidade grave.
De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento de primeira escolha para a esquistossomose mansônica é com:
Mebendazol.
Oxamniquina.
Praziquantel.
Metronidazol.
Mulher de 68 anos, em uso de glibenclamida regular para diabetes mellitus e atorvastatina para dislipidemia, apresentando há 24 horas quadro de febre (até 39 ºC), cefaleia, inapetência e mialgia generalizada, que a impediram de fazer sua hidroginástica nesta manhã. Também se queixa de lacrimejamento, tosse e “sensação de respiração pesada”. Informa que sua neta a visitou há quatro dias e estava “muito resfriada e tossindo bastante”. Relata ter feito 4 doses das vacinas de COVID, incluindo a bivalente, e a dose anual da vacina para influenza. Ao exame: bom estado geral, ansiosa, PA: 120/80 mmHg, FC: 98 bpm, FR: 26 irpm. Tax: 39,0 ºC. Sat O2: 96%; Mucosas acianóticas, hidratadas; anictéricas. Ap Resp.: roncos esparsos, bilaterais. RCR2T, sem sopros. Abdome e membros inferiores: ndn. No atendimento, foi submetida a teste de antígeno (TR-Ag) para SARS-CoV-2, que foi reagente.
A conduta mais adequada a ser instituída para a paciente é:
internar a paciente em unidade de terapia intensiva e iniciar redemsivir e suplementação de oxigênio.
iniciar nirmatrelvir/ritonavir, e suspender os medicamentos de uso contínuo citados por cinco dias.
iniciar nirmatrelvir/ritonavir e consultar possíveis interações medicamentosas com as drogas usadas;
acompanhar a paciente em domicílio sem tratamento específico em função do antecedente vacinal.
Assinale a alternativa CORRETA. Paciente, 22 anos, sem comorbidades, com queixa de febre aferida de 38ºC, mialgia, cefaleia, adinamia, mal-estar geral, dirige-se à unidade de saúde para uma consulta médica. Nega qualquer sinal de alarme e tem prova do laço negativa. Ao ser classificado como grupo A da dengue, teve a prescrição de soro oral na seguinte dose:
60 mL/kg/dia.
70 mL/kg/dia.
80 mL/kg/dia.
60 mL/kg/dia dividido por 03.
70 mL/kg/dia dividido por 03.