Questões de Concurso sobre Infectologia

 
 
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Considerando os aspectos epidemiológicos da febre maculosa brasileira (FMB), é correto afirmar que


A

a definição clínico-epidemiológica da febre maculosa inclui o indivíduo com vínculo com um caso confirmado, e que tenha frequentado o mesmo local provável de infecção e manifestado sinais e sintomas em até 30 dias após o início dos sintomas do caso confirmado.


B

a investigação epidemiológica da febre maculosa deve ser iniciada em até 07 (sete) dias após a notificação de um caso suspeito, para que as medidas de controle e prevenção de novos casos possam ser adotadas.


C

na vigilância entomológica, a pesquisa vetorial dos carrapatos deve ocorrer na fase parasitária, ou seja, na pele dos hospedeiros, não sendo indicada a coleta desses vetores na fase de vida livre, em que permanecem no ambiente.


D

todo caso suspeito de febre maculosa requer notificação compulsória semanal (em até sete dias), em conformidade com a Portaria de notificação compulsória nacional.


E

para identificar áreas de transmissão, é necessário verificar se os locais de residência, trabalho ou lazer correspondem a áreas com alta infestação de carrapatos; criação de animais domésticos, como cães e cavalos; e a presença de animais silvestres, como capivaras e gambás.

O risco de reativação do vírus da hepatite B (HBV) em indivíduos que serão submetidos a terapia imunossupressora ou quimioterapia é determinado em função do status de HBsAg (reagente ou não reagente) e anti-HBc reagente. Esse risco pode ser classificado como alto (> 10%), moderado (de 1% a 10%) ou baixo (< 1%). Assinale a alternativa correta no que concerne ao grau de risco de reativação do HBV com base nos fármacos utilizados e/ou outras situações.


A

Risco baixo para indivíduos com HBsAg reagente: antivirais contra hepatite C em pacientes coinfectados HBV-HCV não cirróticos.


B

Risco alto para indivíduos com anti-HBc reagente e HBsAg não reagente: quimioterapia sistêmica.


C

Risco moderado para indivíduos com HBsAg reagente: prednisona ≥ 20 mg/dia (ou equivalente) por ≥ 4 semanas.


D

Risco alto para indivíduos com anti-HBc reagente e HBsAg não reagente: quimioterapia citotóxica (exceto com antraciclina).


E

Risco baixo para indivíduos com HBsAg reagente: agentes depletores de linfócitos B: rituximabe, ofatumumabe, alemtuzumabe, ibritumomabe, obinutuzumabe.

Um casal procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de São José do Rio Preto, relatando ter encontrado um morcego em seu quarto ao acordarem. No sítio onde residem sozinhos, há também um cachorro e um gato, sendo que o gato capturou e matou o morcego. A equipe de Zoonoses do município realizou visita ao sítio para levar o morcego para análise laboratorial. Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta em relação à profilaxia da raiva para o casal.


(Observação: SAR = soro antirrábico; IGHAR = imunoglobulina humana antirrábica).


A

Aguardar o resultado das análises laboratoriais do morcego para decidir pela administração ou não da profilaxia com vacina antirrábica (dias 0, 3, 7 e 14) e SAR ou IGHAR.


B

Iniciar profilaxia com vacina antirrábica (dias 0, 3, 7 e 14) e aguardar o resultado das análises do morcego para decidir pela administração ou não de SAR ou IGHAR.


C

Aplicar três doses da vacina (dias 0, 3 e 7) e encaminhar o gato para realizar exames laboratoriais específicos para raiva. Somente após a análise deste animal, decidir pela continuidade ou não da profilaxia.


D

Iniciar profilaxia com vacina antirrábica (dias 0, 3, 7 e 14) e SAR ou IGHAR o mais rápido possível (até o 7⁠º dia após a aplicação da primeira dose de vacina).


E

Iniciar profilaxia com vacina antirrábica (dias 0, 3 e 7) e manter o gato em observação por 10 dias. Se o animal morrer, desaparecer ou apresentar sinais de raiva, finalizar a profilaxia com a quarta dose da vacina e o SAR ou a IGHAR, do contrário, suspender a profilaxia.

Em relação ao manejo do recém-nascido (RN) filho de mãe com influenza ou com suspeita clínica da doença, assinale a alternativa correta.


A

A mãe deve utilizar máscara cirúrgica durante o cuidado e a amamentação do recém-nascido, e caso ela precise circular em áreas comuns do hospital, deve usar a máscara do tipo N95.


B

Caso a mãe apresente sintomas de influenza e o recém-nascido esteja clinicamente estável, deve-se manter a mãe e o recém-nascido em quartos separados.


C

As precauções padrão e de gotículas devem ser mantidas por até sete dias a partir do início da doença ou até 24 horas após a resolução da febre e dos sintomas respiratórios, o que for mais longo e enquanto a paciente estiver internada.


D

Se a criança estiver hospitalizada com sintomas de influenza, deve permanecer preferencialmente em quarto com outras crianças suspeitas, respeitando-se a distância mínima de 2 (dois) metros entre os leitos.


E

No caso de criança hospitalizada com sintomas de influenza, na unidade neonatal o quarto privativo poderá ser substituído pelo uso de incubadora. Contudo, nessa situação, a distância entre os leitos deve aumentar para 3 (três) metros.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) ainda muito prevalente no nosso meio, sendo essencial a investigação, mesmo de pessoas assintomáticas, para aumentar a sensibilidade e interromper a cadeia de transmissão. Sobre a sífilis, é correto afirmar que:


A

a sífilis secundária pode ser diagnosticada por exame direto de campo escuro, porém resultados negativos podem estar relacionados com lesão próxima da resolução natural.


B

a maioria dos diagnósticos ocorre na fase latente, que é a fase de maior transmissibilidade.


C

durante a fase de latência da sífilis, não há mais risco de sífilis terciária.


D

os testes treponêmicos têm alta especificidade e servem de monitoramento do tratamento da sífilis.


E

a reação de Jarisch-Herxheimer é potencialmente grave e, quando ocorre o tratamento da sífilis, deve ser completado com esquema alternativo.

 
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