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O adenocarcinoma gástrico é o câncer mais frequente do estômago. A maioria se localiza no terço distal, porém, nos últimos anos, tem-se notado um aumento dos cânceres proximais. O linfoma gástrico do tipo MALT (mucosa associate lymphoma tissue) também tem sido mais comumente descrito. Nesse contexto, no que diz respeito ao tratamento cirúrgico, assinale a alternativa correta:
A primeira porção duodenal deve ser incluída na ressecção quando a lesão gástrica está próxima ao piloro. Nos pacientes com doença inicial, é preferível a reconstrução em Billtoth. Em pacientes com mau prognóstico, deve-se utilizar o Y de Roux.
Nos cânceres da cárdia ou em que haja invasão esofagiana maior, deve-se evitar a gastrectomia proximal e utilizar a esofagectomia transmediastinal. A reconstrução pode ser realizada com o remanescente gástrico. Anastomose gastroesofagiana deve ser cervical, como última hipótese. Caso o estômago não seja longo o suficiente, mesmo após sua mobilização, utiliza-se o seguimento de cólon que tenha vascularização e mobilidade melhor para alcançar a região cervical.
A ressecção endoscópica de lesões superficiais deve ser feita tendo-se em vista uma margem cirúrgica adequada (maior que 6 cm) e limites negativos ao exame de congelação. Nos cânceres distais, uma ressecção a 3/5 é suficiente.
Havendo invasão da cabeça do pâncreas, em situações excepcionais, a gastroduodenopancreatectomia pode ser necessária para assegurarmos margens livres. Como na maioria desses pacientes existe comprometimento linfonodal, é necessário só realizar essa ressecção alargada em pacientes nos quais existe a possibilidade de se assegurar uma linfadenectomia do tipo RO e com equipe cirúrgica com experiência em ressecção pancreática.
A anastomose esôfago-jejunal com grampeador circular deve sempre ser testada por meio de instilação de soro por cateter nasoentérico. Em caso de dúvida, o reforço da anastomose deve ser feito com alguns pontos separados para assegurar sua integridade. É preferível a jejunostomia alimentar de rotina ao tubo do tipo Oobbhoff para a alimentação pós-operatória.
Uma paciente de 65 anos, sabidamente portadora de esteatose hepática há muitos anos, mas sempre com enzimas hepáticas e elastografia dentro da normalidade, procurou o médico com queixas de desconforto abdominal. Usava metformina para tratamento de Diabetes e reposição hormonal para tratamento de síndrome climatérica. USG mostrou uma lesão nodular em lobo direito do fígado, e a tomografia contrastada relatou uma lesão de 7,2 cm de diâmetro no lobo direito, com realce na fase arterial e clareamento na fase portal com formação de pseudocápsula. Não havia esplenomegalia nem sinais de hipertensão portal.
Sabendo que o valor da alfafetoproteína era 28 ng/ml (VN até 8,0 ng/ml), assinale a alternativa CORRETA com relação ao diagnóstico da lesão.
Trata-se de carcinoma hepatocelular, pois apresenta níveis elevados de alfa fetoproteÍna.
É necessário realizar biópsia percutânea da lesão para elucidação diagnóstica.
Provavelmente se trata de adenoma hepático, pois a paciente faz uso de estrógenos.
Os achados de imagem associados aos níveis de alfa fetoproteÍna permitem definir o diagnóstico de carcinoma hepatocelular.
O diagnóstico mais provável é de hiperplasia nodular focal, o que não exige acompanhamento evolutivo.
Homem 60 anos, sem comorbidades, submetido a RTU de bexiga devido lesão vegetante em parede lateral direita. O anatomopatológico demonstrou tratar-se de carcinoma de células transacionais com invasão da muscular própria (T2G1), com presença de carcinoma in situ na amostra.
Em relação ao caso clínico, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.
Quimioterapia neoadjuvante associada à radioterapia externa apresenta maior sobrevida em relação à cirurgia.
Re-RTU de bexiga para confirmação da invasão muscular.
Cistectomia radical após preparo pré-operatória e quimioterapia adjuvante.
Onco-BCG, 6 semanas de indução e re-rtu após.
Quimioterapia neoadjuvante e cistectomia radical após com melhora na sobrevida global.
O Câncer é uma das principais causas de morte em adultos em todo o mundo, sendo superado apenas pelas doenças cardiovasculares. Algumas características distinguem as neoplasias benignas e malignas. Com base nos conhecimentos adquiridos, analise as alternativas abaixo e, posteriormente, assinale a opção correta:
I – As neoplasias benignas possuem células bem diferenciadas, tem um crescimento progressivo e lento, podendo, inclusive, se deter e involuir em algumas ocasiões. Apresentam-se encapsuladas e não se disseminam por metástase.
II – As neoplasias malignas possuem células bem diferenciadas, tem um crescimento variável, cresce por invasão se infiltrando nos tecidos circundantes, podendo disseminar-se por metástase através dos vasos sanguíneos e linfáticos.
III – As neoplasias malignas são tumores formados por células menos diferenciadas que perderam a sua capacidade de controlar a sua proliferação e diferenciação celular, crescendo de maneira desorganizada e se disseminando por metástase, ao contrário das neoplasias benignas que não se disseminam, mas que também perderam a capacidade de controlar sua proliferação.
Apenas as alternativas I e II são verdadeiras.
Apenas as alternativas II e III são verdadeiras
Apenas as alternativas I e III são verdadeiras
As alternativas I, II e III são verdadeiras.
Apenas uma das alternativas é verdadeira.
Paciente do sexo feminino, 35 anos, sem antecedentes familiares para neoplasia da tireoide, vem à consulta com ultrassonografia da tireoide mostrando nódulo em lobo esquerdo com 0,9 cm no maior diâmetro, sem características ultrassonográficas suspeitas e citologia oncótica colhida por punção aspirativa por agulha fina, guiada por ultrassom, com resultado “atipias de significado indeterminado” (AUS). Qual é a conduta mais adequada para o caso?
Recomendar tireoidectomia total.
Solicitar a dosagem da calcitonina e CEA.
Recomendar tireoidectomia parcial.
Realizar ablação térmica da lesão.
Repetir a punção aspirativa com citologia oncótica.