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Caso clínico para responder às questões 30 a 32.
Uma paciente de 42 anos de idade, G4P3A0, 3 PN, gestação atual gemelar dicoriônica, idade gestacional de 37 semanas e 2 dias, datada pela data da última menstruação (DUM) compatível com ecografia precoce, procura a emergência obstétrica com queixa de contrações iniciadas há cerca de seis horas, com aumento progressivo da intensidade. Exame da admissão: PA = 150 mmHg x 90 mmHg; FC 76 bpm; FR = 20 irpm; SatO2 = 96%; dinâmica uterina de 3/10´/40-50´´; toque vaginal: colo médio, amolecido, 80% apagado, dilatado para 6 cm, feto em apresentação cefálica, plano zero de De Lee; BCF feto 1.144 bpm; feto 2.136 bpm. Evoluiu para dilatação total em 3 horas a contar da admissão, e em 3 horas e 30 minutos a contar da admissão. A cabeça fetal estava visível durante as contrações, ocorrendo o parto do primeiro feto, 5 horas e 10 minutos após a admissão e do segundo feto, em apresentação pélvica, 15 minutos após o primeiro feto. Não foi feita nenhuma intervenção durante o trabalho de parto e parto. Não foi realizada analgesia, nem acesso venoso, a gestante permaneceu ativa durante todo o período, durante o segundo período mudou de posição e foi feito encorajamento durante os puxos. A dequitação das placentas foi espontânea e completa.
Cerca de uma hora após o parto, a equipe de enfermagem chamou um plantonista para avaliar a paciente por observar lençol da maca encharcado de sangue e já escorria. Ao exame, a paciente encontrava-se consciente, pálida, com extremidades frias, FC = 96 bpm, FR = 20 irpm; SatO2 = 95% em ar ambiente, PA = 90mmHg x 60 mmHg.
Com base no caso clínico apresentado e considerando os conhecimentos médicos correlatos, assinale a alternativa correta:
Sobredistensão uterina, idade materna, possível pré-eclâmpsia e trabalho de parto taquitócito são fatores de risco para ocorrência do desfecho no caso em questão.
O diagnóstico é de choque hipovolêmico leve considerando os parâmetros avaliados pelo exame clínico.
Ocitocina 10 UI IM imediatamente após o nascimento estaria indicada por se tratar de gestação gemelar. Se fosse gestação única, não haveria indicação
Caso houvesse sido realizada a estratificação de risco para hemorragia pós-parto para essa paciente no momento da internação, o monitoramento do terceiro estágio do parto em leito de cuidados intermediários deveria ser indicado, sem a necessidade de coleta de hemograma e tipagem sanguínea à internação.
A verificação do tônus uterino deve ser realizada imediatamente após o parto e depois de transcorrida uma hora.