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Um paciente de 98 anos de idade, portador de doença de Alzheimer, DPOC dependente de O2, hipertenso, diabético e que sofre de doença renal crônica, vive em domicílio com filhos e com assistência de homecare por 24 horas. Ele permanece no leito a maior parte do tempo, com necessidade de cateter nasal de O2 contínuo e recebe dieta via gastrostomia; realiza diurese e evacuação em fraldas. Esse senhor é trazido pelos familiares à consulta com médico da família, por notarem que o paciente apresentou sonolência maior que o normal nas últimas 24 horas, além de aumento de secreção traqueal e de dois episódios de febre no dia anterior.
Acerca dessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
Entre as classificações de funcionalidade, tem-se a escala de ECOG, em que o paciente se enquadraria no escore zero. Sendo assim, medidas invasivas devem ser desencorajadas nessa fase de vida.
Nesse momento, o profissional deve conversar com os familiares sobre a fase de vida em que o paciente se encontra e o alto risco de óbito nas próximas semanas ou meses. Logo, deve solicitar que os familiares tomem as decisões técnicas a serem tomadas, como se há ou não indicação de intubação orotraqueal, hemodiálise e reanimação cardiopulmonar.
O paciente apresenta quadro de delirium, devendo-se transferi-lo ao pronto-socorro para que seja realizado rastreamento infecto-metabólico inicialmente, a fim de descartar causas reversíveis e tratáveis para o quadro.
Em caso de quadro infeccioso diagnosticado, deve-se iniciar teste terapêutico com antibioticoterapia e, dependendo da evolução, pode-se considerar como falha terapêutica a ausência de resposta. Nesses casos, deve-se utilizar metadona para melhorar os sintomas de dispneia, como droga de primeira escolha.
O aumento de secreção em via aérea pode ser secundária à sialorreia e à incapacidade de realizar proteção de via aérea, tendo, como opções para manejo, a realização de botox em glândulas salivares; se houver ausência de resposta, pode-se tentar atropina, propantelina e buscopan.