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Os estudos sobre o público de museus abarcam diversos temas relativos a serviços, marketing, educação, pesquisa, difusão, aprendizado, comunicação, entre outros. Mesmo só considerando as pesquisas com objetivos educacionais, são muitos os objetos de estudo, as metodologias utilizadas, assim como os referenciais teóricos adotados. No que se refere a pesquisas educacionais com visitantes, deve-se evitar totalmente:
A participação de crianças de 0 a 6 anos, pois não possuem a maturidade para expressar seus conhecimentos e experiências de forma objetiva.
Pesquisas com foco no ensino e aprendizagem, pois é um consenso entre profissionais de museus que, devido ao pouco tempo e à diversidade das experiências prévias dos visitantes, o aprendizado não ocorre nesses locais.
Uso de teorias histórico-culturais, já que estas possuem como pressuposto o fato de que as pessoas se apropriam da cultura por meio de instrumentos (técnicos ou simbólicos) e através da mediação com o outro.
A falta da consulta aos participantes quanto ao seu desejo de fazer parte da investigação. É fundamental que eles sejam informados dos objetivos, das formas de coleta, armazenamento e análise de dados e dos riscos que a pesquisa pode causar no participante.
Parcerias entre pesquisadores em educação e educadores museais, pois estes pertencem a áreas distintas de atuação e qualquer aproximação pode levar a obtenção de dados enviesados.