“À primeira vista, a relação dos museus de países
desenvolvidos com o turismo pode nos parecer uma realidade
intangível. Para alguns, o Brasil, famoso por suas praias e sua
natureza exuberante, não possuiria instituições culturais
capazes de atrair o interesse do turista, justificando, por
exemplo, a inclusão da visita a um museu nas atividades de
um pacote turístico. De fato a situação é complexa. Nossos
museus possuem acervos preciosos, mas em muitos casos
subaproveitados, uma vez que grande número de instituições
atua à margem dos princípios museológicos. Por outro lado, a
ausência de incentivo e de divulgação mais agressiva cria um
círculo vicioso, que afasta o turista dos museus e ao mesmo
tempo impede que o museu se reestruture para atingir um
público mais amplo. A nosso ver, aqui reside um potencial a
ser explorado”.(GOMES, 2002) . Quando a arqueóloga Denise
Maria Cavalcante Gomes apresentou essa problemática
situação, o Programa de Qualificação de Museus para o
Turismo ainda não havia sido lançado. Um dos projetos do
Programa prevê a Qualificação dos Gestores e Profissionais
do Museu, cujo objetivo é oferecer capacitação que permita
aos profissionais dos museus ter uma maior proximidade com
o tema turismo e, ao mesmo tempo, desenvolver e implantar
estratégias de gestão direcionadas ao setor. Para tanto, está
prevista a realização de oficinas, envolvendo os profissionais
de museus e do turismo, no âmbito do Programa de Formação
e Capacitação em Museologia. De acordo com os temas que
serão contemplados nessas oficinas, os museus deverão
estar preparados para começar a desenvolver diversas das
ações descritas abaixo, aEXCEÇÃOde uma:
A
o estabelecimento de parcerias com agentes de turismo e
de estratégias de marketing para o turismo.
B
a capacitação de profissionais, que se especializem na
comercialização de pacotes turísticos, apenas quando o
museu estiver incluído, e devidamente orientados por
agentes de turismo.
C
a capacitação de monitores para uma melhor qualidade
do atendimento ao turista tanto nacional quanto
estrangeiro.
D
a criação e distribuição de folheteria, se possível em um
balcão de informações próprio.
E
a implementação de sinalização adequada e a criação e
manutenção de sanitários, bebedouros e áreas de
alimentação.