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Quanto ao Trauma, podemos afirmar, EXCETO:
Em geral, o paciente traumatizado apresenta acúmulo de fluido extracelular, pela retenção hídrica, sequestro de fluidos e pela formação de terceiro espaço. Esse acúmulo de líquido frequentemente demonstra alterações dos compartimentos de reservas lipídica e proteica. Assim, o peso corpóreo total torna-se um indicador ruim do estado nutricional e metabólico no paciente traumatizado.
Grandes traumas induzem a alterações metabólicas marcantes que contribuem para a criação de um estado de supressão imunológica, aumentando o risco de infecções e falência orgânica pós-traumática.
Estudos sobre alterações metabólicas após o trauma mostram que o estado hipercatabólico de pacientes politraumatizados deve ser reconhecido precocemente e tratado por meio de um suporte nutricional adequado, ainda em unidades de terapia intensiva (preferivelmente por via enteral), com o objetivo de evitar complicações tardias, ligadas ao estado hipermetabólico maciço.
Embora uma das consequências mais importantes dos desvios metabólicos após trauma grave seja perda de massa proteica muscular como substrato à neoglicogênese, diversos estudos demonstraram que a reserva lipídica é a principal fonte energética para o paciente traumatizado, quantitativamente.
É largamente aceito que a musculatura esquelética constitui a principal reserva proteica orgânica. Esta reserva, em situações de trauma grave, é submetida à proteólise, visando à obtenção de substratos para a gliconeogênese hepática, biossíntese hepática de proteínas de fase aguda e para a produção de proteínas visceraís pelo fígado, intestino e células do sistema imune.