J. M., 20 anos, possui ciclos menstruais longos (aproximadamente de 10 dias) com hipermenorreia. Por conta desse quadro, a paciente apresentou deficiência de ferro em seu último exame de sangue, e iniciou o tratamento com suplemento de sal ferroso e uma alimentação rica em alimentos com ferro-heme (fígado, carne vermelha e ovo) e ferro não-heme (feijão, lentilha, grão-de-bico e cacau em pó).
Após um mês de tratamento, seu nível de ferro sérico teve um ligeiro aumento, de 1g/dL. J. M. seguiu a dieta com todo o cuidado e fez uso do suplemento de ferro, conforme o indicado, três vezes ao dia, um comprimido de 65 mg de ferro elementar. No entanto, a partir do segundo dia de tratamento, ela sentiu desconfortos gastrointestinais, muita ardência e teve uma piora no refluxo, fazendo uso de omeprazol diariamente.
Baseado nessas informações, o(a) nutricionista deve
manter o procedimento como está, pois só foi um mês de tratamento, e já houve uma melhora no nível de sal ferroso.
aumentar a dose de sal ferroso, afinal, o limite diário de ferro é de 200 mg/dia e, como o omeprazol é um quelante de íons trivalentes, não permitindo a absorção sistêmica desse íon.
explicar que a paciente deve trocar a suplementação de ferro para doses de sacarato férrico, uma vez que esses são menos dependentes do pH do estômago para sua absorção, e, se possível, suspender o uso de omeprazol.
informar que a paciente deve fracionar ainda mais as doses de sulfato ferroso, com doses menores, e distanciá-las da dose de omeprazol, uma vez que o omeprazol é um quelante de íons trivalentes, não permitindo a absorção sistêmica desse íon.
explicitar que a paciente deve manter o esquema de suplementação de ferro e suspender o uso do omeprazol, uma vez que diminui o pH do estômago e, com isso, aumenta a solubilização do ferro ferroso aumentando assim, a interação com a mucosa intestinal.