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Segundo definição da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), saúde mental é um “estado de bem-estar em que o indivíduo percebe suas próprias habilidades, pode lidar com as tensões normais da vida, pode trabalhar de forma produtiva e frutífera e é capaz de contribuir para sua comunidade”. Os transtornos mentais são um problema de saúde pública que não deve ser negligenciado. O impacto econômico gerado por gastos em saúde mental destaca a depressão como um dos principais na saúde pública até 2030, pois compromete a saúde e a qualidade de vida do indivíduo, além do aumento da mortalidade. Foi estimado um gasto de US$ 2,5 trilhões no mundo em 2010, com previsão de aumentar para até US$ 6 trilhões em 2030 – desses gastos 10,3% são destinados a transtornos mentais, com a depressão sendo um dos principais. Apesar dos avanços científicos, o tratamento convencional da depressão é eficaz apenas em um em cada três casos. Além disso, a condição é frequentemente recorrente, com recidiva aparente em 50% dos casos. Nesse contexto, identificar fatores de risco modificáveis para orientar estratégias de intervenção tanto para prevenir quanto para diminuir sua gravidade parece ter seu valor. Dentre estes fatores de risco modificáveis destacamos a alimentação.
TORRES, E.A.F.S. O papel da nutrição em saúde mental. Jornal da Usp, 2022, Disponível em: https://jornal.usp.br/?p=489995. Acesso em: 12 dez. 2023
No que se refere ao papel da alimentação e da nutrição na saúde mental, assinale a alternativa correta.
Um padrão alimentar saudável com fontes de ácidos graxos ômega-3 (EPA e DHA), ferro e magnésio parece favorecer a saúde mental.
O consumo de polifenóis está relacionado com maior proteção contra doenças como depressão e ansiedade. Por isso, o Brasil apresenta baixa prevalência de transtornos mentais, visto que o consumo das fontes alimentares desses compostos é elevado no País.
O elevado consumo de café por indivíduos com baixa renda no Brasil é a razão pelo qual há menor risco de depressão nessa parcela da população.
Dados do U.S. Department of Agriculture (USDA) mostram que as oleaginosas não devem fazer parte da dieta de indivíduos que apresentam transtorno depressivo.