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Um paciente acolhido em centro de atenção psicossocial (CAPS) apresenta esquizofrenia, uso crônico de antipsicóticos, ganho ponderal rápido e dislipidemia.
Considerando o cuidado integral no SUS, a conduta nutricional mais adequada para esse paciente é
dieta hipocalórica restrita com metas rígidas.
suspensão do acompanhamento nutricional.
intervenção alimentar gradual integrada ao projeto terapêutico singular.
encaminhamento exclusivo à atenção terciária.
A atuação nutricional no Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige compreensão das particularidades do comportamento alimentar, do metabolismo e das comorbidades frequentes nesses quadros. Entre os desafios destacam-se a seletividade alimentar, alterações sensoriais, risco aumentado de obesidade, desnutrição, distúrbios metabólicos e sintomas gastrointestinais. Diante desse contexto, a conduta nutricional deve ser individualizada, considerando avaliação clínica, laboratorial e comportamental. Com isso, a conduta MAIS ADEQUADA é:
Realizar avaliação nutricional, incluindo anamnese alimentar, exame físico e exames laboratoriais quando indicados, e elaborar plano alimentar individualizado que respeite limitações sensoriais, promova variedade alimentar gradual e monitore risco de deficiências/excessos nutricionais.
Indicar dieta sem glúten e caseína para todos com TEA, independentemente de alergias ou sintomas, visando melhorar o comportamento e a cognição.
Priorizar alimentos ultraprocessados e de fácil aceitação para garantir a ingestão calórica mínima, mesmo que sejam nutricionalmente pobres.
Prescrever rotineiramente vitamina B12 e probióticos para todos com TEA, independentemente de exames clínicos, visando melhoras comportamentais, cognitivas e gastrointestinais.
No seguimento ambulatorial, uma pessoa com doença neurológica progressiva perdeu segurança para deglutir, mantém trato gastrointestinal funcionante e já não cobre as necessidades pela via oral, apesar de ajustes dietéticos e suplementos. A família aceita treinamento e consegue participar do cuidado domiciliar.
Assinale a alternativa correta.
A nutrição parenteral domiciliar deve ser priorizada, porque a disfagia desloca o foco do suporte e reduz o valor da via digestiva.
A alta ambulatorial precisa ser adiada, porque a nutrição enteral em casa depende de estabilização hospitalar completa do peso corporal.
A progressão para suporte domiciliar perde utilidade quando o quadro é crônico, já que a meta nutricional se restringe ao conforto subjetivo.
A via oral modificada deve ser mantida como eixo único, porque o trato gastrointestinal funcionante já afasta piora relevante do estado nutricional.
A nutrição enteral domiciliar pode ser indicada quando a via oral se torna insuficiente e o trato gastrointestinal continua funcionante, com treinamento e monitorização.
A epilepsia é uma condição neurológica crônica caracterizada por descargas elétricas anormais recorrentes no sistema nervoso central, podendo apresentar controle insatisfatório mesmo com o uso adequado de fármacos antiepilépticos. Nesses casos, estratégias não farmacológicas têm sido empregadas como adjuvantes terapêuticos, com destaque para intervenções dietéticas capazes de modular a excitabilidade neuronal e reduzir a frequência de crises. Considerando o tratamento não farmacológico da epilepsia, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE a dieta classicamente recomendada como opção terapêutica:
Dieta cetogênica.
Dieta vegana.
Dieta paleolítica.
Dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension).
Dieta mediterrânea.
Um paciente, 40 anos, queixa-se de humor deprimido, dificuldade de concentração e de memória, além de fadiga persistente. A dieta é baseada em alimentos ultraprocessados, com baixo consumo de carnes magras, peixes, vegetais folhosos e grãos integrais. Exames indicaram níveis séricos de ferro ligeiramente abaixo do ideal e uma ingestão insuficiente de alimentos de origem animal. Considerando o quadro clínico do paciente e a ação dos nutrientes no sistema nervoso central, é CORRETO afirmar que:
A fadiga persistente e o humor deprimido podem estar relacionados à deficiência de ferro, que, além de causar anemia ferropriva, tem sintomas que incluem depressão.
A dificuldade de concentração e de memória, juntamente com o humor deprimido, sugerem uma deficiência de Vitamina B1 (tiamina), que é necessária para a conversão de 5-hidroxitriptofano (5-HTP) em serotonina.
A baixa ingestão de alimentos de origem animal, associada aos sintomas de humor deprimido e fadiga, indica uma possível deficiência de Vitamina B6 (piridoxina), que contribui para o metabolismo do ácido úrico.
A dificuldade de concentração e memória, juntamente com o humor deprimido, são indicativos de deficiência de magnésio, que é essencial para a produção da dopamina e o deslocamento de íons nas células nervosas.
Sobre o acompanhamento nutricional no paciente com doença de Alzheimer, analise os itens.
I. A mini avaliação nutricional (MAN) é uma das ferramentas de triagem nutricional mais usadas no idoso internado, institucionalizado ou no domicílio.
II. Medidas antropométricas como peso, altura, índice de massa corporal (IMC) e circunferência de braço, abdome e panturrilha devem ser realizadas para acompanhar a estabilidade ou perda de peso.
III. A mensuração da força de preensão palmar é capaz de mostrar a evolução favorável ou não do cuidado com o paciente e, ainda, avaliar se a terapia nutricional está atendendo ao objetivo proposto.
Está CORRETO o que se afirma:
Em todos os itens
Apenas no item II.
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens II e III.
Em conformidade com a Diretriz BRASPEN de terapia nutricional no paciente com doenças neurodegenerativas, avalie se as afirmativas abaixo são certas (C) ou erradas (E) e assinale a sequência correspondente.
( ) Pacientes disfágicos após AVC são suscetíveis à desidratação e desnutrição e apresentam risco aumentado de pneumonia aspirativa e mortalidade global.
( ) Dietas com textura adaptada e líquidos espessados podem reduzir a incidência de pneumonia aspirativa pós AVC, embora possam levar a um menor consumo energético-proteico.
( ) Em pacientes que apresentam disfagia pós-AVC e não conseguem tolerar com segurança líquidos orais ou alimentos, uma sonda nasoentérica deve ser inserida em um período de 24 a 72 horas.
( ) Pacientes gravemente enfermos após AVC, que precisam de ventilação mecânica invasiva, só devem ser nutridos após serem extubados.
C - C - C - E.
C - E - C - C.
C - E - E - E.
E - C - C - E.
A depressão é um transtorno multifatorial que afeta o sistema nervoso central, associada a alterações na neurotransmissão, no metabolismo energético e na resposta ao estresse. Entre as diversas abordagens terapêuticas utilizadas no tratamento da depressão, a nutrição tem papel relevante, uma vez que determinados nutrientes participam diretamente da síntese de neurotransmissores e da regulação da função cerebral. Com base nesse contexto, associe cada nutriente (Coluna I) às suas respectivas funções no sistema nervoso central (Coluna II).
Coluna I
1. Ácidos graxos ômega-3
2. Ferro
3. Triptofano
4. Vitamina D
5. Magnésio
Coluna II
( ) Precursor direto da serotonina, regulando humor, sono e apetite.
( ) Atua em receptores cerebrais regulando a expressão gênica no SNC, modula a plasticidade sináptica e produz fatores que favorecem a sobrevivência neuronal, como o BDNF (Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro).
( ) Componente estrutural das membranas neuronais, regulando fluidez e plasticidade sináptica.
( ) Essencial para mielinização e transporte de oxigênio cerebral, influenciando cognição.
( ) Modula excitabilidade neuronal, participa da transmissão GABAérgica e previne hiperexcitabilidade.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
3 – 4 – 1 – 2 – 5
3 – 2 – 1 – 4 – 5
5 – 3 – 1 – 2 – 4
1 – 4 – 2 – 3 – 5
5 – 1 – 4 – 2 – 3
As alterações nutricionais e a deficiente ingestão alimentar desenvolve-se com a progressão da Esclerose Lateral Amiotrófica, tendo como consequências perda de peso e alteração da composição corporal. As causas da depleção nutricional são múltiplas, assinale a alternativa que descreva somente as causas corretas.
Ingestão adequada de nutrientes, falta de interesse na comida, gastrite e restrição voluntária para perda de peso.
Hipometabolismo, preguiça, restrição voluntária para perda de peso e excesso de salivação.
Excesso de salivação, baixo metabolismo, falta de interesse na comida e disfagia.
Hipometabolismo, preguiça, falta de interesse na comida, refluxo e gastrite.
Ingestão inadequada de nutrientes principalmente pelo quadro de disfagia, inapetência, dificuldade de auto-alimentação, depressão e hipermetabolismo.
Os Inibidores de Monoamina Oxidade (IMAOs) não seletivos atuam bloqueando as Enzimas Monoaminoxidase (MAO), responsáveis por degradar os neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina, aumentando os níveis sinápticos desses neurotransmissores.
Atualmente, eles não são a primeira linha no tratamento de depressão maior, porque
atuam na degradação da serotonina, levando a uma sensação de saciedade e perda de peso.
reduzem a depuração hepática de álcool, intensificando seu efeito depressor sobre o sistema nervoso central.
interagem com os alimentos ricos em tiramina, como embutidos e queijo maturado, ocasionando crises hipertensivas.
apresentam riscos de efeitos extrapiramidais, como tremor de intenção e rigidez muscular semelhantes aos observados na doença de Parkinson.
antagonizam a absorção de cálcio em laticínios, diminuindo a biodisponibilidade nutricional e podendo ocasionar osteopenia nos pacientes.
Em relação à terapia nutricional na encefalopatia crônica não progressiva (ECNP), avalie se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinale a sequência correspondente.
( ) Muitas vezes as limitações físicas e motoras impedem o emprego de técnicas padronizadas para a população em geral, exigindo adaptações.
( ) A necessidade energética da população com ECNP é semelhante à de uma população saudável.
( ) Recomenda-se considerar o uso de nutrição enteral se o tempo total da alimentação oral for >3h por dia.
C - E - C.
C - E - E.
C - C - C.
E - E - C.
“São os que apresentaram doença com sintomatologia neurológica e evoluíram para morte num período de até 10 dias ou confirmado laboratorialmente para raiva. Leishmaniose visceral: primeiro registro desse animal doméstico em área indene, confirmado por meio da identificação laboratorial da espécie Leishmania chagasi”.
Os animais que o testo faz referência, e que está de acordo com a Portaria GM/MS nº. 104/2011, é:
Equinos.
Aves.
Morcegos.
Canídeos.
O transtorno do espectro autista (TEA) é caracterizado por uma desorganização neural influenciada por múltiplos fatores genéticos, ambientais e imunológicos que desempenham um papel na sua patogênese, de modo a apresentar comprometimento no comportamento como deficiências na interação social, na linguagem, na comunicação e no jogo imaginativo. Além disso, inclui padrões limitados, repetitivos e estereotipados de comportamentos, atividades e interesses, que se estendem também aos hábitos alimentares. Assinale a opção que apresenta corretamente características do TEA na alimentação infantil.
Recusa de alimentos novos e desconhecidos (seletividade alimentar), consumo limitado de alimentos variados (neofobia) e deficiência de micronutrientes como a Vitamina A e o ferro.
Elevado consumo de alimentos in natura e minimamente processados em função do comportamento de seletividade alimentar.
Elevado consumo de alimentos ultraprocessados em função do comprometimento da motricidade na mastigação.
Recusa de alimentos novos e desconhecidos (neofobia), consumo limitado de alimentos variados (seletividade alimentar) e deficiência de micronutrientes como a Vitamina A e o ferro.
Acerca das recomendações nutricionais para os pacientes com doenças neurodegenerativas, assinale a alternativa incorreta:
Evitar obesidade na infância e na fase da juventude (entre 20 e 25 anos) e níveis de vitamina D adequados (entre 20 e 40 ng/mL) é medida preventiva contra desenvolvimento de esclerose múltipla.
No paciente com doença de Parkinson em uso de levodopa, recomenda-se monitorar os níveis de homocisteína plasmática e das vitaminas B6, B9 e B12. A suplementação com folato e B12 pode ser considerada.
Na fase avançada da doença de Alzheimer, é indicada a instalação de dispositivos para alimentação artificial (sondas ou cateteres) para iniciar terapia nutricional enteral ou parenteral.
A adoção de um padrão alimentar saudável, rico em nutrientes frescos, azeite, legumes e verduras, com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes parece estar relacionado com um menor risco de desenvolver doença de Alzheimer.
Sobre Acidente Vascular Cerebral (AVC), marque a alternativa INCORRETA:
Recomenda-se o uso de fórmulas enterais padrão para início da TN em pacientes pós AVC.
Em relação à oferta calórica inicial, esta deve ser de 120% do gasto energético aferido pela calorimetria indireta.
Pacientes com IMC eutrófico, recomenda-se 15 a 20 kcal/kg/dia (a ser progredida para 25 a 30 kcal/kg/dia após o 4º dia nos pacientes em recuperação).
Pacientes com IMC > 50 kg/m², recomenda-se 22 a 25 kcal/kg/dia do peso ideal para a ingestão proteica na fase aguda.
Se não houver disponibilidade de calorimetria indireta, recomenda-se a oferta calórica de 30 a 35 kcal/kg/dia e proteica de 1,2 a 1,5 g de proteína/kg/dia.
De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doenças Neurodegenerativas (2022), no que tange a intervenções no paciente pós-acidente vascular cerebral, é correto afirmar:
quando o paciente apresenta disfagia e não consegue tolerar com segurança líquidos orais ou alimentos, uma sonda de nutrição enteral deve ser inserida dentro de um período de 24 a 72 horas.
em casos de necessidade de terapia nutricional enteral por período superior a 12 dias, deve-se optar por jejunostomia por via laparoscópica.
em relação à recomendação energética para a fase de reabilitação do paciente, recomenda-se oferta de 35 a 45 kcal/kg peso atual/dia.
em relação à recomendação proteica para a fase de reabilitação do paciente, recomenda-se oferta de 1,6 a 2,0 g de proteína/kg peso atual/dia, levando em consideração o grau de atividade física de reabilitação.
Sobre o aporte calórico no manejo do Acidente Vascular Cerebral (AVC) na ausência da calorimetria indireta, marque a alternativa correta:
Para pacientes com IMC eutrófico, recomenda-se 15 a 20 kcal/kg/dia na fase inicial, a ser progredida para 25 a 30 kcal/kg/dia após o 4º dia nos pacientes em recuperação.
Em pacientes com IMC 30 a 50 kg/m², recomenda-se 20 a 25 kcal/kg/dia do peso real, na fase inicial.
Pacientes com IMC > 50 kg/m², recomenda-se11 a 14 kcal/kg/dia do peso ideal, na fase inicial.
Pacientes na fase de reabilitação pós-AVC devem receber 20 a 25 kcal/kg/dia.
Para cálculo do aporte calórico na fase de reabilitação do pós-AVC, somente é indicado o uso de calorimetria indireta.
Em face da prevalência do Acidente Vascular Encefálico (AVE) e de sua elevada morbidade, é importante que o nutricionista conheça os fatores de risco e fatores protetores a fim de identificar e orientar indivíduos e grupos. Assinale a alternativa que apresenta um fator de risco para o desenvolvimento do AVE.
Hipoglicemia.
Desnutrição.
Hipotensão Arterial.
Dislipidemias.
Sexo feminino.
Sobre o manejo nutricional na doença de Alzheimer (DA) proposto pelas atuais diretrizes, marque a alternativa INCORRETA:
Recomenda-se que sejam aplicadas ferramentas de triagem nutricional.
O fornecimento de refeições deve ser feito em um ambiente agradável e familiar.
O fornecimento de alimentação deverá ser ajustado às necessidades individuais e preferências pessoais.
É indicado o uso rotineiro de suplementação dos micronutrientes, selênio, ômega 3, vitaminas do complexo B, C, E e D.
Suplementos orais devem ser utilizados para combater a desnutrição.
Caso clínico para responder às questões de 35 a 37.
Um idoso de 78 anos de idade, diagnosticado com Alzheimer em estágio moderado, mora com a filha, que cuida de suas necessidades diárias. Nos últimos meses, ela vem notando no pai uma perda significativa de peso, além de dificuldades em se lembrar de comer ou reconhecer alimentos. Ele frequentemente rejeita refeições e tende a se distrair facilmente durante a alimentação. A filha relata que ele apresenta preferência por alimentos de textura macia e com sabor mais pronunciado, mas tem resistência a alimentos novos ou muito secos. Preocupada com o estado nutricional e com o bem-estar do pai, a filha buscou a ajuda de uma nutricionista para realizar uma avaliação nutricional adequada e desenvolver uma abordagem dietoterápica que garanta a ele uma nutrição suficiente e promova a qualidade de vida.
O apoio do Sistema Único de Saúde (SUS) à população idosa com doenças crônicas, como o Alzheimer, está embasado em políticas públicas que promovem cuidados contínuos e integrais para atender às necessidades específicas dessa faixa etária. Assinale a alternativa que descreve corretamente uma abordagem adotada no Brasil para garantir o acesso a cuidados e suporte adequados para idosos com Alzheimer.
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) estabelece protocolos específicos para a assistência a idosos com doenças neurodegenerativas, incluindo orientações detalhadas referentes ao apoio nutricional e psicológico.
O Programa de Apoio ao Cuidado Domiciliar (PACD) organiza serviços domiciliares com foco exclusivo em pacientes terminais, sem previsão de cuidados contínuos para idosos com Alzheimer em estágios iniciais ou moderados.
A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) integra-se aos serviços de Atenção Primária à Saúde para oferecer cuidados preventivos e de reabilitação, focando em estratégias que promovam a qualidade de vida e a autonomia de idosos, inclusive com Alzheimer.
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é voltada principalmente para o cuidado de crianças e adolescentes em situação de risco, não contemplando a assistência a idosos com transtornos mentais ou doenças neurodegenerativas.