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Um novo estudo publicado pela The Lancet Diabetes & Endocrinology redefine a obesidade ao diferenciá-la em pré-clínica e clínica, deslocando o foco do IMC para o impacto real do excesso de gordura no organismo. Na obesidade préclínica, o indivíduo apresenta aumento de adiposidade, porém sem sinais ou sintomas de comprometimento metabólico, funcional ou estrutural, sendo considerada uma condição de risco que pode evoluir. Já a obesidade clínica é caracterizada pela presença de excesso de gordura associado a alterações orgânicas mensuráveis, como disfunções cardiometabólicas, limitações biomecânicas, perda de funcionalidade ou inflamação, independente do IMC.
Sabendo-se que essa nova visão permite diagnósticos mais precisos, reduz estigma, orienta melhor as intervenções terapêuticas e reconhece fenótipos complexos como a obesidade sarcopênica, nos quais o IMC pode não refletir a gravidade da condição, assinale a alternativa correta.
Na obesidade clínica, independentemente do IMC, o indivíduo apresenta impacto negativo da adiposidade em parâmetros metabólicos, biomecânicos ou funcionais.
A obesidade pré-clínica ocorre quando há excesso de gordura corporal acompanhado de alterações metabólicas ou funcionais, sendo equivalente à obesidade clínica.
Um indivíduo com obesidade sarcopênica somente pode ser classificado como obeso clínico quando seu IMC ultrapassa 40 kg/m².
A obesidade pré-clínica corresponde à presença de complicações cardiometabólicas, enquanto a obesidade clínica refere-se exclusivamente à presença de limitação física.