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Em um Centro de Referência à Saúde da Pessoa Idosa, um nutricionista realiza a avaliação de um paciente de 78 anos, funcionalmente independente, que apresenta um Índice de Massa Corporal (IMC) de 21,4 kg/m² e uma Circunferência da Panturrilha (CP) de 30 cm. O paciente não relata perda ponderal involuntária nos últimos seis meses, mas apresenta diminuição da força de preensão palmar. Considerando os critérios de monitoramento do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) do Ministério da Saúde e a fisiologia do envelhecimento, qual deve ser a interpretação e a conduta técnica correta?
Diagnosticar baixo peso, considerando que para a pessoa idosa o ponto de corte de baixo peso é um IMC < 22 kg/m², e integrar a avaliação da Circunferência da Panturrilha (CP). O valor de CP inferior a 31 cm atua como indicador de depleção de massa muscular, sinalizando risco de sarcopenia e um prognóstico clínico desfavorável.
Classificar o estado nutricional como eutrofia, visto que o ponto de corte para baixo peso em pessoas idosas segue o padrão da Organização Mundial de Saúde para adultos (IMC < 18,5 kg/m²), não exigindo intervenção imediata.
Identificar risco nutricional, porém desconsiderar o IMC como indicador isolado, priorizando exclusivamente a Prega Cutânea Tricipital (PCT), que é o padrão-ouro definido pelo SISVAN para o diagnóstico de desnutrição em indivíduos com mais de 75 anos.
Classificar como magreza moderada, iniciando obrigatoriamente a suplementação com fórmulas hiperproteicas, uma vez que qualquer pessoa idosa com IMC abaixo de 23 kg/m² e circunferência da panturrilha inferior a 34 cm é considerado desnutrido grave, independentemente da funcionalidade.