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Os inibidores da bomba de protons (lBPs) são uma classe de medicamentos amplamente prescrita para o tratamento de diversas condições gastrointestinais, como a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e úlceras pépticas. Sua eficácia reside no bloqueio irreversível da H+/K+-ATPase nas células parietais gástricas, resultando em uma redução significativa da secreção de ácido clorídrico e um consequente aumento do pH intragástrico. Contudo, essa alteração no ambiente gástrico pode ter implicações importantes para a absorção de outros fármacos e, notavelmente, de nutrientes. Considerando o mecanismo de ação dos IBPs e suas interações, assinale a alternativa que apresenta, CORRETAMENTE, uma implicação fisiológica do uso prolongado desses medicamentos.
O uso contínuo de IBPs promove a elevação da secreção de ácido clorídrico, o que potencializa a absorção de nutrientes que dependem de um ambiente gástrico ácido.
A inibição da bomba de prótons resulta em um aumento do pH gástrico, o que pode comprometer a absorção de nutrientes como a vitamina 812, que requer acidez para sua liberação da matriz alimentar.
A meia-vida plasmática prolongada dos IBPs, que pode durar até 48 horas, garante que a produção de ácido seja totalmente inibida, eliminando qualquer risco de hipergastrinemia.
Os IBPs, por serem rapidamente absorvidos no duodeno e jejuno, não exercem influência significativa sobre a absorção de outros fármacos ou nutrientes, pois sua ação é restrita ao lúmen gástrico.