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Uma gestante, 32 anos, primigesta, com histórico de obesidade pré-gestacional, foi diagnosticada com diabetes gestacional no segundo trimestre da gravidez. Durante o acompanhamento pré-natal, teve dificuldade em manter o controle glicêmico adequado. Na 36ª semana de gestação, o ultrassom indicou um feto com peso estimado acima do percentil 90 para a idade gestacional. Apresentou episódios recorrentes de infecção do trato urinário e, na última consulta, foi diagnosticada com gengivite. A equipe médica optou por um parto eletivo na 38ª semana de gestação. Diante disso, a alternativa que apresenta uma correlação CORRETA entre as alterações observadas e seus mecanismos fisiológicos é:
A macrossomia fetal, evidenciada pelo peso estimado acima do percentil 90, é uma consequência direta da deficiência de insulina materna, que impede a utilização adequada da glicose pelo feto, levando ao seu crescimento restrito.
Os episódios recorrentes de infecção do trato urinário são explicados pela supressão do sistema imunológico materno causada pela hiperglicemia, que favorece a proliferação bacteriana.
A gengivite está relacionada à sua obesidade pregestacional e ao diabetes gestacional, condições que promovem um estado inflamatório agudo, impactando a saúde periodontal.
A opção pelo parto eletivo na 38ª semana de gestação visa prevenir a hiperglicemia neonatal severa, uma vez que o feto, devido à exposição à hiperglicemia fetal, desenvolve uma produção excessiva de insulina.