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Paciente do sexo feminino, 27 anos, IMC 31 kg/m², refere...

Paciente do sexo feminino, 27 anos, IMC 31 kg/m², refere ganho de peso nos últimos 3 anos, muita fome após o jantar e história familiar de diabetes tipo 2 em parentes de primeiro grau. Ao exame físico, observa-se circunferência da cintura aumentada e áreas hipercrômicas, aveludadas e espessadas em região de nuca e axilas. Os exames laboratoriais mostram glicemia de jejum de 94 mg/dL, hemoglobina glicada de 5,5% e insulina de jejum aumentada, com HOMA-IR elevado. Nesse contexto, a melhor explicação para a presença de acantose nigricans de hiperinsulinemia é:


A

O excesso crônico de insulina estimula receptores de fator de crescimento semelhantes ao IGF-1 em queratinócitos e fibroblastos, promovendo proliferação epidérmica e espessamento cutâneo nas pregas.


B

A hiperglicemia leve, mesmo com insulina alta, leva à desidratação da epiderme e consequente escurecimento e rugosidade da pele em áreas de maior atrito.


C

A resistência à insulina causa redução direta da síntese de melanina, o que provoca acúmulo de queratina nas dobras cutâneas, caracterizando a acantose nigricans.


D

A hiperinsulinemia reduz a vascularização periférica, causando necrose superficial da pele e depósito de hemossiderina, responsável pela coloração escurecida da acantose.


E

A insulina elevada aumenta a lipólise dérmica, com acúmulo de ácidos graxos na epiderme, o que gera inflamação e descamação típica da acantose nigricans.