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A terapia nutricional no paciente adulto oncológico integra o conjunto de estratégias assistenciais voltadas ao manejo clínico, sendo considerada um componente relevante no cuidado multiprofissional.
Fonte: Fonte: Waitzberg, Dan L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica / Dan L. Waitzberg. -- 5. ed. -Rio de Janeiro: Atheneu, 2017.
Considerando esse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
Para pacientes oncológicos em tratamento ambulatorial de quimio e radioterapia, a modificação da dieta oral deve ser contraindicada, uma vez que adaptações na consistência e composição da dieta podem comprometer a padronização do plano nutricional e dificultar o monitoramento da ingestão calórica pelo nutricionista responsável.
A terapia nutricional parenteral é a via de primeira escolha para pacientes oncológicos, independentemente da funcionalidade do TGI, por oferecer maior precisão na oferta de nutrientes e menor risco de complicações infecciosas em comparação à via enteral.
Os benefícios da terapia nutricional em pacientes oncológicos restringem-se à preservação da integridade do TGI e à prevenção de déficits nutricionais, sendo a melhora da capacidade funcional, da qualidade de vida e a redução das taxas de reinternação considerados desfechos secundários sem respaldo em evidências científicas robustas.
A intervenção nutricional adequada no paciente oncológico está associada ao aumento da sobrevida, à melhora do estado nutricional, da ingestão alimentar, da capacidade funcional e da qualidade de vida. Além disso, favorece maior adesão aos programas de reabilitação e está relacionada à redução das taxas de reinternação.
A terapia nutricional no paciente oncológico deve ser iniciada de forma tardia, após a estabilização do quadro clínico e a resolução das complicações infecciosas, sob a justificativa de que a oferta precoce de nutrientes poderia intensificar a resposta inflamatória sistêmica e aumentar o risco de complicações metabólicas nas fases iniciais da internação.