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Um paciente oncológico com adenocarcinoma pancreático metastático apresentou perda de peso superior a 10% em 6 meses, inflamação sistêmica persistente, anorexia, fadiga e perda acelerada de massa muscular, mesmo com ingestão alimentar aparentemente adequada.
Considerando os mecanismos fisiopatológicos da caquexia associada ao câncer e os princípios de avaliação e abordagem nutricional nesse caso, assinale a alternativa correta.
A caquexia envolve hiperatividade metabólica, inflamação crônica e alterações hormonais, tornando necessária uma abordagem multimodal (nutrição, exercícios e suporte medicamentoso).
A caquexia é predominantemente causada por baixa ingestão alimentar, sendo reversível apenas com oferta nutricional aumentada.
A suplementação hipercalórica isolada é suficiente para reverter o quadro de caquexia, desde que a ingestão energética se torne adequada.
O aumento expressivo de tecido adiposo é comum na caquexia, justificando restrição energética para evitar complicações metabólicas.
O excesso de peso tem sido relacionado com o desenvolvimento e a progressão de diversos tipos de câncer. De acordo com Saraiva et. al (2025), dentre as medidas recomendadas para a perda de peso na população com sobrepeso e obesidade deve-se promover alterações focadas no aconselhamento da qualidade da dieta e um déficit energético inicial, ajustado para o peso corporal, e atividades diárias de
250 a 400 kcal/dia.
400 a 500 kcal/dia.
500 a 750 kcal/dia.
750 a 1000 kcal/dia.
De acordo com o I Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (SBNO, 2021), na programação do desmame da Terapia Nutricional Parenteral (TNP), para o paciente pediátrico oncológico que apresenta o trato gastrointestinal em funcionamento deve-se reduzir a TNP para
40 % e iniciar terapia nutricional enteral (TNE) em 60%, evoluindo até oferta estar associada somente a TNE enteral.
50% e iniciar terapia nutricional enteral (TNE) em 50%, evoluindo até oferta estar associada somente a TNE enteral.
60% e iniciar terapia nutricional enteral (TNE) em 40%, evoluindo até oferta estar associada somente a TNE enteral.
70% e iniciar terapia nutricional enteral (TNE) em 30%, evoluindo até oferta estar associada somente a TNE enteral.
Um paciente de 68 anos de idade, portador de câncer de pulmão avançado, internado na clínica médica, apresentou perda de 12% do peso em 3 meses, além de disfagia orofaríngea moderada e intolerância parcial à dieta enteral por sonda nasoenteral, tendo evoluído com náuseas e distensão. Encontra-se em dupla via de alimentação (oral adaptada + enteral contínua).
Nesse caso, de acordo com os princípios de dietoterapia em oncologia e manejo de sintomas gastrointestinais, qual é a conduta nutricional mais adequada?
Priorizar dieta oral exclusiva para estimular autonomia alimentar e minimizar complicações relacionadas à sonda.
Suspender a via oral devido à disfagia e manter nutrição exclusivamente enteral em gotejamento rápido para garantir aporte calórico.
Manter dupla via, reduzir a taxa de infusão enteral, utilizar fórmula polimérica hipercalórica e adotar fracionamento rigoroso da via oral com ajuste de viscosidade.
Aumentar a densidade proteica da dieta oral e reduzir a enteral para 10% das necessidades, pois a via oral deve sempre ser majoritária no câncer.
"O termo câncer ou tumor pode ser definido como o crescimento descontrolado, disseminado e invasivo de células anormais, resultantes de alterações genéticas hereditárias ou adquiridas."
Fonte: Guia de nutrição : clínica no adulto / coordenação deste guia Lilian Cuppari. - 3. ed. -- Barueri, SP : Mano le, 2014.
Com relação a Fisiopatologia do câncer, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( )O crescimento dos tumores é acompanhado por infiltração, invasão, angiogênese e destruição progressiva do tecido adjacente.
( )Os tumores malignos podem crescer rapidamente e causar uma série de danos ao hospedeiro, como destruição de estruturas adjacentes por pressão, síntese de hormônios, fatores de crescimento e citocinas, alterações metabólicas, sangramento e infecções secundárias e início de sintomas agudos, como obstrução do trato gastrintestinal (TGI), que pode levar à perda de peso e desnutrição.
( )A fisiopatologia do câncer caracteriza-se exclusivamente por mutações hereditárias, sendo impossível o desenvolvimento tumoral a partir de alterações genéticas adquiridas ao longo da vida.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA, de cima para baixo:
V, F, V.
F, V, F.
F, F, F.
V, V, V.
V, V, F.
Segundo o Consenso nacional de nutrição oncológica (2015), quais os indicadores de risco nutricional ou de desnutrição devem-se utilizar para o paciente oncológico adulto nos períodos pré e pós-operatórios?
TRN-2002 ≥ 2 e possível cirurgia de grande porte.
ASG-PPP ≥ 2 e Avaliação subjetiva global = B ou C.
Ingestão alimentar < 75% das necessidades nutricionais na última semana.
Sintomas do TGI de impacto nutricional por mais de 2 dias consecutivos na última semana.
Durante atendimento nutricional, um paciente com histórico familiar de câncer de próstata foi orientado a aumentar o consumo de alimentos ricos em licopeno, carotenoide associado a efeitos antioxidantes e possível proteção contra estresse oxidativo. Considerando a biodisponibilidade desse carotenoide, qual estratégia dietética tende a aumentar sua absorção intestinal?
Consumir tomate cru isoladamente em refeições com baixo teor lipídico.
Priorizar o consumo de suco de tomate, o qual previamente tenha passado por cocção, associado a fontes de gordura alimentar.
Consumir tomate juntamente com alimentos ricos em fibras insolúveis.
Associar tomate a alimentos ricos em vitamina C para aumentar sua conversão em retinol.
Consumir tomate preferencialmente em preparações frias para preservar o carotenoide.
O tratamento oncológico frequentemente envolve terapias sistêmicas capazes de interferir no metabolismo celular e na integridade de tecidos com alta taxa de renovação. Essas alterações podem repercutir diretamente sobre a ingestão alimentar, o estado nutricional e a tolerância ao tratamento.
Considerando o impacto nutricional da quimioterapia, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.
(__)A quimioterapia apresenta impacto restrito ao sistema imunológico, sem repercussões sobre ingestão alimentar.
(__)As alterações nutricionais associadas à quimioterapia ocorrem apenas em estágios avançados da doença.
(__)Náuseas, vômitos, mucosite e alterações do paladar são efeitos colaterais relativamente comuns da quimioterapia e podem levar à redução da ingestão alimentar.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
F, F, F.
F, V, F.
V, V, V.
F, F, V.
Segundo o Consenso nacional de nutrição oncológica (2015), com que frequência deve-se triar e avaliar o paciente oncológico adulto nos períodos pré e pós-operatórios com risco nutricional em nível ambulatorial?
Até 15 dias.
Até 30 dias.
Até 45 dias.
Até 60 dias.
A síndrome da caquexia associada ao câncer caracteriza-se por alterações metabólicas sistêmicas decorrentes da interação entre tumor e hospedeiro, resultando em inflamação crônica, aumento do catabolismo proteico e progressiva deterioração do estado nutricional. Nesse contexto, a assistência nutricional ao paciente oncológico deve ser contínua, individualizada e iniciada precocemente, visando prevenir o declínio funcional e melhorar a resposta terapêutica.
Considerando a fisiopatologia da caquexia, a avaliação nutricional e as recomendações da terapia nutricional em oncologia, analise as afirmativas a seguir:
I.A perda de peso maior que 5% em seis meses é considerada um dos indicadores de caquexia, mesmo quando o paciente ainda não apresenta depleção evidente de massa corporal.
II.A Avaliação Subjetiva Global − Produzida pelo Próprio Paciente (ASG-PPP) avalia o estado nutricional baseado na história de variação de peso e de ingestão de alimentos, sintomas gastrintestinais que persistem por duas semanas, e capacidade funcional atual; exame físico avaliando reserva subcutânea de gordura muscular e presença de má distribuição de líquidos na forma de edemas e ascite.
III.A assistência nutricional ao paciente oncológico tem como objetivo prevenir ou reverter o declínio do estado nutricional, bem como evitar a progressão para um quadro de caquexia, além de melhorar o balanço nitrogenado, reduzindo a proteólise e aumentando a resposta imune.
É CORRETO o que se afirma em:
III, apenas.
II, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
I e II, apenas.
Paciente de 49 anos foi internada na unidade de oncologia para tratamento de câncer gástrico. Encontra-se consciente, orientada, pouco comunicativa e com dificuldade de deambulação. Tem estatura de 1,65 m, peso atual de 53 kg e peso usual referido de 65 kg. Relata que percebeu “afrouxamento” nas roupas nos últimos 15 dias. Sinais vitais estáveis, aguardando início de quimioterapia.
Considerando esses dados, assinale a alternativa que apresenta corretamente o percentual de perda de peso recente e sua respectiva classificação.
10% – perda leve.
12% – perda moderada.
15% – perda significativa.
18% – perda grave.
20% – perda moderada.
No Brasil, variam as estimativas de desnutrição entre pacientes oncológicos, mas é amplamente reconhecida a elevada prevalência de desnutrição em pacientes com câncer, especialmente em estágios avançados da doença. Alguns estudos indicam que entre 30% a 60% dos pacientes oncológicos podem estar desnutridos no momento do diagnóstico, e esse número pode aumentar em pacientes com câncer metastático ou avançado.
A triagem nutricional em pacientes oncológicos é um processo fundamental para identificar riscos nutricionais e orientações adequadas durante o tratamento do câncer, pois quando precoce pode identificar deficiências nutricionais, prevenir a desnutrição, melhorar a qualidade de vida do paciente e otimizar os resultados do tratamento oncológico. Considerando os instrumentos existentes, os que devem ser usados para triagem e avaliação nutricional do paciente oncológico adulto, tanto ambulatorial quanto internado, são:
TRN-2002, ASG-PPP ou ASG.
ASG-PPP, MNA ou MUST.
ASG, MUST ou STRONG.
ASG-PPP ou STRONG.
Leia o caso a seguir.
Paciente L. B, uma criança com 1 ano e 8 meses de idade, 12 kg, internada em clínica médica, com diagnóstico de câncer gástrico.
De acordo com o I Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (SBNO, 2021), qual oferta calórica (segundo HOLLIDAY & SEGAR, 1957) e proteica deve ser oferecida para essa paciente por dia?
1000 kcal e 28 g de proteína.
1100 kcal e 33 g de proteína.
1200 kcal e 37 g de proteína.
1300 kcal e 40 g de proteína.
Um paciente de 62 anos de idade com adenocarcinoma gástrico distal foi submetido a gastrectomia parcial (Billroth II), com perda ponderal de 9,3% em 2 meses, apresentando risco nutricional elevado e sinais de desnutrição moderada.
No pós-operatório imediato desse caso, a conduta nutricional mais indicada inclui
iniciar precocemente dieta oral conforme tolerância, com progressão gradual da consistência líquida de prova para líquida completa, pastosa e depois branda com fracionamento alimentar, além de suplementação nutricional oral ou enteral hipercalórica-hiperproteica.
iniciar dieta enteral a fim de prevenção de dumping e monitoramento de deficiências de micronutrientes sem avaliar aceitação da dieta oral, visando restaurar o estado nutricional e reduzir complicações.
manter o paciente em dieta zero, somente com soro glicosado nas primeiras 48 horas após a cirurgia.
iniciar nutrição parenteral total logo após a cirurgia tendo em vista o não funcionamento do trato gastrointestinal no pós-operatório imediato.
Uma paciente de 58 anos de idade, diagnosticada com câncer gástrico avançado, foi internada para início de quimioterapia. Na avaliação, verificou-se perda de peso de 8% nos últimos 3 meses, redução do apetite e IMC de 20 kg/m². A paciente ainda apresentava trato gastrointestinal funcionante, sem sintomas graves de náuseas ou vômitos.
De acordo com as recomendações atuais de nutrição oncológica, qual é a conduta mais adequada para essa paciente?
Limitar a intervenção nutricional apenas a orientações gerais de aumento do consumo de alimentos ricos em calorias e proteínas, sem suplementação.
Adiar qualquer intervenção nutricional até que a paciente perca 10% do peso corporal ou desenvolva desnutrição grave.
Iniciar imediatamente nutrição parenteral total, pois a paciente está em risco de desnutrição, mesmo com o trato gastrointestinal funcionante.
Iniciar nutrição enteral precoce, de forma fracionada, com acompanhamento do aporte calórico e proteico, mesmo que ainda seja possível ingestão oral parcial.
O câncer colorretal (CCR) está entre os tipos de câncer mais incidentes no Brasil, com estimativa de cerca de 45 mil casos novos por ano no triênio 2023–2025. Embora seja mais frequente em idades mais avançadas, sua incidência tem aumentado em adultos com menos de 50 anos em vários países. O subtipo histológico mais comum é o adenocarcinoma. Em indivíduos de risco habitual, diferentes estratégias de rastreamento podem ser utilizadas, incluindo colonoscopia e testes fecais. Do ponto de vista preventivo, dieta, peso corporal e atividade física têm papel relevante. Com base nas evidências atuais sobre prevenção e rastreamento do câncer colorretal, assinale a alternativa correta.
A ingestão de fibras deve ser mantida em níveis moderados (≈15 g/dia), priorizando fibras solúveis.
Segundo recomendações do World Cancer Research Fund/American Institute for Cancer Research (WCRF/AICR), recomenda-se ingestão mínima de cerca de 30 g de fibras por dia como fator protetor e redução do consumo de carnes vermelhas e carnes processadas, por serem fatores associados ao aumento do risco de câncer colorretal.
O limite de ingestão considerado seguro para carnes processadas é de até 150 g por semana.
O consumo diário de carne vermelha é estratégia protetora por garantir aporte de ferro heme.
A suplementação de vitaminas antioxidantes (A, C e E) apresenta efeito protetor mais consistente do que a ingestão habitual de fibras alimentares.
O suporte dietético especializado no paciente oncológico com tumor de cabeça e pescoço em radioterapia exige acompanhamento profissional contínuo para evitar a deterioração nutricional. Diante disso, para essa população, recomendam-se consultas _________ com nutricionistas por pelo menos _________semanas durante a radioterapia.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
mensais - 4.
semanais - 6.
quinzenais - 6.
semanais - 12.
quinzenais - 4.
A alternativa INCORRETA em relação à terapia nutricional em pacientes oncológicos é:
A maioria dos pacientes oncológicos críticos apresenta necessidades proteicas proporcionalmente maiores do que as necessidades energéticas.
Os objetivos terapêuticos para os pacientes com câncer visam prevenir e tratar a desnutrição e evitar suas consequências.
A necessidade de energia e de proteína para os pacientes com câncer são influenciadas não apenas pela localização do tumor, mas também pelo estágio da doença, estado nutricional prévio, complicações presentes e formas de tratamento, como cirurgias, Quimioterapia (QT), Radioterapia (RTX) e Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas (TCTH).
O aconselhamento nutricional não é efetivo na melhora do estado nutricional e a qualidade de vida, tendo em vista que não consegue alcançar resultados tão bons quanto à suplementação nutricional oral.
Considere o caso clínico em hipótese:
Um Nutricionista atende um paciente com câncer de pulmão em tratamento quimioterápico que relata anorexia intensa e saciedade precoce. Ele afirma que “não consegue comer um prato cheio” e que “só de pensar em comida, já se sente estufado”. Nesse caso, segundo as recomendações para manejo da anorexia, recomenda-se:
Indicar jejum intermitente para “resetar” o apetite e melhorar a sensibilidade à insulina, suspendendo a alimentação por períodos de 12 a 16 horas.
Priorizar alimentos de baixa densidade calórica, como saladas e sopas de legumes sem enriquecimento, para garantir hidratação e ingestão de vitaminas.
Substituir completamente a alimentação convencional por Suplementos Nutricionais Orais (SNO) desde o início do quadro de anorexia, para garantir o aporte nutricional.
Fracionar as refeições (5 a 6 vezes ao dia), com aumento da densidade calórica e proteica dos alimentos, e priorizar a ingestão de líquidos entre as refeições, não durante.
Leia o caso a seguir.
Paciente C.B.L, 12 anos, 38 kg, 150 cm, fez tratamento clínico para Leucemia Linfoide Aguda e realizou transplante.
De acordo com o Consenso nacional de nutrição oncológica (Brasil, 2015), qual deve ser a quantidade de proteínas ofertada, em gramas/dia, no período pós transplante para essa paciente?
91 g/dia.
76 g/dia.
68 g/dia.
57 g/dia.