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De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Câncer (2019), sobre a utilização de nutrientes específicos no paciente crítico com câncer, assinale a alternativa correta.
O uso rotineiro de glutamina é indicado, exceto em instabilidade hemodinâmica.
Megadoses de vitaminas e minerais são recomendadas como rotina.
O ômega-3 tem efeito comprovado e deve ser administrado rotineiramente.
Não há evidência suficiente para glutamina; é contraindicada em falências orgânicas graves.
Glutamina, ômega-3 e vitaminas devem ser suplementados precocemente em todos os casos.
Paciente com câncer gástrico avançado, apresentando perda de peso significativa e diagnóstico de desnutrição moderada, está programado para cirurgia de grande porte em 7 dias.
De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Câncer (2019), considerando as recomendações atuais de terapia nutricional no período perioperatório para pacientes cirúrgicos oncológicos, qual é a conduta mais indicada?
Prescrever dieta hiperproteica e hipercalórica exclusiva por via oral, iniciando 24 horas antes da cirurgia, para minimizar o risco de complicações.
Manter dieta habitual até a véspera da cirurgia e iniciar suplementação proteica somente no pós-operatório imediato.
Introduzir fórmulas enterais isocalóricas e normoproteicas, sem imunonutrientes, 48 horas antes do procedimento.
Realizar suplementação com fórmulas hipercalóricas e ricas em carboidratos simples, visando otimizar reservas energéticas antes da cirurgia.
Iniciar 5 a 7 dias antes da cirurgia o uso de fórmulas hiperproteicas com imunonutrientes, por via oral ou enteral, em volume mínimo de 500 mL/dia.
Na avaliação nutricional do paciente oncológico pediátrico, os parâmetros antropométricos são utilizados para a classificação do estado nutricional e possibilitam a avaliação de risco e de morbidade futura. Em crianças, uma perda ponderal maior ou igual a _____ ou, em lactentes, maior ou igual a _____ deve ser considerada como fator de risco nutricional. É sabido também que um aumento rápido e inesperado de peso também indica esse risco.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
8% – 5%
6% – 5%
5% – 2%
5% – 1%
4% – 3%
A utilização de fórmulas hiperproteicas com imunonutrientes (arginina, ácidos graxos ômega-3 e nucleotídeos), por via oral ou enteral, na quantidade mínima de 500 ml/dia, deve ser preconizada para todos os pacientes em tratamento quimioterápico ou radioterápico que apresentem risco nutricional.
Certo
Errado
De acordo com o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica (2016), a equipe multidisciplinar, após triar, avaliar o estado nutricional e estimar as necessidades nutricionais do paciente oncológico crítico, deve definir a via de oferta de nutrientes, calorias e imunonutrientes. Qual é a terapia nutricional mais adequada a esse tipo de paciente?
A via oral sempre deve ser a prioridade para oferta de nutrientes, independente da estabilidade hemodinâmica e poderá ocorrer nas primeiras 48 a 72 horas.
Independente da via de oferta de nutrientes e calorias, a terapia nutricional deve ser iniciada imediatamente após o diagnóstico nutricional, na presença de estabilidade hemodinâmica, ou seja, nas primeiras 24 horas após a internação.
A prioridade para o paciente critico oncológico é a oferta de nutrientes por via parenteral, acompanhado de estabilidade hemodinâmica e com alto aporte de proteínas.
A via enteral deve ser a prioridade na oferta de nutrientes para esse tipo de paciente, devendo ser iniciada com volume de 50 ml/hora e ir evoluindo de acordo com a estabilidade geral.
Um adulto com câncer perdeu 12% do peso em 3 meses, ingere menos da metade há 7 dias, mucosa da boca dolorida grau 2, intestino funciona e há calorimetria indireta disponível.
Considerando inflamação, gasto energético e escolha da via, assinale a melhor estratégia inicial.
Nutrição parenteral com 30 a 35 quilocalorias por quilo e 0,8 a 1 g de proteína por quilo, suspensão temporária da sonda, controle glicêmico seriado e reavaliação clínica programada no início do cuidado.
Fórmula enteral com baixa gordura e alto carboidrato, metas elevadas nos 2 primeiros dias, uso de estimativas energéticas e decisão inicial conduzida com apoio da calorimetria disponível no serviço.
Plano oral com suplemento hiperproteico por livre aceitação, uso de corticoide como estimulante de apetite, monitorização clínica espaçada e retorno ambulatorial combinado após 2 semanas de acompanhamento.
Nutrição por sonda que passa do estômago com metas crescentes guiadas pela calorimetria, alvo de 25 a 30 quilocalorias por quilo e 1,2 a 1,5 g de proteína por quilo e complemento pela veia quando entrega parcial persiste.
Fórmula enriquecida com arginina em carga elevada para cenários diversos, retirada ampla de gorduras nas 24 horas iniciais e oferta volumosa já no primeiro dia de suporte nutricional.
Paciente do sexo masculino, 65 anos, diagnosticado com carcinoma gástrico avançado, está em quimioterapia paliativa. Apresenta perda ponderal de 8% nos últimos 6 meses, anorexia persistente e ingestão alimentar reduzida, com consumo de menos de 60% das necessidades há 2 semanas. Exames de tomografia computadorizada evidenciam redução significativa da massa muscular esquelética ao nível da 3ª vértebra lombar. Paciente relata fadiga e limitação funcional nas atividades de vida diária. Com base nas Diretrizes BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Câncer, assinale a alternativa INCORRETA.
O quadro clínico descrito é compatível com caquexia associada ao câncer, já que houve perda de peso >5% em 6 meses, associada à anorexia e à depleção muscular.
A presença de anorexia e alteração metabólica isoladamente já seria suficiente para definir pré-caquexia, mesmo sem perda de peso significativa.
A caquexia instalada pode ser revertida totalmente pela terapia nutricional convencional. A intervenção pode atenuar sintomas e retardar a progressão.
A caquexia refratária, caracterizada por catabolismo acentuado e sobrevida estimada <3 meses, não responde à terapia nutricional e deve priorizar cuidados paliativos.
Em pacientes oncológicos as sensações de olfato e paladar podem mudar durante a quimioterapia devido à perda ou enfraquecimento da sensação gustativa. Em relação a esse sintoma, qual alternativa descreve as recomendações nutricionais corretas?
Comer apenas alimentos gelados como sorvetes, gelatinas e vitaminas, evitar alimentos ácidos e enxaguar a boca antes das refeições.
Reduzir as fibras das refeições, experimentar alimentos ácidos e utilizar ervas para realçar o sabor, comer apenas proteínas de origem animal.
Cortar frutas, legumes e verduras das refeições, fazer apenas dieta líquida e evitar carnes.
Evitar alimentos secos, muito quentes ou gelados, diminuir o sal e temperos das refeições e evitar alimentos ácidos.
Experimentar alimentos ácidos e utilizar ervas para realçar o sabor, enxaguar a boca antes das refeições, escovar os dentes para aliviar os gostos ruins e escolher e preparar alimentos com boa aparência e bom odor.
Leia o caso a seguir.
Paciente J.S., 70 anos, peso atual 60 kg, com diagnóstico de câncer, submetido a cirurgia, no terceiro dia de cuidados intensivos.
De acordo com o I Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (SBNO, 2021), qual oferta calórica deve ser oferecida a esse paciente?
2.100 Kcal/dia.
1.800 kcal/dia
1.500 Kcal/dia.
1.200 Kcal/dia.
A conduta nutricional em pacientes oncológicos é essencial para melhorar a qualidade de vida, apoiar o tratamento e ajudar na recuperação. A nutrição adequada pode ajudar a minimizar efeitos colaterais do tratamento, como perda de peso, perda de massa muscular, fadiga e alterações no apetite. Nesse contexto, registre V para verdadeiro, e F, para falso:
(__)Para pacientes com náuseas e vômitos devido à quimioterapia, é recomendado fazer refeições pequenas e frequentes e evitar líquidos durante as refeições.
(__)Durante a radioterapia, o paciente pode ter dificuldades de deglutição ou alterações na mucosa oral, necessitando de alimentos mais suaves e de fácil digestão.
(__)A hidratação adequada não é importante em pacientes oncológicos, pois a desidratação não é um problema comum durante o tratamento.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
F, F, V.
V, V, F.
F, V, F.
F, F, F.
V, F, F.
Leia o caso a seguir.
Paciente Z. P., 10 anos de idade, menina, 1,38 m, 32 kg, com diagnóstico de leucemia, fazendo quimioterapia.
De acordo com o I Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (SBNO, 2021), que ofertas proteica e hídrica devem ser oferecidas a essa paciente por dia respectivamente?
80 g de proteína e 2.200 mL.
72 g de proteína e 2.000 mL.
64 g de proteína e 1.740 mL.
48 g de proteína e 1.540 mL.
O Consenso Nacional de Nutrição Oncológica (2016) relata que pacientes oncológicos críticos encontram-se em estado hipermetabólico e _______________, acompanhado de proteólise, lipólise e ____________. Essas alterações levam a um balanço nitrogenado negativo, o que diretamente se relaciona com aumento de complicações e da mortalidade. Assim, diante dessa resposta catabólica, o paciente necessita receber uma quantidade ________ de energia e proteínas.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
desnutridos – glicogenólise – elevada
hipercatabólico – neoglicogênese – adequada
desidratados – glicólise – muito reduzida
hiperemiados – desidratados – reduzida
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir, quanto às recomendações de oferta calórica atualmente recomendadas pelo Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (SBNO, 2021) para pacientes adultos e idosos em tratamento oncológico cirúrgico, de acordo com o estado nutricional.
Paciente desnutrido: ........... Kcal/Kg de peso atual/dia. Paciente obeso: ........ Kcal/Kg peso ideal/dia. – Paciente crítico: ............ Kcal/Kg de peso atual/dia.
30 a 35 / 15 a 20 / 30 a 40.
30 a 35 / 20 a 25 / 15 a 25.
40 a 50 / 15 a 20 / 30 a 40.
40 a 50 / 20 a 25 / 15 a 25.
Dentre o manejo nutricional para controle do sintoma disfagia nos pacientes oncológicos submetidos aos tratamentos de radioterapia, quimioterapia e imunoterapia, segundo Piovacari (2021), temos:
diminuir fracionamento da dieta.
evitar ingerir líquidos junto às refeições, mesmo que em pequenos volumes.
manter consistência da dieta independente do grau de disfagia.
evitar alimentos flatulentos e hiperosmolar.
evitar alimentos secos e duros.
O manejo nutricional em oncologia deve ser compreendido na confluência entre hipermetabolismo tumoral, resistência anabólica, inflamação crônica e impacto terapêutico das dietas. Autores como Fearon et al. (2012) e Arends et al. (ESPEN, 2021) argumentam que a intervenção dietética não pode ser interpretada isoladamente de processos metabólicos adaptativos. À luz dessas evidências, qual proposição expressa de forma mais consistente a lógica da nutrição clínica em pacientes oncológicos?
A imunonutrição com glutamina e arginina é objeto de debate, havendo registros de benefício em determinadas condições, mas também estudos que questionam sua segurança em protocolos de quimio ou radioterapia intensiva.
A reposição energética em pacientes caquéticos tende a melhorar parâmetros clínicos, mas sua eficácia isolada encontra limites frente à resistência anabólica e à mediação inflamatória sistêmica.
A distribuição de macronutrientes apresenta relevância variável conforme estágio tumoral, podendo influenciar vias metabólicas de glicólise e lipólise, ainda que não configure consenso em protocolos clínicos universais.
A relação entre hiperinsulinemia e progressão tumoral permanece controversa, com evidências de associação em alguns cenários, mas sem reconhecimento unânime como alvo terapêutico nutricional prioritário.
A utilização de ácidos graxos n-3, particularmente EPA e DHA, tem sido associada à atenuação da inflamação e à preservação parcial da massa magra, sobretudo quando integrada a estratégias proteicas e energéticas adequadas.
Leia o caso a seguir.
Paciente C.M ,75 anos, com câncer de pulmão, 1,70 m, 50 kg, desnutrido e com estresse moderado.
De acordo com o I Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (SBNO, 2021), qual a recomendação de proteína por dia para esse paciente?
55 g a 65 g.
60 g a 75 g.
75 g a 90 g.
100 g a 125 g.
O cuidado nutricional em oncologia deve contemplar desde a prevenção e rastreamento da desnutrição até a intervenção durante o tratamento, considerando as particularidades do tumor, da terapia instituída e dos sintomas associados. Considerando a fisiopatologia, a abordagem nutricional e a dietoterapia no câncer, assinale a alternativa correta.
A triagem nutricional deve ser reservada a pacientes em quimioterapia, já que em fases iniciais não ocorre a perda ponderal.
Durante a radioterapia em tumores de cabeça e pescoço, recomenda-se evitar suporte nutricional precoce, pois a mucosite e a disfagia tendem a regredir espontaneamente sem impacto sobre o estado nutricional.
A intervenção nutricional deve ser precoce, incluindo suporte enteral ou parenteral, quando a via oral não é suficiente, visando preservar massa magra, reduzir complicações, melhorar resposta ao tratamento oncológico e qualidade de vida.
Em pacientes com caquexia oncológica, o aporte proteico elevado (> 2,0 g/kg/dia) é suficiente para reverter a perda muscular, independentemente da resposta inflamatória sistêmica.
No pós-operatório de cirurgias gastrointestinais oncológicas, recomenda-se jejum absoluto até completa cicatrização da anastomose para prevenir complicações infecciosas e nutricionais.
De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Câncer (2019), em relação às necessidades proteicas de pacientes adultos e idosos em tratamento antineoplásico, assinale a alternativa que apresenta corretamente as recomendações vigentes.
Manter ingestão proteica entre 0,6 e 0,8 g/kg/dia, independentemente do estado clínico.
Limitar a ingestão proteica a, no máximo, 1,0 g/kg/dia, mesmo na presença de inflamação sistêmica.
Ingestão acima de 1,0 g/kg/dia, podendo variar de 1,2 a 2,0 g/kg/dia quando presente inflamação sistêmica e de 1,2 a 1,5 g/kg/dia para pacientes com algum grau de desnutrição.
Oferecer 1,5 g/kg/dia para todos os pacientes oncológicos, sem ajustes individuais.
Igualar a ingestão proteica à de indivíduos saudáveis, entre 0,8 e 1,0 g/kg/dia, para evitar sobrecarga metabólica.
Paciente feminina, 62 anos, cujo diagnostico é câncer de cabeça e pescoço, está em tratamento radioterápico há 3 semanas. Evoluiu com mucosite grau 3, disfagia progressiva, perda ponderal de 8% e declínio do estado funcional. Exames laboratoriais mostraram hipoalbuminemia (2,5 g/dL) e anemia.
Segundo as diretrizes internacionais para pacientes oncológicos em risco nutricional, assinale a opção que apresenta a conduta mais adequada.
Suspender a radioterapia temporariamente e iniciar suporte nutricional enteral por gastrostomia percutânea.
Implementar, de forma imediata, orientação dietética individualizada com suplementos orais hipercalóricos e hiperproteicos.
Aguardar o a término da radioterapia para avaliar a necessidade de intervenção nutricional especializada.
Prescrever nutrição parenteral central para bypass do trato digestivo alto comprometido pela mucosite.
Indicar gastrostomia profilática com nutrição enteral precoce, mantendo a radioterapia conforme planejado.
Em relação ao suporte nutricional de crianças com câncer internadas em UTI pediátrica, qual é a recomendação mínima de proteína diária para promover balanço nitrogenado positivo, de acordo com o consenso do INCA?
0,8 g/kg de peso atual/dia.
1,0 g/kg de peso atual/dia.
1,5 g/kg de peso atual/dia.
2,5 g/kg de peso ideal/dia.
3,0 g/kg de peso seco/dia.