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Leia o caso a seguir.
Paciente Z. P., 10 anos de idade, menina, 1,38 m, 32 kg, com diagnóstico de leucemia, fazendo quimioterapia.
De acordo com o I Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (SBNO, 2021), que ofertas proteica e hídrica devem ser oferecidas a essa paciente por dia respectivamente?
80 g de proteína e 2.200 mL.
72 g de proteína e 2.000 mL.
64 g de proteína e 1.740 mL.
48 g de proteína e 1.540 mL.
O Consenso Nacional de Nutrição Oncológica (2016) relata que pacientes oncológicos críticos encontram-se em estado hipermetabólico e _______________, acompanhado de proteólise, lipólise e ____________. Essas alterações levam a um balanço nitrogenado negativo, o que diretamente se relaciona com aumento de complicações e da mortalidade. Assim, diante dessa resposta catabólica, o paciente necessita receber uma quantidade ________ de energia e proteínas.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
desnutridos – glicogenólise – elevada
hipercatabólico – neoglicogênese – adequada
desidratados – glicólise – muito reduzida
hiperemiados – desidratados – reduzida
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir, quanto às recomendações de oferta calórica atualmente recomendadas pelo Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (SBNO, 2021) para pacientes adultos e idosos em tratamento oncológico cirúrgico, de acordo com o estado nutricional.
Paciente desnutrido: ........... Kcal/Kg de peso atual/dia. Paciente obeso: ........ Kcal/Kg peso ideal/dia. – Paciente crítico: ............ Kcal/Kg de peso atual/dia.
30 a 35 / 15 a 20 / 30 a 40.
30 a 35 / 20 a 25 / 15 a 25.
40 a 50 / 15 a 20 / 30 a 40.
40 a 50 / 20 a 25 / 15 a 25.
Dentre o manejo nutricional para controle do sintoma disfagia nos pacientes oncológicos submetidos aos tratamentos de radioterapia, quimioterapia e imunoterapia, segundo Piovacari (2021), temos:
diminuir fracionamento da dieta.
evitar ingerir líquidos junto às refeições, mesmo que em pequenos volumes.
manter consistência da dieta independente do grau de disfagia.
evitar alimentos flatulentos e hiperosmolar.
evitar alimentos secos e duros.
O manejo nutricional em oncologia deve ser compreendido na confluência entre hipermetabolismo tumoral, resistência anabólica, inflamação crônica e impacto terapêutico das dietas. Autores como Fearon et al. (2012) e Arends et al. (ESPEN, 2021) argumentam que a intervenção dietética não pode ser interpretada isoladamente de processos metabólicos adaptativos. À luz dessas evidências, qual proposição expressa de forma mais consistente a lógica da nutrição clínica em pacientes oncológicos?
A imunonutrição com glutamina e arginina é objeto de debate, havendo registros de benefício em determinadas condições, mas também estudos que questionam sua segurança em protocolos de quimio ou radioterapia intensiva.
A reposição energética em pacientes caquéticos tende a melhorar parâmetros clínicos, mas sua eficácia isolada encontra limites frente à resistência anabólica e à mediação inflamatória sistêmica.
A distribuição de macronutrientes apresenta relevância variável conforme estágio tumoral, podendo influenciar vias metabólicas de glicólise e lipólise, ainda que não configure consenso em protocolos clínicos universais.
A relação entre hiperinsulinemia e progressão tumoral permanece controversa, com evidências de associação em alguns cenários, mas sem reconhecimento unânime como alvo terapêutico nutricional prioritário.
A utilização de ácidos graxos n-3, particularmente EPA e DHA, tem sido associada à atenuação da inflamação e à preservação parcial da massa magra, sobretudo quando integrada a estratégias proteicas e energéticas adequadas.
Leia o caso a seguir.
Paciente C.M ,75 anos, com câncer de pulmão, 1,70 m, 50 kg, desnutrido e com estresse moderado.
De acordo com o I Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (SBNO, 2021), qual a recomendação de proteína por dia para esse paciente?
55 g a 65 g.
60 g a 75 g.
75 g a 90 g.
100 g a 125 g.
O cuidado nutricional em oncologia deve contemplar desde a prevenção e rastreamento da desnutrição até a intervenção durante o tratamento, considerando as particularidades do tumor, da terapia instituída e dos sintomas associados. Considerando a fisiopatologia, a abordagem nutricional e a dietoterapia no câncer, assinale a alternativa correta.
A triagem nutricional deve ser reservada a pacientes em quimioterapia, já que em fases iniciais não ocorre a perda ponderal.
Durante a radioterapia em tumores de cabeça e pescoço, recomenda-se evitar suporte nutricional precoce, pois a mucosite e a disfagia tendem a regredir espontaneamente sem impacto sobre o estado nutricional.
A intervenção nutricional deve ser precoce, incluindo suporte enteral ou parenteral, quando a via oral não é suficiente, visando preservar massa magra, reduzir complicações, melhorar resposta ao tratamento oncológico e qualidade de vida.
Em pacientes com caquexia oncológica, o aporte proteico elevado (> 2,0 g/kg/dia) é suficiente para reverter a perda muscular, independentemente da resposta inflamatória sistêmica.
No pós-operatório de cirurgias gastrointestinais oncológicas, recomenda-se jejum absoluto até completa cicatrização da anastomose para prevenir complicações infecciosas e nutricionais.
De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Câncer (2019), em relação às necessidades proteicas de pacientes adultos e idosos em tratamento antineoplásico, assinale a alternativa que apresenta corretamente as recomendações vigentes.
Manter ingestão proteica entre 0,6 e 0,8 g/kg/dia, independentemente do estado clínico.
Limitar a ingestão proteica a, no máximo, 1,0 g/kg/dia, mesmo na presença de inflamação sistêmica.
Ingestão acima de 1,0 g/kg/dia, podendo variar de 1,2 a 2,0 g/kg/dia quando presente inflamação sistêmica e de 1,2 a 1,5 g/kg/dia para pacientes com algum grau de desnutrição.
Oferecer 1,5 g/kg/dia para todos os pacientes oncológicos, sem ajustes individuais.
Igualar a ingestão proteica à de indivíduos saudáveis, entre 0,8 e 1,0 g/kg/dia, para evitar sobrecarga metabólica.
Paciente feminina, 62 anos, cujo diagnostico é câncer de cabeça e pescoço, está em tratamento radioterápico há 3 semanas. Evoluiu com mucosite grau 3, disfagia progressiva, perda ponderal de 8% e declínio do estado funcional. Exames laboratoriais mostraram hipoalbuminemia (2,5 g/dL) e anemia.
Segundo as diretrizes internacionais para pacientes oncológicos em risco nutricional, assinale a opção que apresenta a conduta mais adequada.
Suspender a radioterapia temporariamente e iniciar suporte nutricional enteral por gastrostomia percutânea.
Implementar, de forma imediata, orientação dietética individualizada com suplementos orais hipercalóricos e hiperproteicos.
Aguardar o a término da radioterapia para avaliar a necessidade de intervenção nutricional especializada.
Prescrever nutrição parenteral central para bypass do trato digestivo alto comprometido pela mucosite.
Indicar gastrostomia profilática com nutrição enteral precoce, mantendo a radioterapia conforme planejado.
A caquexia do câncer é uma condição frequente e subdiagnosticada, especialmente em tumores avançados e/ou em estágio terminal. De acordo com Rosa (2021), assinale a opção correta.
A principal característica da caquexia do câncer é o emagrecimento voluntário progressivo e grave, com significativa perda muscular e graves consequências.
A caquexia é classificada por perda de peso ≥ 5% ou IMC < 20 kg/m² e perda de peso > 2% ou sarcopenia e perda de peso > 2%, associada à redução da ingestão alimentar e inflamação sistêmica.
A caquexia refratária ocorre em diferentes graus de caquexia e em estágios iniciais do câncer. Há intenso catabolismo e perda de peso que não respondem ao tratamento anticâncer.
A pré-caquexia é a fase inicial, na qual o paciente apresenta perda de peso > 5%, anorexia e alterações metabólicas.
É uma síndrome multifatorial, na qual a perda contínua de massa muscular (com perda ou ausência de perda de massa gorda) pode ser totalmente revertida pela terapia nutricional convencional.
Certa paciente feminina não identificada de 45 anos, com histórico de câncer de mama, em tratamento quimioterápico, apresenta perda de apetite, náuseas frequentes e cansaço extremo ao dar entrada em um hospital de emergência. Ela apresenta dificuldades para manter uma alimentação equilibrada devido aos efeitos colaterais do tratamento. Qual a principal estratégia nutricional para esse paciente em tratamento quimioterápico?
Focar em uma dieta com baixo teor de calorias, para evitar ganho de peso durante o tratamento, durante o tratamento quimioterápico, o foco deve ser na manutenção da massa corporal magra, não na restrição calórica.
Recomendar uma dieta líquida de baixo teor calórico para reduzir náuseas e facilitar a ingestão de nutrientes, dietas líquidas podem ser úteis, mas devem ser nutricionalmente equilibradas e garantir a ingestão adequada de calorias e nutrientes.
Aumentar a ingestão de calorias e proteínas, com foco na manutenção do peso corporal e redução da perda muscular, durante o tratamento quimioterápico, é importante garantir a ingestão adequada de calorias e proteínas para prevenir a perda muscular e a desnutrição.
Prescrever uma dieta com grande ingestão de carboidratos simples para melhorar a energia e reduzir a fadiga, embora carboidratos sejam importantes para a energia, carboidratos simples não são a melhor escolha, pois podem causar picos de glicose e não são sustentáveis a longo prazo.
Iniciar uma dieta rica em fibras para aliviar as náuseas e melhorar a digestão, a ingestão de fibras deve ser controlada, pois pode piorar as náuseas e problemas intestinais durante a quimioterapia.
Sobre o câncer colorretal, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Os fatores considerados protetores para evitar esse tipo de câncer incluem fibras e seus componentes, cálcio, folatos, selênio, vitaminas e antioxidantes.
( ) Alguns vegetais podem ter maior benefício na sua prevenção, como o brócolis, a couve-flor e a couve-de-bruxelas, pois contêm altos níveis de sulforafano, composto que induz enzimas de detoxificação, aumentando a solubilidade aquosa de toxinas corpóreas e sua consequente eliminação.
C - E.
E - E.
C - C.
E - C.
Em pacientes com câncer avançado em cuidados paliativos, a manutenção do estado nutricional é crucial, pois déficits podem comprometer o desempenho físico, a qualidade de vida, a tolerância a tratamentos paliativos e a sobrevida. Mesmo em fases avançadas, em que a caquexia refratária se instala, a intervenção nutricional visa otimizar a ingestão oral e minimizar o desconforto.
Nesse contexto, sobre as estratégias de cuidado nutricional para esses pacientes, assinale a afirmativa correta.
Recomendar grandes volumes de alimentos em poucas refeições, para maximizar a ingestão calórica diária.
Incluir a restrição calórica para evitar a progressão da caquexia, uma vez que o metabolismo tumoral se beneficia do excesso de nutrientes.
Prestar aconselhamento dietético e focar em alimentos e suplementos nutricionais orais para otimizar a ingestão energética e proteica.
Implementar a rotina de nutrição parenteral total para todos os pacientes com ingestão oral reduzida, garantindo a entrega de nutrientes essenciais.
Manter o foco exclusivo na suplementação de micronutrientes, pois a perda de peso nesses pacientes é predominantemente decorrente de deficiências vitamínicas e minerais.
Segundo o Instituto Nacional De Câncer – Inca (2019), há impacto dos hábitos de vida no surgimento das neoplasias do aparelho digestivo. Nesse sentido, quais fatores de risco estão associados?
Alimentação pobre em frutas e hortaliças.
Inatividade física, tabagismo e baixo consumo de carnes processadas.
Obesidade, gastrite e hipertensão.
Consumo excessivo de álcool, chá e café preto.
O tratamento da doença oncológica pode provocar o aparecimento de sinais e sintomas que levam à diminuição da ingestão alimentar. Em relação às recomendações nutricionais na disgeusia, assinale a alternativa CORRETA.
Estimular o uso de talheres de metal.
Dar preferência a alimentos com sabores mais acentuados.
Ofertar alimentos mais secos, simples, frios, com menor teor de gordura e sem molhos, que costumam ser mais bem aceitos.
Evitar preparações e alimentos muito doces.
Paciente oncológico em quimioterapia apresenta dor acentuada ao engolir, piorando com alimentos ácidos e quentes, além de inflamação e lesões ulceradas na mucosa oral. Relata redução da ingestão alimentar e perda ponderal significativa.
De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Câncer (2019), considerando o manejo nutricional, qual conduta é a mais adequada?
Estimular ingestão de líquidos durante as refeições, priorizando preparações frias e cítricas, para melhorar hidratação e estimular salivação.
Prescrever dieta com consistência branda, mas rica em temperos e condimentos naturais para estimular apetite e melhorar a palatabilidade.
Recomendar alimentos ricos em fibras insolúveis para auxiliar o trânsito intestinal, associando líquidos gelados para analgesia local.
Oferecer preparações pastosas ou sólidas macias em temperatura ambiente, incluindo pequenas porções de frutas cítricas para aporte de vitamina C.
Ajustar consistência da dieta e evitar alimentos que causem irritação ou desconforto, considerando suplemento oral se necessário.
O câncer é uma doença cuja abordagem nutricional envolve, além da manutenção do estado nutricional, o manejo dos sintomas colaterais do tratamento, como náuseas, disgeusia e anorexia, sendo comum a indicação de suplementação nutricional oral.
Certo
Errado
As necessidades diárias de proteínas para pacientes em radioterapia e/ou quimioterapia podem variar, dependendo da doença, da programação terapêutica, do estado nutricional prévio e das complicações presentes. Considerando as recomendações do Instituto Nacional de Câncer (INCA, 2016), qual a necessidade proteica para um paciente adulto crítico oncológico?
1,0 a 1,2 g/kg de peso ideal/dia.
1,2 a 1,5 g/kg de peso ideal/dia.
1,5 a 2,0 g/kg de peso atual/dia.
2,0 a 2,5 g/kg de peso atual/dia.
A caquexia associada ao câncer é uma síndrome multifatorial, caracterizada por perda de massa muscular progressiva, independentemente da perda de gordura, e que não pode ser totalmente revertida pela terapia nutricional convencional.
Certo
Errado
Paciente oncológico com mucosite grave, TGI inutilizável temporariamente, recebe PN (nutrição parenteral) com dextrose 25% a 60 mL/h, 70 kg. Calcule a taxa de infusão de glicose (GIR) e julgue a adequação inicial segundo consensos.
2,15mg/kg/min, abaixo do patamar mínimo geralmente indicado.
3,57mg/kg/min, dentro da faixa inicial recomendada.
4,00mg/kg/min, exatamente igual ao limite inferior recomendável.
5,90mg/kg/min, equivalente ao teto máximo imediatamente seguro.
7,43mg/kg/min, acima da faixa segura recomendada.