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Em relação ao câncer colorretal, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) O chamado grupo de risco para seu desenvolvimento inclui indivíduos: com idade superior a 40 anos; com antecedentes pessoais ou familiares de adenoma ou adenocarcinomacolorretal; com antecedentes de câncer no trato digestório, ginecológico ou na mama; portadores de doenças inflamatórias intestinais, de doenças genéticas (polipose familiar, câncer colorretal hereditário não associado a polipose) ou de lesões actinicas colorretais.
( ) Entre os principais agentes implicados na sua gênese, estão os fatores dietéticos, como a dieta derivada da ocidental, que é rica em gorduras monoinsaturadas, polinsaturadas e saturadas, proteína animal, carne vermelha e processada, carboidratos refinados e calorias, sendo pobre em fibras.
C - C.
E - E.
C - E.
E - C.
Um paciente em quimioterapia para linfoma apresenta mucosite oral grau II, diarreia frequente e disgeusia com gosto metálico persistente. O nutricionista foi chamado para orientar condutas dietéticas.
Qual das estratégias a seguir está correta?
Em caso de mucosite, priorizar alimentos frios, macios e não ácidos; considerar suplementos orais de alta densidade energética para auxiliar no aporte nutricional.
Em caso de diarreia, recomendar aumento de fibras insolúveis (verduras cruas e grãos integrais), já que aceleram o trânsito intestinal e reduzem a estase colônica.
Em caso de disgeusia metálica, estimular o consumo de carnes vermelhas grelhadas e utensílios de aço inoxidável, pois seu sabor e odor intensos ajudam a mascarar o gosto metálico.
Em caso de xerostomia associada, restringir líquidos durante as refeições para evitar desconforto gástrico e aumentar a viscosidade salivar.
O tratamento da doença oncológica pode provocar o aparecimento de sinais e sintomas que levam à diminuição da ingestão diária, o que, consequentemente, pode comprometer o estado nutricional. Quais das recomendações abaixo são específicas para a conduta nutricional na disgeusia e na disosmia?
Evitar o uso de talheres de metal para minimizar o sabor metálico.
Aumentar a ingestão de alimentos e preparações com elevada densidade calórica.
Evitar beber líquidos durante as refeições.
Utilizar gotas de limão nas saladas e bebidas.
Quando é indicado suspender a terapia nutricional nos pacientes oncológicos em cuidados de fim de vida?
Quando há disfagia/odinofagia que impeça a ingestão oral adequada.
A terapia nutricional sempre deve ser suspensa quando o paciente se encontra em fim de vida
Quando houver solicitação do paciente ou de seu cuidador/familiar, ou quando for iniciada a sedação paliativa com o intuito de evitar a aspiração pulmonar.
Quando o paciente estiver recebendo solução endovenosa suficiente para manter hidratação adequada.
D.A.F., paciente do sexo feminino, 27 anos, obeso crítico com índice de massa corporal (IMC) de 51,3 kg/m² e está atualmente em tratamento clínico para câncer de mama. Segundo o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica (2016), para determinar as necessidades calóricas e proteicas dessa paciente, deve-se considerar:
22 a 25 kcal/kg de peso atual/dia e 2,5 g/kg de peso atual/dia;
11 a 14 kcal/kg de peso atual/dia e 2,0 g/kg de peso ideal/dia;
22 a 25 kcal/kg de peso ideal/dia e 2,5 g/kg de peso ideal/dia;
11 a 14 kcal/kg de peso atual/dia e 2,5 g/kg de peso ideal/dia;
22 a 25 kcal/kg de peso ideal/dia e 2,0 g/kg de peso ideal/dia.
De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Câncer (2019), em pacientes com doença oncológica avançada, com desnutrição ou perda de peso, e em tratamento de quimioterapia, recomenda-se para estabilizar ou aumentar o apetite, o uso de
vitamina K.
ômega-3.
vitamina E.
colina.
De acordo com o I Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (SBNO, 2021), para os pacientes idosos com câncer gravemente desnutridos, com a finalidade de evitar a síndrome de realimentação, convém cautela ao estimar a oferta calórica inicial e realizar o monitoramento diário de
albumina e transferrina.
hemograma e glicemia.
fosfato e eletrólitos.
magnésio e vitaminas do complexo B.
O tratamento contra o câncer costuma fazer com que o paciente tenha alguns efeitos colaterais que podem afetar o seu estado nutricional, tornando-os assim suscetíveis à desnutrição, o que pode levar a um mau prognóstico. Levando em consideração os efeitos colaterais e a demanda metabólica dessa doença, qual instrumento é validado para avaliar o estado nutricional desses pacientes?
ASG.
NRS 2002.
ASGPPP.
MAN.
MUST.
O tratamento de pacientes com câncer interfere no estado nutricional da pessoa pois apresenta sintomas como náuseas e vômitos. Sobre as atitudes do nutricionista enfrentando esta condição em seus pacientes, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
( ) Aumentar a ingestão de água.
( ) Reduzir o volume de ingestões hídricas.
( ) Restringir o consumo de alimentos gordurosos.
( ) Fracionar as refeições em mais vezes.
A alternativa que completa corretamente os parentes é:
V, V, V, V
V, F, F, F
V, F, V, V
F, V, F, F
Para um paciente oncológico adulto, em cuidados paliativos e expectativa de vida maior que 90 dias, as recomendações ajustadas de acordo com as comorbidades e com relação às calorias e proteínas são, respectivamente:
20 a 25kcal/kg/dia; entre 1g de proteína/kg/dia a 2g de proteínas/kg/dia
20 a 30kcal/kg/dia; entre 1,5g de proteína/kg/dia a 2g de proteínas/kg/dia
25 a 35kcal/kg/dia; acima de 1g de proteína/kg/dia e, preferencialmente 1,5g de proteínas/kg/dia
25 a 30kcal/kg/dia; a partir de 0,8g de proteína/kg/dia e, preferencialmente até 1g de proteína/kg/dia
A nutrição desempenha um papel multifacetado na carcinogênese, envolvendo fatores dietéticos que podem atuar como promotores ou inibidores do desenvolvimento tumoral. Com base nos mecanismos bioquímicos e metabólicos relacionados à carcinogênese, assinale a alternativa que descreve corretamente as interações entre dieta e câncer.
Os polifenóis presentes em frutas e vegetais podem reduzir o risco de câncer por modularem a apoptose celular, porém seu efeito é anulado em dietas ricas em proteínas pela interação competitiva no metabolismo hepático.
O consumo elevado de fibras insolúveis está associado a um maior risco de câncer colorretal, pois reduz o tempo de trânsito intestinal, inibindo a eliminação de substâncias carcinogênicas e promovendo sua reabsorção.
A obesidade está associada à carcinogênese por causa do aumento da síntese de ácidos graxos poli-insaturados, que promovem inflamação crônica e mutações no DNA das células adiposas.
Dietas ricas em carnes processadas e gorduras saturadas estão associadas a maior risco de câncer colorretal em razão da formação de compostos carcinogênicos como aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.
Um nutricionista se baseou na Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Câncer (2019) e informou a um paciente com quadro de odinofagia que alguns alimentos deveriam ser evitados, por exemplo:
manteiga.
biscoito cream cracker.
geleia de damasco.
óleo de palma.
leite integral.
O ângulo de fase, analisado por meio da bioimpedância elétrica, vem sendo estudado na avaliação de pacientes oncológicos, por permitir repetições sem exposição do indivíduo à radiação. De acordo com o I Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (SBNO, 2021), em estudo realizado em pessoas criticamente doentes com câncer, o ângulo de fase foi
importante para o diagnóstico do excesso de peso nos pacientes ambulatoriais.
um fator prognóstico para sobrevida e tempo de internação.
um fator prognóstico para capacidade funcional e força.
importante para o diagnóstico de desnutrição e redução da capacidade funcional.
Considere o caso clínico abaixo:
Paciente W.S.A, sexo masculino, 56 anos internado com diagnóstico de neoplasia de esôfago. Ao ser realizada a avaliação nutricional, foi obtido um IMC de 17,5 Kg/m² e relatada perda ponderal de 12% em 6 meses. Durante a anamnese, o mesmo relata uma ingestão calórica e proteica de aproximadamente 30% de suas necessidades nutricionais há mais de 2 meses, mesmo após utilização de suplementação indicada pelo nutricionista a nível ambulatorial. Queixa − se ainda de disfagia, persistente após ajuste de consistência alimentar.
Após avaliação médica, foi constatada integridade do trato gastrointestinal, sem prejuízos associados à digestão e absorção, bem como previsão de início do tratamento quimioterápico.
Diante do exposto, assinale a alternativa que contém a conduta adequada:
Terapia nutricional parenteral.
Terapia nutricional enteral, com utilização de fórmula polimérica.
Terapia nutricional oral para conforto.
Terapia nutricional enteral, com utilização de fórmula elementar.
A desnutrição é um quadro comum nos pacientes que apresentam câncer. A terapia nutricional na oncologia vem para auxiliar em todas as fases: Pré-cirúrgico, cirúrgico, quimioterapia, radioterapia e no paciente crítico. Assinale a alternativa incorreta sobre a terapia nutricional nos pacientes com câncer.
A terapia nutricional possui como um de seus objetivos atenuar a resposta metabólica ao estresse.
A terapia nutricional possui como um de seus objetivos melhorar o estresse oxidativo celular.
A terapia nutricional possui como um de seus objetivos reduzir o balanço nitrogenado.
A terapia nutricional possui como um de seus objetivos modular a resposta imunoinflamatória com redução de complicações.
A terapia nutricional possui como um de seus objetivos reduzir tempo de internação e mortalidade.
O tratamento da doença oncológica pode provocar o aparecimento de sinais e sintomas que levam à diminuição da ingestão diária de alimentos, o que, consequentemente, pode comprometer o estado nutricional. Um sintoma comum são as alterações na percepção do paladar, que podem ser uma diminuição ou distorção dos sabores e/ou sensação de sabor metálico nos alimentos, que se chama:
Anorexia.
Disgeusia.
Mucosite.
Xerostomia.
Ulcerite mandibular.
Sobre o paciente pediátrico oncológico, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. A avaliação nutricional pré-operatória visa a corrigir ou amenizar possíveis carências nutricionais, que podem aumentar o risco de complicações após a cirurgia, principalmente infecções.
PORQUE
II. A terapia antineoplásica pode promover efeitos colaterais gastrintestinais como náusea, vômito, mucosite oral e intestinal, esofagite, diarreia ou constipação, alterações de digestão e absorção de nutrientes, o que aumenta, portanto, o risco nutricional desses pacientes.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.
O câncer é o principal problema de saúde pública no mundo, figurando como uma das principais causas de morte e, como consequência, uma das principais barreiras para o aumento da expectativa de vida em todo o m undo. Na maioria dos países, corresponde à primeira ou à segunda causa de morte prematura, antes dos 70 anos. O impacto da incidência e da mortalidade por câncer está aumentando rapidamente no cenário mundial (SUNG et al., 2021). Tal aumento resulta principalmente das transições demográfica e epidemiológica pelas quais o mundo está passando.
Fonte: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/introducao
Dentre as opções citadas abaixo, assinale a alternativa que NÃO corresponde a um dos objetivos da terapia nutricional para pacientes em tratamento antineoplásico e em processo de restabelecimento.
Prevenir a perda de músculo, ossos, sangue e demais componentes da massa magra corpórea.
Auxiliar o paciente a ser menos tolerante ao tratamento.
Manter ou melhorar a qualidade de vida.
Reduzir os efeitos adversos relacionados à nutrição e suas complicações.
Náuseas e vômitos são sintomas frequentes nos pacientes oncológicos em tratamento e contribuem para a depleção do estado nutricional. Assinale a alternativa que contém uma orientação nutricional inadequada para a melhora dos sintomas citados.
Chupe gelo 30 minutos antes das refeições. Você pode fazer forminhas de gelo com sabores variados, como água de coco e sucos cítricos.
Beba sucos ou vitaminas bem gelados, milk-shakes e sorvetes.
Prefira sopas, caldos, alimentos mais líquidos e quentes, de fácil mastigação.
Jejum prolongado pode piorar os sintomas, então faça pequenas refeições com intervalos menores (2 em 2 horas).
Sobre o manejo da mucosite oral no câncer, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) A modificação da consistência da dieta é feita de acordo com o grau apresentado pelo paciente, além disso, se faz necessário dar preferência a alimentos em temperatura variada, ou seja, qualquer temperatura é tolerável; bem como diminuir o sal, evitar alimentos picantes, duros, secos e de difícil deglutição.
( ) Sabe-se que a planta Matricaria camomilla (camomila) apresenta propriedades terapêuticas no tratamento de desordens gastrointestinais, fato que se deve aos seus princípios ativos que exercem atividade anti-inflamatória, antiespasmódica e antibacteriana. É usada como enxaguante bucal por pacientes portadores de mucosite oral secundária ao tratamento oncológico e como forma de prevenção ao problema.
( ) O uso da glutamina na forma de bochechos pode trazer melhora significativa da mucosite oral secundária ao tratamento antineoplásico, podendo reduzir a dor oral, em duração e intensidade.
C - C - E.
E - C - C.
C - E - E.
E - C - E.