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Um nutricionista atende um homem de 52 anos com obesidade grau 2 (IMC = 36 kg/m²), risc...

Um nutricionista atende um homem de 52 anos com obesidade grau 2 (IMC = 36 kg/m²), risco cardiovascular DASCV moderado, sem diabetes e sem eventos cardiovasculares prévios. O paciente relata dificuldade de adesão a longo prazo às mudanças mellitus alimentares e questiona o profissional sobre qual deve ser a meta de perda ponderal para que haja impacto real na redução dos seus fatores de risco cardiovascular e o que ele deve modificar na alimentação. Considerando a Diretriz Brasileira de 2025 para o Manejo da Obesidade, qual das orientações abaixo está CORRETA?


A

Para esse perfil de paciente, a meta de perda ponderal é de pelo menos 10% do peso máximo já atingido na vida, sendo essa a única magnitude de perda associada à redução de fatores de risco cardiometabólicos como HAS e dislipidemia em pacientes com risco DASCV moderado.


B

Para redução de fatores de risco cardiovascular como HAS e dislipidemia e para atrasar ou evitar o surgimento de diabetes tipo 2, é recomendada a redução sustentada de pelo menos 5% do peso corporal, devendo a abordagem alimentar ser multiprofissional, com foco na redução das porções, aumento de frutas, verduras e hortaliças, redução de ultraprocessados e déficit energético inicial de 500-750 kcal/dia adaptado individualmente.


C

A meta de perda de 5% do peso é recomendada exclusivamente para pacientes com diabetes tipo 2 estabelecido, não sendo aplicável a pacientes com risco DASCV moderado sem diabetes, para os quais não há limiar mínimo de perda ponderal definido pela diretriz.


D

A abordagem da mudança de estilo de vida deve ser realizada exclusivamente em encontros individuais, sendo a modalidade em grupo contraindicada para pacientes com obesidade e risco cardiovascular moderado, conforme as recomendações da diretriz.


E

O consumo de proteínas deve ser restringido ao mínimo possível na dieta de pacientes obesos com risco cardiovascular moderado, pois o excesso proteico está associado à piora da função endotelial e aumento de marcadores inflamatórios nos estudos citados pela diretriz.