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Em determinado município, verificou-se aumento da prevalência de desnutrição proteico-calórica em crianças menores de cinco anos residentes em áreas de vulnerabilidade social. A equipe multiprofissional responsável pela vigilância nutricional identificou associação entre insegurança alimentar, baixa escolaridade materna e condições sanitárias inadequadas. À luz da epidemiologia nutricional, a análise tecnicamente adequada sobre a desnutrição proteico-calórica estabelece que:
manifestações clínicas edematosas associadas à desnutrição decorrem predominantemente da deficiência isolada de carboidratos complexos na alimentação infantil.
a desnutrição energético-proteica possui etiologia multifatorial, envolvendo aspectos biológicos, socioeconômicos, ambientais e alimentares interdependentes.
alterações imunológicas observadas em crianças desnutridas apresentam impacto clínico reduzido quando não coexistem doenças infecciosas associadas.
indicadores antropométricos longitudinais apresentam utilidade limitada na vigilância epidemiológica de agravos nutricionais em populações vulneráveis.
déficits nutricionais crônicos na infância possuem repercussão restrita ao crescimento ponderal, sem impacto relevante sobre desenvolvimento cognitivo.