A Síndrome Metabólica (SM) é caracterizada pela sobreposição de diferentes enfermidades, tanto em adultos quanto em crianças. A classificação de SM em adultos, apesar de ainda amplamente discutida, é bem estabelecida. Sobre esta classificação, assinale a alternativa INCORRETA:
As duas principais definições são a da Organização Mundial da Saúde (OMS), criada em 1998 e a do NCEP/ ATP-III de 2001. A primeira apresenta como obrigatória a resistência à insulina, enquanto pode estar ausente na segunda. Apesar da diferença, os estudos mostram prevalência semelhante em adultos ao comparar as duas classificações.
Outra proposta de classificação foi apresentada em 2005 pela Federação Internacional de Diabetes (International Diabetes Federation, IDF) que considera a obesidade visceral o mais importante marcador, determinada pela medida da cintura, pela primeira vez com propostas de limites específicos por etnia.
Para crianças, a IDF sugere que a SM não deve ser diagnosticada em crianças com menos de 10 anos; no entanto, a redução de peso deve ser fortemente recomendada para aquelas com obesidade abdominal. Acima de 10 anos, a SM é diagnosticada pela presença de obesidade abdominal associada a dois ou mais critérios clínicos.
Para a classificação da SM em adultos, é importante ressaltar que após vários estudos, os parâmetros definidos pela NCEP, IDF 2006 e OMS 1999 são os mesmos, tendo a Circunferência da cintura e a resistência à insulina como parâmetros obrigatórios para se classificar um indivíduo adulto com SM. As 3 (três) classificações indicam que para se classificar um indivíduo com SM ele deve apresentar pelo menos 4 das anormalidades associadas à SM.
A SM representa, portanto, um grupo de fatores de risco cardiometabólicos que incluem obesidade abdominal combinada com elevação de pressão arterial, glicemia de jejum e triglicérides, além de redução do nível de HDL colesterol.