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Durante um período de inverno, um correntômetro foi instalado em uma região costeira do litoral sudeste brasileiro, medindo velocidade e direção de corrente na superfície do mar, por um período de 30 dias. Após coleta da série temporal e aplicação da transformada rápida de Fourier (FFT) na componente norte-sul dos dados de corrente, foi possível gerar o gráfico a seguir, que relaciona a energia com as escalas de frequência do fenômeno.

Com base nas informações contidas no gráfico acima e nas frequências dominantes, assinale a opção correta.
A análise de Fourier permite visualizar uma série temporal de dados no domínio da frequência. No caso do gráfico acima, foi possível observar que a maré é, de fato, o principal fenômeno responsável pela variação das correntes no local.
Para o período de coleta, foi possível verificar que a maré é o principal fenômeno, com os três picos de energia representando a maré diurna, a maré semidiurna e os efeitos de água rasa (maré quarterdiurna).
Apesar da entrada de frentes frias normalmente não apresentar uma periodicidade bem definida, é possível observar que há um sinal bem significativo, relativo a um período de aproximadamente 6 dias, que pode ser relacionado a esse fenômeno e a sua influência nas correntes.
A análise de Fourier permite separar as oscilações periódicas dos ruídos (variações não periódicas) na série temporal de dados. No caso do gráfico acima, é possível observar que as correntes na região variam somente devido à entrada de frentes frias (período médio de 6 dias) e às marés semi-diurnas.
A transformada rápida de Fourier (FFT) é um método utilizado para acelerar computacionalmente a transformada de Fourier, utilizando exatamente o mesmo princípio que o método de Ondaletas (Wavelets).
Sabe-se da influência da Força de Coriolis na dinâmica global da maré e na geração de sistemas, como o anfidrômico. Sobre a influência da Força de Coriolis (FC) e dos Sistemas Anfidrômicos (SSAA) nas deflexões dos fluidos no Hemisfério Norte (HN) e no Hemisfério Sul (HS), é correto afirmar que:
no HS e no HN, os SSAA tendem a girar na mesma direção das deflexões geradas pela FC. Para o HS, então, é verificada uma deflexão horária causada pela FC e uma tendência de giro no sentido horário dos SSAA.
no HN, a FC gera deflexões anti-horárias, enquanto os SSAA tendem a girar no sentido horário.
no HS, os SSAA tendem a girar na direção oposta das deflexões geradas pela FC, enquanto, no HN, os SSAA tendem a girar na mesma direção das deflexões geradas pela FC.
no HS e no HN, os SSAA tendem a girar na direção oposta das deflexões geradas pela FC. Para o HS, então, é verificada uma deflexão anti-horária causada pela FC e uma tendência de giro horário dos SSAA.
no HS, a FC gera deflexões horárias, enquanto os SSAA tendem a girar no sentido anti-horário.
Uma região do oceano no Hemisfério Sul está sob a influência de um ciclone atmosférico com uma intensidade e tempo suficientes para se desenvolver o transporte de Ekman. Na área de atuação desse ciclone, foram feitos dois perfis verticais de temperatura do oceano: um na região mais periférica e outro na região central. O perfil observado na região periférica está representado pela curva "X" em linha continua na figura abaixo.

Quais dos perfis verticais de temperatura no oceano se espera encontrar na região central de atuação do ciclone?
A
B
C
D
E
A temperatura da superfície do mar é uma variável oceanográfica que o sensoriamento remoto estima utilizando que o sensoriamento remoto estima utilizando
absorvida pela superfície dos oceanos.
retroespalhada nas camadas profundas dos oceanos.
refletida na superficie dos oceanos.
atenuada nas camadas profundas dos oceanos.
emitida pela superfície dos oceanos.
As oscilações do nível d'água que estão presentes em estuários são causadas por diversos motivos, entre eles, a maré oceânica. Quando essas oscilações ocorrem em baías, com o mesmo período que as oscilações do oceano adjacente, dizemos que há um processo de:
entranhamento.
advecção.
co-oscilação.
concordância.
circulação.
o nível do mar é resultante de diversos efeitos de larga escala e escala local que estão presentes nas medições em uma determinada área. Assim, assinale a opção correta, que representa o somatório dos 3(três) principais fatores que, combinados, formam o nível do mar registrado por uma estação qualquer.
Maré + Meteorológico + Nível Médio.
Seixes + Sísmico + Marulhas.
Nível Médio + Seixes + Marulhas.
Marulho + Maré + Sísmico.
Nível Médio + Meteorológico + Marulho.
Numa baía não barrada, as correntes de maré são máximas durante;
Baixa-mar.
Estofas de Sizígia.
Preamar de Sizígia.
Preamar de Quadratura.
Num momento entre a preamar e baixa-mar.
Considerando que o fenômeno ENOS (El Niño Oscilação Sul) esteja com padrão neutro e que a qualidade da estação chuvosa da região norte do nordeste do Brasil (NEB) dependa somente das condições termodinâmicas da temperatura da superfície do mar (TSM) sobre o Atlântico Tropical, é correto afirmar que:
O dipolo negativo de TSM favorece a entrada de frentes frias no estado do Ceará.
O dipolo positivo de TSM está correlacionado positivamente com a ocorrência de anomalias positivas de precipitação no NEB.
O dipolo positivo de TSM indica que o Atlântico Tropical Norte apresenta anomalias negativas de TSM e o Atlântico Tropical Sul anomalias positivas de TSM.
O dipolo positivo do Atlântico Tropical indica que o Atlântico Tropical Norte apresenta anomalias positivas de TSM e o Atlântico Tropical Sul anomalias negativas de TSM.
O dipolo negativo de TSM está correlacionado positivamente a anomalias positivas de ROL (Radiação de Onda Longa) no TOA (“Top of the Atmosphere”), sobre o NEB.
Num ponto anfidrômico as amplitudes de marés são:
Zero.
Diurnas.
Inerciais.
Mínimas.
Máximas.
A Subcorrente Norte do Brasil (SNB) e a Corrente do Brasil são formadas a partir da bifurcação da Corrente Sul Equatorial, na costa leste brasileira. No entanto, apesar de possuírem origem comum, a Corrente do Brasil possui marcada assinatura superficial, enquanto a SNB tem transporte muito reduzido próximo à superfície. Uma provável causa para que isso ocorra é:
uma vez que a corrente está sob influência dos alísios de nordeste, estes ventos atuam em sentido sudoeste/sul, fazendo com que o transporte da SNB em superfície seja suprimido.
uma vez que a região está sob influência dos alísios de sudeste, o transporte de Ekman por estes originado tem sentido sudoeste/sul, fazendo com que o transporte superficial da SNB seja suprimido.
os outros ramos do sistema equatorial de correntes transportam água com maior densidade e contribuem com o transporte da SNB. Assim, a maior parte do transporte da SNB se torna subsuperficial.
o upwelling equatorial distorce a distribuição de massas de água na região adjacente ao equador na porção oeste dos oceanos, fazendo com que as massas de água mais densas oriundas do upwelling equatorial se somem ao transporte da SNB, influenciando no transporte superficial desta corrente.
as águas mais densas que sofreram subducção no centro do giro subtropical do Atlântico Sul acabam sendo transportadas, em sua maior parte, para a SNB, em detrimento da CB. Assim, a quantidade de água mais densa nesta corrente faz com que a maior parte do seu transporte se dê em subsuperfície.
Com relação aos submarina, assinale equipamentos que a opção correta.
Um ecobatímetro monofeixe emite sinais acústicos através de seu transdutor. Esse sinal vai do transdutor até o fundo e retorna para a superfície, e a profundidade local é calculada pelas variáveis velocidade do som na água; e tempo do percurso do sinal sonoro entre o equipamento e o fundo.
Para medição da profundidade, a escolha da frequência do ecobatímetro depende da profundidade local. Normalmente, maiores frequências são utilizadas para maiores profundidades.
Um ecobatímetro multifeixe é considerado uma extensão do ecobatímetro monofeixe, transmitindo uma faixa de feixes por medição. O equipamento apresenta uma precisão tão alta que não é necessário realizar correções na batimetria devido às oscilações na embarcação de coleta.
O sonar SIDESCAN possibilita a medição da "sonificação" do fundo. A qualidade das imagens combinada com a baixa frequência utilizada pelo equipamento permite obter informações de alta resolução do fundo, podendo permitir a detecção de irregularidades ou obstáculos no fundo.
Por utilizarem maiores frequências que os ecobatímetros, os perfiladores de subfundo permitem obter informações da estrutura sedimentar das camadas mais superiores do fundo.
Uma embarcação está navegando ao largo e paralelamente à linha de costa no rumo 010° . Nesse contexto, sopra um vento de velocidade e ângulo, respectivamente, de 5.0 km/h e 40 °.
A tripulação necessita estimar a velocidade da componente do vento capaz de induzir o processo de deriva de Ekman na área. Assinale a opção que apresenta o valor estimado.
5 X sen 30 °
5 x cos 45 º
5 x sen 60 º
5 x sen 40º
5 X cos 40°
Assinale a opção que apresenta a relação entre o tipo de arrebentação da onda e a declividade do fundo na região na qual incide a onda.
A arrebentação ascendente está relacionada com fundos de declividade suave.
A arrebentação mergulhante está relacionada com fundos de declividade alta.
A arrebentação ascendente está relacionada com fundos de declividade média.
A arrebentação mergulhante está relacionada com fundos de declividade média.
A arrebentação deslizante está relacionada com fundos de declividade média.
Qual das variáveis abaixo NÃO é função da salinidade, da temperatura e da pressão hidrostática?
Gradiente adiabático de temperatura.
Sigma-T.
Anomalia geopotencial.
Velocidade do som.
Volume específico.
O termo radiométrico cuja definição é um fluxo radiante por ângulo sólido, proveniente de uma área, em uma determinada direção, é
a radiância.
o fluxo radiante.
a emitância.
a irradiância.
a intensidade radiante.

Modelo de Espiral de Ekman
THURMAN, H.V. In: Introductory oceanography. New York: Macmillan Publishing Co. 1994. Adaptado.
A figura ilustra o modelo de circulação das massas d’água chamado de Espiral de Ekman, no qual se assume que a coluna d’água homogênea é impulsionada pelo vento que sopra na sua superfície. De acordo com esse modelo,
a profundidade em que a movimentação cessa é chamada de profundidade de influência da fricção, ocorrendo normalmente a cerca de 1 metro.
a corrente superficial move-se, com relação à direção do vento, na direção de 45° à direita no Hemisfério Norte, e na direção de 45° à esquerda no Hemisfério Sul, devido à Força de Coriolis.
a velocidade da água impulsionada pelo vento vai progressivamente aumentando pela fricção entre as moléculas de água.
as correntes superficiais movem-se 20% mais velozes que a velocidade do vento que as originam.
o movimento efetivo de água, denominado transporte de Ekman, ocorre em ângulos de 30° com relação à direção do vento.
O ambiente marinho pode ser dividido em dois grande domínios: o bentônico e o pelágico. As subdivisões do domínio bentônico podem ser definidas como na tabela abaixo.
Zonas entremarés | Território entre as preamares e baixa-mares de maior amplitude | |
Zona sublitoral | Estende-se até o fim da plataforma continental; seu limite de profundidade fica a cerca de 200 metros | |
Zona profunda | A | Compreende a região do talude continental; seu limite de profundidade fica entre 1.000 e 2.000 metros |
Piso abissal | Compreende a região da planície abissal e cordilheiras meso-oceânicas; seu limite de profundidade fica a cerca de 6.000 metros | |
B | Compreende a região a mais de 6.000 metros de profundidade | |
As letras A e B correspondem, respectivamente, às regiões
piso circalitoral e piso infralitoral
piso batial e piso hadal
piso batial e piso infralitoral
piso mesolitoral e piso infralitoral
piso circadial e piso hadal

Principais Correntes Oceânicas de Superfície
MEADOWS, P.S.; CAMPBELL, J.I. In: Introducción a la Ciencia del Mar. Zaragoza: Editorial Acribia, 1978. Adaptado.
Correntes marinhas são massas de água que se deslocam e são classificadas em superficiais e de fundo. Sobre as correntes marinhas, afirma-se que
o plâncton é formado de organismos cuja distribuição independe das correntes marinhas.
os principais ventos que produzem correntes marinhas oceânicas na superfície do mar são os alísios de sudoeste e os ventos de leste no hemisfério norte, e os alísios de noroeste e os ventos de leste no hemisfério sul.
as correntes de água não são suficientemente fortes para o transporte de várias formas de seres vivos, larvas e ovos, o que garante sua dispersão pelos mares.
as correntes superficiais são provocadas especialmente pelas marés; e as correntes de fundo são provocadas pela presença de camadas de água com diferenças de pressão.
as principais correntes marinhas apresentam um padrão semelhante em quase todos os oceanos: no sentido horário no hemisfério norte e anti-horário no hemisfério sul.

Disponível em: <http://www.unicamp.br/fea/ortega/eco/iuri10a.htm>. Acesso em: 03 jul. 2011.
A figura ilustra um resumo de correntes oceânicas, costas continentais e áreas de ressurgências (upwelling). É consequência do fenômeno da ressurgência o(a)
afloramento de águas profundas, geralmente frias e ricas em nutrientes, em determinadas regiões dos oceanos.
aumento da temperatura das águas nas regiões em que ocorre a ressurgência.
aumento do índice pluviométrico nos pontos de ressurgência.
baixa produtividade primária nas regiões onde ocorre a ressurgência, com influência negativa sobre a pesca.
diferença de pressão hidrostática que provoca a descida de águas superficiais para a plataforma continental.
Recirculações subtropicais são estruturas anticiclônicas de larga escala presentes próximo ao contorno oeste dos giros subtropicais dos oceanos. Sobre essas recirculações, sabe-se que
no Atlântico Sul, a circulação é eventualmente bipartida em duas células: a célula mais ao norte (20° S − 28° S) e a mais ao sul (28° S − 35° S).
os ventos do norte formam as correntes que retornam para a região equatorial, completando o giro subtropical.
os giros ocorrem no sentido anti-horário no hemisfério norte, mantidos pelos ventos predominantes de oeste ao norte e os ventos alísios ao sul.
estes giros ocorrem apenas no Oceano Índico.
as barreiras de terra nas regiões subpolares, obstruem o fluxo de água e não possibilitam a criação dos giros subtropicais.