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As fraturas naso-orbitoetmoidais envolvem segmentos muito...

As fraturas naso-orbitoetmoidais envolvem segmentos muito importantes da face; formato dos olhos, tecidos especializados (tecidos ósseos, cartilaginosos, sinusais, tendíneos, lacrimais e oculares). Diante dessa anatomia complexa, três componentes são chave para uma correção satisfatória; projeção nasal, distância intercantal e drenagem nasofrontal ou lacrimal.


Com essa análise, é CORRETO afirmar que


A

o reparo do telecanto é um dos componentes mais importantes no reparo dos traumas naso-orbitoetmoidal. Quando lesada a contração do músculo infraorbitário do olho diminui a distância para o teto da órbita e causa deslocamento superior e arredondamento da fissura palpebral inferior.


B

Uma força direta contusa à região naso-orbitoetmoidal fragmenta as paredes mediais da órbita e os ossos delgados nasal, lacrimal, etmoide e frontal. A raiz nasal também pode telescopar posteriormente dentro das células aéreas etmoidais como unidade única, alojar-se sob o processo nasal do osso frontal e obstruir o escoamento nasofrontal do seio frontal.


C

A região naso-orbitoetmoidal é um conjunto ímpar de pilares envolvendo o terço médio da face e que correm horizontalmente da margem piriforme em direção à barra frontal; esses pilares suportam a projeção nasal e a inserção do tendão cantal interno.


D

Observa-se que, em grandes traumas, o tendão cantal medial que é uma extensão inferior do aparato tarsal e que corre no plano do septo orbitário, estende-se do canto lateral do tubérculo Whitnall, através dos tarsos superior e lateral dentro do tendão cantal medial, sendo responsável pelo achatamento nasal.


E

Um dos mecanismos que devemos usar na mensuração da distância de cada fissura palpebral é a altura do seio maxilar em relação às órbitas com um outro componente, a linha média facial. Com isso poderemos distinguir se a lesão é unilateral ou bilateral, o que deve ser considerado como ponto chave do tratamento da fratura naso-orbitoetmoidal.