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Uma paciente de 45 anos de idade, saudável, vítima de acidente automobilístico, foi atendida pela equipe médica e encaminhada para avaliação bucomaxilofacial, já tendo sido descartados TCE e outros traumas. Apresentou queixas como desconforto ao falar e abrir a boca, além de parestesia do lábio superior e dos dentes superiores anteriores. Ao exame físico, observam-se retrusão do terço médio com achatamento da face, má oclusão, mordida aberta com contato prematuro dos dentes posteriores, pequena laceração dos tecidos moles do vestíbulo oral e mobilidade maxilar à palpação. Considerando essas informações, assinale a alternativa correta.
O deslocamento da maxila em direção inferior e posterior pode ocorrer em virtude da ação dos músculos pterigoideos, caso a fratura estenda-se até a região das lâminas pterigoideas do osso esfenoide.
Nesse caso, a suspeita de uma fratura de maxila pode ser confirmada por uma única radiografia panorâmica.
Após o exame de imagens, ao confirmar uma fratura Le Fort III, o tratamento consistirá em bloqueio intermaxilar transoperatório apenas para restabelecimento da oclusão, enquanto as fraturas são reduzidas e estabilizadas com miniplacas de titânio e parafusos por meio do acesso intraoral circunvestibular superior.
O processo de cicatrização de um osso fraturado se dá em três estágios: inflamatório, reparador e de remodelamento. Na fase inflamatória, os osteoclastos vão reabsorvendo o osso medular e os osteoblastos vão depositando osso compacto.
Para fixação de fraturas de maxila, utiliza-se frequentemente um sistema de placas e parafusos de titânio de 2.7 mm, que requerem remoção em um segundo tempo cirúrgico.