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O período da dentição mista tem sido definido como um estágio de desenvolvimento dentário no qual dentes decíduos e permanentes estão simultaneamente presentes nos arcos dentários. Esse período inicia com a erupção dos primeiros molares permanentes e termina com a erupção dos segundos pré-molares e/ou caninos permanentes ou, ainda, com a erupção dos segundos molares permanentes. Sobre esse período específico, segundo Guedes-Pinto (2017), assinale a alternativa CORRETA:
Com a erupção dos primeiros molares permanentes inferiores, há o fechamento do espaço primata inferior, permitindo que os molares permanentes passem a ocupar uma posição mais anterior no arco, levando-os à mesioclusão. Na ausência de tais espaços, essa mudança de relação oclusal não ocorre.
O primeiro molar permanente tem como guia de erupção sua posição de oclusão pela superfície distal do segundo molar decíduo. Assim, a relação oclusal dos primeiros molares é determinada pela relação terminal dos segundos molares decíduos.
Os incisivos inferiores se desenvolvem lingualmente às raízes dos dentes decíduos em reabsorção. Entretanto, essa posição de erupção lingual, quando há reabsorção normal das raízes dos decíduos, não tende a ser corrigida, posteriormente, pelo processo eruptivo dos demais grupos de dentes. Somente pela atividade da língua os incisivos chegarão a uma posição adequada.
Outro aspecto que merece atenção é a fase do “patinho feio”. Nessa fase, os incisivos superiores apresentam vestibuloversão menor e divergência de longo eixo, de incisal para apical, determinando diastemas, especialmente na região da linha média. Esse espaço tende a diminuir com a erupção dos incisivos laterais e normalmente se fecha com a erupção dos caninos.