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A assistência odontológica a usuários com a Doença de Parkinson deve ser planejada e executada de maneira interdisciplinar, em conjunto com outros profissionais e a família, utilizando estratégias direcionadas, a fim de reduzir problemas bucais que possam interferir diretamente na saúde sistêmica dos pacientes.
De acordo com as orientações voltadas ao atendimento desses pacientes, é correto afirmar que
se deve inclinar a cadeira odontológica em ângulo maior do que 60° para facilitar a deglutição de saliva, evitando episódios de engasgo.
se orienta utilizar isolamento absoluto em procedimentos restauradores com sistema de sucção eficiente sob o lençol de borracha, para proteger a língua de traumas e reduzir os riscos de aspiração, visto que há diminuição do reflexo da tosse.
a utilização de abridores de boca é contraindicada, pois prejudica o relaxamento do usuário nas atividades de abertura bucal e pode provocar movimentos involuntários.
é indicado o uso do amálgama como material restaurador de eleição, por sua longa durabilidade, fator importante para esses pacientes que em geral apresentam baixo risco de desenvolvimento de cárie dentária.
mesmo em casos avançados da doença, nos quais o usuário não consegue cooperar, não devem ser utilizadas, para a realização do tratamento odontológico, a sedação oral ou a sedação endovenosa.