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Os dentes podem ser clínica e radiograficamente estudados para determinar a idade do cadáver, com base no tempo de erupção e calcificação.
No exame macroscópico da mandíbula de uma criança durante necropsia, observou-se que os dentes ocupavam a maior parte do corpo da mandíbula, o primeiro incisivo decíduo estava irrompido e a coroa do primeiro molar permanente estava em formação, característica dos difiodontes. Nessa situação, os dados são tecnicamente compatíveis com criança de cerca de seis meses de idade.
A face da criança é redonda e larga porque o crescimento lateral ocorre cedo e em uma maior extensão que o crescimento vertical. Com o aumento da idade e do tamanho do corpo, o aumento vertical da face excede o crescimento lateral da face tanto quanto a expansão progressiva das cavidades nasais, para fornecer um aumento das vias aéreas para a expansão dos pulmões.
O índice de Flower permite determinar o tamanho dos dentes de acordo com as dimensões do crânio. Esse índice considera a distância entre o primeiro pré-molar e o terceiro molar e a distância násio-básio, com base nas evidências de proporcionalidade existentes entre as medidas craniofaciais, dentais e do indivíduo como um todo.
No exame macroscópico da mandíbula de uma criança durante a necropsia, observou-se que o primeiro prémolar iniciou o processo de irrompimento, provocando a reabsorção das raízes do primeiro molar decíduo, o segundo pré-molar estava situado entre as raízes do segundo molar decíduo, o primeiro molar permanente era funcional e a ponta de cúspide do segundo molar permanente, em movimento de erupção, havia perfurado a mucosa bucal. Nessa situação, o exame deve indicar que a criança tem pelo menos 10 anos de idade.
A crista glabelar (supra-orbital) é pronunciada na mulher e pouco desenvolvida no homem. A mandíbula se apresenta mais larga com o ramo amplo no homem e menor na mulher.
No crânio feminino, a fronte é circular, mais vertical, enquanto no masculino é íngreme e inclina-se posteriormente.
As três divisões sensoriais do nervo trigêmeo são as divisões facial, maxilar e mandibular.
A fratura do complexo zigomático é freqüente. O zigoma é separado do osso frontal, maxilar e temporal. A fratura zigomática bilateral ocorre em associação às fraturas Le Fort II e III. O corpo do zigoma é raramente fraturado.
A infecção na região periapical dos pré-molares e molares superiores pode perfurar a cortical vestibular e estender-se para o seio maxilar, o espaço pterigopalatino ou a fossa intratemporal, alcançando a órbita pela fissura orbitária inferior. Essa infecção, posteriormente, pode estender-se para o seio cavernoso, na abóbada craniana, e causar uma condição extremamente grave, chamada de trombose do seio cavernoso.
Em alguns mamíferos, remanescentes dos ductos nasopalatinos permanecem visíveis e fazem a comunicação entre as cavidades bucal e nasal. Os ductos nasopalatinos podem comunicar-se com os órgãos de Jacobson (vômer nasal), atuando como um órgão olfativo acessório. Nos humanos, o órgão de Jacobson usualmente involui na vida intra-uterina, tornando-se uma estrutura vestigial que dá origem ao cisto nasopalatino.
A angina de Ludwig caracteriza-se por uma tumefação no assoalho da boca, língua e região submandibular. O envolvimento do espaço pterigomandibular pode causar obstrução respiratória secundária ao edema de glote.