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Ao examinar crianças pequenas, há situações em que o cirurgião-dentista avalia a extração de dentes decíduos devido a lesões profundas. Em certos casos, porém, a exodontia pode causar prejuízos na oclusão futura. Marque a alternativa CORRETA sobre o critério para decidir a extração de um dente decíduo com cárie extensa.
Suprimir o dente ao menor indício de exposição pulpar, apostando que o espaço no arco se manterá pela acomodação fisiológica.
Esperar sinais radiográficos de rizólise avançada associada a raiz fraturada, presumindo reparo espontâneo sem qualquer intervenção.
Avaliar a possibilidade de tratamento restaurador com pulpectomia e manutenção do elemento até a época de esfoliação natural, considerando o impacto funcional e oclusal.
Optar pela exodontia toda vez que surgirem cáries de dentina profunda, independentemente de viabilidade endodôntica.
Paciente de 9 anos, sexo feminino, sofreu fratura coronária com exposição pulpar de 3 mm no dente 12. Compareceu para atendimento odontológico 18 horas após o trauma. No exame clínico se observa sangue abundante com uma coloração vermelho-rutilante. Durante intervenção, constata-se remanescente pulpar com consistência firme e coloração róseo-avermelhada.
A conduta clínica mais indicada para esse caso clínico é:
pulpectomia 2 a 3 mm aquém do ápice radiográfico.
pulpectomia 1 mm aquém do vértice radiográfico.
penetração desinfetante.
pulpotomia.
apicificação.
Apesar de ser uma opção acessível, de fácil execução e efetiva no controle de lesões em dentina, o uso do diaminofluoreto de prata (DFP) tem a desvantagem de provocar o escurecimento da lesão devido à ação da prata, prejudicando a estética, principalmente na região anterior.
Certo
Errado
Uma criança de 2 anos e 6 meses de idade foi levada ao consultório odontológico para uma consulta de urgência depois de sofrer uma queda da própria altura enquanto brincava. Ao exame clínico, notou-se fratura de esmalte no elemento 51 e ligeira mobilidade, enquanto o elemento 61 apresentou-se intruído, somente com uma pequena área de esmalte incisal exposta. Os outros dentes não apresentavam sinais clínicos de lesões traumáticas. O exame radiográfico mostrou não haver fratura radicular, a região apical do elemento 61 estava visível e o elemento intruído parecia encurtado em relação ao contralateral. Nesse caso, é esperado que o elemento intruído apresente sinais de melhora em seu posicionamento em até:
2 semanas;
1 mês;
3 meses;
6 meses;
2 anos.
Em relação à fase do “patinho feio”, é correto afirmar:
há a presença de diastemas, especialmente na região da linha média, que tendem a aumentar com a erupção dos incisivos laterais e dos caninos.
nessa fase, os incisivos superiores apresentam vestíbulo-versão maior e divergência de longo eixo, de incisal para apical.
essa fase caracteriza o início da dentição mista.
essa fase é caracterizada pelo arco de Baume tipo I na maxila e tipo II na mandíbula.
essa fase se inicia por volta dos 6 anos, com a erupção dos incisivos centrais permanentes superiores, e persiste por 2 anos, não terminando antes da erupção primeiro molar permanentes, por volta de 8 anos.
Uma criança de 9 anos sofreu avulsão do incisivo central permanente superior direito após uma queda na escola, chegando à clínica odontológica cerca de 30 minutos após o trauma com o dente avulsionado em mãos. Sobre o manejo adequado nesse caso de avulsão dentária, assinale a alternativa INCORRETA.
Realizar a limpeza do dente avulsionado apenas com água ou soro fisiológico, sem esfregar a raiz, para remover sujeiras grossas antes do reimplante.
Raspar e remover os tecidos aderidos à superfície radicular do dente avulsionado antes do reimplante, para evitar infecções no alvéolo.
Manter o dente avulsionado temporariamente em meio úmido, como leite ou soro fisiológico, se não for possível reimplantá-lo imediatamente.
Evitar tocar na raiz do dente, segurando-o preferencialmente pela coroa para não danificar o ligamento periodontal remanescente.
Paciente de 5 anos, sexo masculino, apresenta crostas de coloração âmbar na pele e no vermelhão dos lábios.
Sabendo se tratar de uma infecção superficial da pele, que é causada pelo Staphylococcus aureus, sozinho ou em combinação com o Streptococcus pyogenes (grupo A, β-hemolítico), uma hipótese de diagnóstico plausível para o caso clínico descrito é:
mononucleose infecciosa.
impetigo.
doença mão-pé-boca.
molusco contagioso.
doença da arranhadura do gato.
Segundo Proffit et al. (2013), com relação à transição da dentição decídua para a permanente, é correto afirmar que:
o crescimento diferencial dos maxilares, leva a maxila um pouco mais para frente do que a mandíbula durante a dentição mista.
quando os primeiros molares permanentes erupcionam, sua relação é determinada por aquela dos caninos decíduos.
quando os segundos molares decíduos são perdidos, ambos os molares superiores e inferiores, tendem a se inclinar para mesial, mas o molar inferior normalmente se movimenta mais para mesial do que seu correspondente superior.
o movimento dos molares permanentes quando os segundos molares decíduos são perdidos é a principal variável na determinação da relação molar da dentição permanente.
uma relação normal dos molares decíduos é a relação de degrau distal.
Na prática da Odontopediatria, o manejo clínico da dentição decídua exige conhecimento refinado sobre suas particularidades anatômicas e fisiológicas, bem como habilidades específicas para promover tratamentos eficazes, conservadores e compatíveis com o comportamento infantil. Considerando um molar decíduo com extensa destruição coronária, envolvimento pulpar e ausência de mobilidade, em uma criança de 4 anos, qual seria a conduta mais indicada segundo as diretrizes da Odontologia minimamente invasiva?
Extração do dente, seguida de instalação de mantenedor de espaço fixo, dada a idade precoce do paciente.
Pulpotomia com cimento de hidróxido de cálcio e posterior restauração com resina composta fotopolimerizável.
Pulpotomia com formocresol diluído e restauração com coroa de aço inoxidável.
Pulpectomia total, preenchimento com cimento endodôntico resinoso e selamento com compômero estético.
Aplicação tópica de flúor, monitoramento clínico sem intervenção cirúrgica e higienização supervisionada.
O depósito de esmalte e dentina da coroa do futuro dente, caracterizando o processo de dentinogênese e amelogênese, ocorre na fase de modificação morfológica denominada
capuz.
botão.
campânula inicial.
coroa ou campânula avançada.
fase de raiz.
A aplicação de vernizes fluoretados faz parte da rotina odontológica clínica, especialmente nos atendimentos odontopediátricos. Essa aplicação sobre a superfície do esmalte é indicada em qual situação?
Quando a câmara pulpar já estiver lesionada e aberta em 1mm por cárie aguda.
Quando houver exposição pulpar acidental durante a remoção cariosa com brocas esféricas.
Em lesões de mancha branca ativa cariosa, sem cavitação e sem sintomatologia dolorosa.
Quando houver o crescimento de tecido, configurando um pólipo pulpar.
Segundo McDonald & Avery, as opções a seguir apresentam recomendações da Academia Americana de Odontologia Pediátrica acerca dos cuidados de saúde bucal pediátrica preventiva, à exceção de uma. Assinale-a.
A primeira consulta de avaliação oral deve ser realizada com a erupção do primeiro dente decíduo, não devendo ultrapassar 12 meses.
As consultas odontológicas devem ser repetidas a cada 6 meses ou de acordo com o risco individual da criança.
A suplementação com fluoretos deve ser considerada quando a exposição ao flúor sistêmico for considerada subótima.
Até os 2 anos de idade, as orientações relativas à higiene oral devem ser feitas para os pais/cuidadores.
Não cabe ao odontopediatra avaliar as crianças quanto ao desenvolvimento da fala e da linguagem.
Considere as afirmativas relacionadas ao uso de Fluoretos em Odontopediatria apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A aplicação tópica de gel flúor fosfato acidulado a 1,23% é recomendada com frequência semestral ou anual.
(__)O bochecho com fluoreto de sódio a 0,05% é recomendado para uso diário nos casos em que se detecta a necessidade de fluorterapia.
(__)O bochecho com fluoreto de sódio a 2% é recomendado para uso semanal em programas escolares.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
F − F − V.
V − V − F.
V − F − F.
F − V − F.
V − F − V.
O manejo da dor em crianças durante procedimentos odontológicos é essencial para garantir cooperação. O dentista seleciona um método para aliviar o desconforto em um paciente de 6 anos. Esse método é conhecido como __________.
Assinale a alternativa que corretamente completa a lacuna no excerto:
Bloqueio nervoso
Analgesia sistêmica
Anestesia local infiltrativa
Sedação geral
Anestesia tópica
Em odontopediatria, a dose recomendada para analgesia pode ser feita com 15 mg/kg de dipirona, administrada a cada 4 horas, sem ultrapassar 20 gotas, ou com a mesma proporção de paracetamol, administrada a cada 6 horas, sem ultrapassar 35 gotas.
Certo
Errado
A distância horizontal entre a superfície palatina dos incisivos superiores e a superfície vestibular dos incisivos inferiores é denominada sobressaliência. Esta é considerada normal ou estética e funcionalmente aceitável, quando além de determinadas condições estarem presentes, essa distância variar de
0 a 3 mm
2 a 4 mm.
1 a 5 mm
2 a 6 mm.
0 a 6 mm.
Em uma consulta de Odontopediatria, um paciente de 5 anos apresenta cáries de progressão rápida nos dentes anteriores. A mãe informa alto consumo de bebidas açucaradas antes de dormir. Marque a alternativa CORRETA sobre como abordar a prevenção dessa situação, de acordo com princípios de saúde bucal.
Criar estratégias de higiene e reeducação alimentar, envolvendo a criança nos cuidados diários e orientando o uso moderado de flúor gel, destacando a importância de suspender a ingestão de açúcares em horários noturnos.
Redirecionar totalmente a escovação para bochechos em solução alcoólica, reforçando a tese de que tal método garante maior efeito antimicrobiano.
Planejar restaurações em resina sem modificar o hábito alimentar, já que a dieta não exerce influência relevante na evolução das lesões.
Intensificar a limpeza mecânica com curetas em intervalos mensais, removendo placa em profundidade e dispensando a cooperação familiar.
No desenvolvimento de hábitos bucais, a sucção digital prolongada pode comprometer a oclusão de crianças. Marque a alternativa CORRETA a respeito de como atuar em uma criança de 6 anos com esse hábito persistente.
Realizar extração profilática de molares decíduos para compensar o deslocamento anterior dos incisivos.
Confrontar diretamente a criança com punições orais, acreditando que a dor iniba a sucção digital.
Adotar estratégias motivacionais e exercícios orais, associar-se a um acompanhamento psicológico quando necessário, visando interromper o hábito e minimizar alterações no arco.
Esperar a fase de dentição permanente, pois o hábito tende a desaparecer sozinho, sem afetar a oclusão.
Abordagens preventivas e clínicas em odontopediatria incluem controle de comportamento e apoio familiar. Marque a alternativa CORRETA para um atendimento seguro em crianças que apresentam diversas cáries e alto nível de ansiedade.
Aplicar contenção física restritiva, desprovido de acolhimento dos medos, até finalizar todas as restaurações em única sessão prolongada.
Construir comunicação gradativa, empregar dessensibilização ou condicionamento, associar anestesia local eficaz e exibir instrumentos de forma lúdica, envolvendo pais no processo de cuidado.
Antecipar a prescrição de antibióticos em cada consulta, ausentando a necessidade de intervenções profiláticas locais.
Focar em explicações racionais, ignorando reações emocionais, pois a lógica é suficiente para conter a criança.
Segundo Borges e colaboradores (2014), no atendimento a crianças, a atuação do auxiliar é fundamental para o bom andamento do tratamento.
Com relação ao manejo de crianças, avalie as afirmativas a seguir.
I. O atendimento a bebês; crianças (3 a 12 anos) e adolescentes exige da equipe auxiliar o conhecimento e respeito às particularidades físicas, de desenvolvimento e psicológicas características de cada idade.
II. O atendimento a bebês deve ser realizado apenas pelo Cirurgião-dentista, sem a presença de auxiliares, para minimizar o estresse.
III. A atuação do auxiliar bem entrosado com o Cirurgião-dentista é de extrema importância para minimizar o tempo de atendimento.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
III, apenas.