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Durante atendimento odontopediátrico, é observada uma elevação nodular assintomática e firme na linha média do palato duro de uma criança de 6 anos, sem histórico de trauma ou infecção local. A mucosa sobre a lesão é normal e o crescimento é lento. Qual o diagnóstico mais provável:
Cisto nasopalatino.
Tumor odontogênico adenomatoide.
Torus palatino.
Granuloma periférico de células gigantes.
Displasia fibrosa monostótica.
A face oclusal do dente 65 de uma criança apresenta uma ampla lesão de cárie e após sua remoção decidiu-se usar cimento de ionômero de vidro convencional. Antes da inserção desse material, a dentina deverá ser condicionada. Assinale a alternativa que apresenta o nome do produto que deverá ser usado nesse condicionamento:
Ácido tartárico.
Ácido poliacrílico.
Ácido maleico.
Ácido fosfórico.
Ácido fluorídrico.
Assinale a alternativa que apresenta a anomalia dentária de número que é considerada a anomalia de desenvolvimento congênita mais comum:
Macrodontia.
Fusão.
Geminação.
Taurodontismo.
Agenesia.
Em contextos de atenção odontológica à infância, a avaliação do desenvolvimento orofacial e a prevenção de hábitos deletérios constituem pilares da Odontopediatria. Uma criança de 5 anos apresenta mordida cruzada posterior unilateral, respiração bucal e padrão de deglutição atípica. Com base nas diretrizes da odontologia preventiva e interceptadora, qual abordagem inicial é mais indicada?
Intervenção fonoaudiológica isolada, seguida de contenção ortodôntica com barra palatina fixa.
Utilização de aparelho ortopédico removível de McNamara com ativação lenta e estímulo de selamento labial.
Extração dos molares decíduos para permitir acomodação da arcada e autocorreção espontânea.
Prescrição de anti-histamínico de uso contínuo para controle da respiração bucal e melhora postural.
Indicação cirúrgica de freio lingual associada à correção com aparelho extrabucal de tração cervical.
A abordagem clínica de pacientes infantis com necessidades especiais demanda habilidades específicas, que envolvem desde a adaptação do ambiente até a individualização das técnicas restauradoras e preventivas. Em um paciente de 6 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), hipersensibilidade tátil e dificuldade de comunicação verbal, o atendimento odontológico deve priorizar:
Abordagem tradicional com comandos firmes, uso de contenção física e anestesia local convencional.
Introdução de sessões curtas de dessensibilização, uso de ionômero de vidro de alta viscosidade e reforço visual positivo.
Sedação consciente com óxido nitroso e instalação de aparelho ortodôntico preventivo para expansão palatina.
Prescrição de ansiolíticos e restaurações com compômero sob isolamento absoluto e campo cirúrgico.
Restrição do atendimento ao ambiente hospitalar, com anestesia geral e intervenções únicas sob protocolo de risco.
No atendimento odontopediátrico de criança com medo, a técnica de manejo comportamental baseada em condicionamento operante envolve:
Sedação inalatória de rotina á mistura N₂O/O₂ em baixa concentração.
Técnica “Dizer-Mostrar-Fazer” associada a reforço positivo verbal e escolha controlada de cor de sugador.
Conter fisicamente em cadeira com cinta estabilizadora para evitar movimentos bruscos.
Atender em ambiente separado dos pais e manter silêncio absoluto durante o procedimento.
Na Odontopediatria, a pronta aceitação da experiência odontológica para crianças com idade inferior a quatro anos de idade é difícil, pois a boca é uma região muito sensível e íntima. Nesta fase, elas tem certa dificuldade de comunicação, são dependentes dos pais e costumam manifestar medo ante o inesperado e o desconhecido. Em 1962, Frankl et al. criaram uma escala de avaliação do comportamento de pré-escolares, simples e objetiva. Essa escala é uma ferramenta utilizada para avaliar o comportamento da criança durante o atendimento odontológico, que classifica os pacientes em quatro categorias. Assinale a alternativa que corresponda ao paciente definitivamente negativo na escala comportamental de Frankl et al. (1962):
Tipo III
Tipo IV
Tipo I
Tipo II
O conhecimento do perfil comportamental da criança no consultório odontológico é fundamental para facilitar a relação profissional e paciente e, consequentemente, para o sucesso do tratamento. De acordo com a classificação de Costa, descrita em Antonio Carlos Guedes-Pinto, Anna Carolina Volpi Mello-Moura – Odontopediatria, 9a edição – Editora Santos, 2016, quais são as características de uma criança assustada?
Não chora ou fala, mas faz com que o odontopediatra perceba que não executará nenhum trabalho.
Procura persuadir os pais para a levarem para casa sem passar pelo atendimento odontológico.
Se recusa a entrar na sala de consulta e, quando chega à cadeira odontológica, adota atitude de teimosia.
Apresenta atitude de repulsa, muitas vezes, empurra o odontopediatra, ameaça atos de agressão física e atira instrumentos no chão.
Procura se esconder em seus pais, além de não soltar as mãos deles.
O espaço livre de Nance é baseado na diferença que existe entre a somatória das distâncias mesiodistais
dos incisivos centrais, incisivos laterais e caninos decíduos com a somatória das distâncias mesiodistais dos incisivos centrais, incisivos laterais e caninos permanentes.
do canino, primeiros e segundos molares decíduos com a somatória das distâncias mesiodistais do segundo pré-molar, primeiro e segundos molares permanentes.
dos incisivos centrais e lateral decíduos com a somatória das distâncias mesiodistais dos incisivos centrais e laterais permanentes.
dos primeiros e segundos molares decíduos com a somatória das distâncias mesiodistais do primeiro e segundos pré-molares permanentes.
do canino, primeiros e segundos molares decíduos com a somatória das distâncias mesiodistais do canino, primeiro e segundos pré-molares permanentes.
Durante o atendimento de um paciente pediátrico com suspeita de processo infeccioso em região apical de incisivo decíduo superior, o técnico em saúde bucal foi orientado a auxiliar na execução de uma radiografia periapical com técnica específica. Considerando os princípios técnicos e de proteção radiológica, assinale a alternativa correta:
Utilizar posicionador radiográfico e técnica do paralelismo para minimizar distorções e proteger os tecidos moles com avental plumbífero.
Reforçar a proteção com duas películas sobrepostas no mesmo posicionador e aumentar a intensidade do feixe para reduzir o tempo de exposição.
Evitar o uso de protetores de chumbo em crianças para não alterar o posicionamento da arcada durante a tomada radiográfica.
Posicionar o filme inclinado em relação ao eixo do dente para obter melhor visibilidade das raízes e dispensar o uso do colimador cilíndrico.
Que nome se dá aos cistos de consistência rígida amareloesbranquiçados presentes, geralmente, na mucosa do palato de recém-nascidos?
Cisto Periapical.
Cisto Palatal.
Cisto Epidermóide.
Anel de Waldeyer.
Pérolas de Epstein.
A atitude de uma criança diante do profissional normalmente é bastante imprevisível, além disso, fatores externos podem contribuir ainda mais de forma negativa na colaboração do atendimento, como: família, instrumentais, ruídos e ambiente.
As técnicas de manejo comportamental na odontopediatria são bastante utilizadas a fim de contribuir para uma maior segurança, tranquilidade e redução de erros de conduta e consequentemente danos ao paciente.
Qual das alternativas abaixo não se refere a uma técnica de manejo comportamental não aversiva?
Comunicação verbal e não verbal.
Estabilização protetora
Dizer-mostrar-fazer.
Dessensibilização ao ambiente odontológico e modelagem.
Reforço positivo.
A doença das mãos, pés e boca, geralmente causada pelo vírus Coxsackie, pode surgir em qualquer idade, mas a maioria dos casos ocorre em bebês ou crianças, sendo o quadro clínico estabelecido pela presença de lesões na pele e na mucosa oral, com as lesões orais e das mãos quase sempre presentes — na boca, as lesões se manifestam com a presença de 1 a 30 máculas eritematosas, que se desenvolvem com aparecimento das vesículas que vão sofrer ruptura e resultar no aparecimento de úlceras, de tamanhos variáveis e que cicatrizam em um prazo de uma semana.
Certo
Errado
Os molares decíduos estão mais propensos a um rápido comprometimento pulpar no caso de lesões proximais, por apresentarem cornos pulpares proeminentes sob as cúspides, recobertos por uma espessura delgada de dentina e esmalte, e por possuírem esmalte menos calcificado do que o de dentes permanentes.
Certo
Errado
Sobre o caráter de prevenção a doenças e agravos, más oclusões dentárias no período da infância e a formação de hábitos positivos de higiene bucal, preconizados pelas políticas públicas em odontologia social, assinalar a alternativa CORRETA.

Os programas de educação em saúde são essenciais para ensinar práticas adequadas de higiene bucal, instrução de dieta saudável e nortear comportamentos que previnam cáries, doenças gengivais, más oclusões e outras condições bucais de interesse a população.
A instrução de bons hábitos de higiene bucal apresenta efeitos positivos somente quando ensinada nos primeiros períodos de desenvolvimento humano, como a infância.
Apenas o combate à cárie dentária pode ser praticado como política de saúde. As más oclusões dentárias não podem ser prevenidas ou evitadas, uma vez que o desalinhamento dos dentes na arcada é um problema de ordem genética e não de perdas precoces.
Ainda que as políticas públicas se voltem à educação e prevenção de doenças e agravos bucais na infância, não existem evidências de que a formação de bons hábitos traga benefícios à saúde bucal da população.
Uma criança de 5 anos apresenta dor no primeiro molar superior decíduo direito (54), com uma lesão de cárie profunda e exposição pulpar. O exame radiográfico não revelou alterações periapicais ou na região de furca. Diante desse quadro, o cirurgião-dentista precisa decidir a conduta mais adequada para preservar a saúde bucal da criança. Com base na situação clínica e nos princípios da Odontopediatria, analise as afirmativas a seguir.
I. A ausência de alterações periapicais e na região de furca sugere que a polpa ainda possa ter vitalidade, o que justifica uma abordagem conservadora, como a pulpotomia.
II. A extração do dente deve ser considerada a primeira opção terapêutica para evitar possíveis infecções futuras, com prejuízo do dente permanente em formação, independentemente do estado da polpa.
III. O tratamento endodôntico radical (pulpectomia) pode ser indicado caso haja sinais de comprometimento irreversível da polpa, mesmo sem alterações radiográficas evidentes.
IV. O selamento imediato da exposição pulpar com um material biocompatível, como hidróxido de cálcio ou PMCC, seguido de restauração definitiva, pode ser uma opção viável para manter a vitalidade pulpar.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
I e III.
I e IV.
II e III.
II e IV.
A abordagem clínica de crianças com histórico de exposição prolongada a fatores cariogênicos, especialmente em ausência de fluoretação sistêmica e com padrão alimentar cariogênico, exige o domínio de protocolos minimamente invasivos e biologicamente conservadores. Em uma criança de 4 anos com múltiplas lesões cavitadas em dentes decíduos, comportamento colaborativo e ausência de envolvimento pulpar irreversível, qual a conduta mais adequada segundo os preceitos da Odontopediatria contemporânea?
Exodontia ampla dos elementos afetados com reabilitação protética removível de contenção e função mastigatória.
Capeamento pulpar direto com cimento de hidróxido de cálcio e restaurações adesivas de alto módulo elástico.
Abordagem baseada no protocolo ART (Tratamento Restaurador Atraumático) com ionômero de vidro de alta viscosidade e, se necessário, terapia pulpar conservadora.
Restauração provisória com resina bulk-fill e prescrição de flúor sistêmico, com retorno em 60 dias.
Sedação profunda ambulatorial e resolução completa das lesões em sessão única com resinas de carga reduzida.
Paciente de 7 anos, sexo masculino, com 30 kg, será submetido a procedimento cirúrgico odontológico. O planejamento cirúrgico inclui sedação mínima por via oral com midazolan.
Assinale a alternativa que apresenta a prescrição considerada correta para esse caso clínico.
2,5 mg.
3,5 mg.
4,5 mg.
5,5 mg.
7,5 mg.
Na avaliação clínica odontopediátrica, a identificação de fatores de risco é essencial para o estabelecimento de um plano de tratamento preventivo individualizado baseada em evidências. Considerando o protocolo CAMBRA (Caries Management by Risk Assessment), assinale a alternativa CORRETA.
A presença de biofilme visível nos dentes anteriores superiores é um indicador de baixo risco, pois sugere que a criança tem salivação abundante, o que protege contra a desmineralização.
O uso de mamadeira noturna com conteúdo açucarado é considerado um fator de risco moderado, que pode ser neutralizado apenas pela escovação matinal, não alterando a classificação de risco da criança para alto.
Fatores socioeconômicos, como a baixa escolaridade dos pais, não devem ser considerados na avaliação de risco de cárie, pois a doença é estritamente biológica e depende apenas da dieta e bactérias.
A presença de lesões de cárie cavitadas ou não cavitadas (manchas brancas ativas) ou restaurações realizadas nos últimos 12 a 24 meses classifica automaticamente a criança como de alto risco, sendo o indicador de doença mais forte, independentemente da presença de outros fatores protetores.
O manejo comportamental de pacientes não colaboradores exige o domínio de técnicas avançadas, como a estabilização protetora, que deve ser utilizada seguindo critérios éticos e legais rigorosos. Assinale a alternativa CORRETA sobre as indicações e execução desta técnica.
A estabilização protetora dispensa o consentimento dos pais em casos de emergência de dor de dente leve, pois o cirurgião-dentista tem autonomia total sobre o corpo do paciente infantil dentro do consultório.
A estabilização protetora é indicada para pacientes com falta de maturidade psicológica ou deficiência que necessitam de diagnóstico ou tratamento imediato e não cooperam, devendo ser aplicada com consentimento informado dos pais, documentação em prontuário e sem causar restrição da circulação sanguínea ou respiração, sendo contraindicada para pacientes cooperativos ou como punição.
O uso da estabilização protetora ("imobilização") é a primeira escolha para qualquer criança que chore na cadeira odontológica, visando agilizar o atendimento e evitar perda de tempo com técnicas de dizer-mostrar-fazer.
A técnica de "mão sobre a boca" (hand over mouth) é atualmente recomendada pela Academia Americana de Odontopediatria como forma segura e eficaz de estabilização psicológica para estabelecer autoridade sobre a criança birrenta.