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As Diretrizes Curriculares da Educação Básica para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais: um processo Contínuo de Reflexão e Ação (2012) e as Diretrizes curriculares da educação básica para o ensino fundamental e educação de jovens e adultos – anos finais: um processo contínuo de reflexão e ação (2010) apresentam distinções e semelhanças entre duas propostas de organização do ensino: a progressão continuada e a organização por ciclos. Quanto ao que têm em comum, de acordo com os referidos documentos, ambas as propostas
compreendem períodos de escolarização que ultrapassam as séries anuais, organizados em blocos que variam de dois a cinco anos de duração.
reforçam a ideologia do mérito individual, não questionando de forma mais contundente as razões que provocam desigualdade no acesso ao conhecimento.
apresentam um rearranjo tímido, no qual medidas de inclusão das crianças por mais tempo na escola seriam tomadas sem que as estruturas excludentes fossem de fato alteradas.
alteram os tempos e os espaços escolares de maneira mais global, procurando ter uma visão crítica das finalidades educacionais da escola.
são um avanço em relação aos discursos e práticas que sempre legitimaram a exclusão escolar das crianças mais pobres por meio da reprovação a cada final de ano.