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Em um congresso sobre disciplina e indisciplina na escola, os professores palestrantes deram as contribuições apresentadas a seguir.
Maria: O barulho, a agitação e a movimentação em sala de aula devem ser catalisadores do ato de conhecer, tornando a indisciplina um movimento estruturado em torno de ideias, conceitos e proposições.
Paulo: O professor precisa ter uma conduta dialógica, disposta à intervenção pedagógica, à negociação constante em relação às estratégias de ensino e de avaliação, aos objetivos e até mesmo aos conteúdos preconizados.
Helena: A saída para as situações de indisciplina está na relação professor-aluno, nos vínculos estabelecidos, pois, guardadas as especificidades de atribuições, ambos são parceiros de um mesmo jogo, cujo rival é a ignorância.
A plateia que assistiu às palestras fez vários comentários. Identifique aquele que analisou corretamente uma ou mais das contribuições dos professores.
A concepção de disciplina de Maria está identificada com uma visão institucional voltada para a vigilância e a punição.
A visão de atuação docente que Paulo apresenta conduz a um enfraquecimento da figura de autoridade simbólica desempenhada pelo professor.
A proposta de Helena desconsidera o foco dos problemas de indisciplina, que está na ausência de intervenção familiar no âmbito escolar e em problemas psicológicos dos alunos.
As ideias dos três palestrantes são vinculadas a um modelo de escola que vigorou na Modernidade e que foi superado por concepções pragmáticas de educação.
As colocações de Maria, Paulo e Helena consideram a indisciplina como fenômeno transversal, que é superado com o foco no conhecimento e nas regras a ele subjacentes.