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A gestão participativa se assenta no entendimento de que o alcance dos objetivos educacionais, em seu sentido amplo, depende da canalização e do emprego adequado da energia dinâmica das relações interpessoais ocorrentes no contexto de sistemas de ensino e escolas, em torno de objetivos educacionais, concebidos e assumidos por seus membros, de modo a constituir um empenho coletivo em torno de sua realização. Sobre o sentido e as formas de participação em processos de gestão, é incorreto afirmar que:
A participação passiva, do ponto de vista socioeducacional, a médio prazo, produz resultados altamente positivos sobre a cultura organizacional da escola por várias razões. Uma delas diz respeito à promoção do crédito nas ações de direção e nas pessoas de detêm autoridade.
A participação efetiva na escola pressupõe que os professores, coletivamente organizados, discutam e analisem a problemática pedagógica que vivenciam em interação com a organização escolar e que, a partir dessa análise, determinem caminhos para superar as dificuldades que julgarem mais carentes de atenção e assumam compromisso com a promoção e a transformação nas práticas escolares.
A participação tem sido exercida de diversas formas e nuances no contexto escolar, desde a participação como manifestação de vontades individualistas, algumas vezes camufladas, até a expressão efetiva de compromisso social e organizacional, traduzida em atuações concretas e objetivas, voltadas para a realização conjunta de objetivos.
A observação, a análise a compreensão dos processos e das formas de participação constituem-se em condição para que se possa aprimorar o processo de gestão participativa no contexto escolar.