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Leia o texto que segue para responder às questões de números 11 e 12.
A escola para pessoas comuns, que não são nobres e nem do clero, faz parte da modernidade, da sociedade de classes, urbano-industrial e capitalista, que tem o conhecimento científico embutido nas práticas produtivas. No Brasil, país com proporções continentais, com forte desigualdade social e sequelas de quase quatro séculos de colonialismo e escravidão, esse processo de urbanização e industrialização teve início no século XX e foi exigindo, progressivamente, a educação escolar pública, importante para a produção do tecido social e para a humanização e inserção das pessoas, o que levou a Constituição Federal de 1988, arts. 205 a 208, declará-la como direito do cidadão e dever do Estado, da família e da sociedade.
Celina Arêas analisa que, em atendimento à CF/88, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e demais legislações que regem o Sistema Educacional Brasileiro preconizam a universalização do acesso e permanência das crianças, jovens e adultos, em todas as etapas da Educação Básica, como algo imprescindível para que a escola, pública e gratuita, garanta sua função social, trabalhando para
desenvolver, nos educandos, competências e habilidades requeridas pelo competitivo mercado de trabalho no contexto econômico globalizado.
aliar o saber científico ao saber prévio dos alunos e aos valores patrióticos e desenvolvimentistas, vencendo o atraso do país.
formar o cidadão, com a construção de conhecimentos, de atitudes e valores que tornem o estudante solidário, crítico, ético e participativo.
contribuir na construção de um Brasil desenvolvido que premia quem se esforça para progredir, estudando e trabalhando.
transmitir o saber sistematizado, fazendo com que ele substitua o saber trazido pelos alunos e oriundo de suas experiências.